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A missa - I

por Teresa Power, em 07.01.14

No seu comentário ao post sobre o Retiro para Famílias, a Helena levantou um conjunto de questões relacionadas com a missa. Entre várias coisas, perguntou:

 

"É preciso ir à missa? A missas chatas e aborrecidas? Com os meus filhos que nao param quietos e que irão achar a missa tão aborrecida como eu achava na idade deles e continuo a achar? Porque é que é preciso ir à missa? Nao basta eu acreditar em Deus?"

 

Vamos então tratar deste assunto em dois ou três posts nos próximos dias.

 

Na vida, há obrigações que não se discutem. Certos gestos são tão importantes, que nos definem como humanos. E se não os cumprimos, dizemos que nos tornámos "desumanos". Por exemplo, cuidar dos nossos filhos, socorrer um acidentado no meio da rua. Se dissermos a uma mãe "tens obrigação de alimentar o teu filho", não estamos a falar de uma obrigação imposta exteriormente por alguma lei estatal; estamos a falar de um acto que define a própria maternidade.

 

No catolicismo, há obrigações que não se discutem. Certos gestos são tão importantes, que nos definem como católicos. A missa é um deles. Assim, quando a Igreja fala na "obrigação" de ir à missa, está a falar de um acto que define a própria essência do catolicismo. Não é uma obrigação imposta exteriormente, mas um gesto que prova a nossa catolicidade.

 

Imaginemos alguém que diz: "Eu amo os meus filhos, mas só os alimento quando me apetece." Ou ainda: "Eu vou casar, mas não tenciono ter relações sexuais. Não acho isso importante"...

É assim que soa o comentário moderno: "Eu sou católico, mas não acho importante ir à missa." Ou: "Eu sou católico, mas só vou à missa quando me apetece."

Ao fazermos uma opção fundamental de vida, sabemos que estamos a acartar com um conjunto de "obrigações". Não posso ser mãe só quando os meus filhos estão a rir, e deixar de o ser quando fazem birras. Não posso ir trabalhar só quando me apetece, e ficar em casa quando estou pelos cabelos. Mesmo que, num momento da vida, a missa nos pareça "chata" (o que não significa que um dia não venhamos a sentir verdadeiro prazer nela!), ela faz parte da nossa opção fundamental - tomada em perfeita liberdade - como católicos, e por isso, queiramos ou não, apeteça ou não, temos de continuar a participar nela todos os domingos.

 

Portanto, a pergunta "Sou obrigado a ir à missa?" e as objecções levantadas a esta obrigação não estão bem formuladas, pois partem do princípio que a obrigação da missa dominical é um preceito imposto do exterior. A pergunta exacta seria antes: "Até que ponto eu me identifico como católico?"

 

Mas por que razão a missa define a nossa identidade católica? O que é que acontece de tão importante na missa para a tornar essencial à nossa fé?

O santo Padre Pio dizia frequentemente:

 

"Se os cristãos soubessem o que é a missa, precisaríamos que a PSP estivesse todos os domingos às portas das igrejas para organizar as multidões."

 

Veremos então porquê nos próximos posts sobre a missa.

 

 

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publicado às 09:38


1 comentário

De Anónimo a 08.01.2014 às 23:02

Teresa: se eu amo DEUS, e adoro DEUS, procurarei estar com ele o meu máximo possível, certo? procurarei ouvir falar dele no meu máximo possível, certo? procurarei ouvir a sua palavra no meu máximo possível, certo? mas.. se eu não sinto que tenho que ir à missa... quererá dizer que afinal Deus não estará no centro da minha vida?! Quando amamos e adoramos, o objeto do nosso amor e adoração é o centro completo das nossas vidas.... mas como poderá ser Deus o centro das nossas vidas para uma mãe? para uma esposa? para uma filha? para uma namorada?

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