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Bolinhas de chocolate

por Teresa Power, em 08.01.14

Já aqui falei da difícil e lenta aprendizagem da partilha, que acontece com naturalidade numa família numerosa. A propósito, este pequeno episódio:

 

A Lúcia, de cinco anos, foi a uma festa de anos. Quando o pai a foi buscar, a mãe da aniversariante colocou-lhe nas mãos uma bolinha de chocolate, para a viagem de regresso a casa. Depois perguntou-lhe quantos manos ela tinha e, pegando em cinco outras bolinhas, colocou-lhas também entre as mãos, "para os manos".

A viagem até casa demorou cerca de dez minutos, e o pai estranhou o silêncio prolongado da Lúcia. Pensou naturalmente que ela estava cansada de brincar e tinha adormecido. Mas quando chegaram a casa, ela vinha bem acordada.

- Agora podes ir dar os chocolates aos manos, Lúcia - Disse-lhe o Niall, tirando-a do carro.

- Não tenho nenhum chocolate! - Respondeu ela muito depressa.

- Ai não? Então onde estão as cinco bolinhas de chocolate que a mãe da Laurinha te deu?

- Comi-as!!! Sabes, elas estavam a derreter...

A Lúcia tem muito que aprender...

 

 

... Mas nós também! Sempre que acumulamos objectos inúteis nas nossas casas, sempre que compramos por comprar, sempre que comemos demais, sempre que gastamos demais, sempre que deitamos comida fora, estamos a roubar o que pertence aos pobres. O Papa Francisco não se cansa de o afirmar! Na sua conta oficial do Twitter, o papa escreveu:

 

"O consumismo habituou-nos ao desperdício. Mas deitar comida fora é roubar aos pobres e aos famintos" (7-6-13)

 

A humanidade é a família numerosa dos filhos de Deus, e a melhor escola de partilha que podemos frequentar!

 

 

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publicado às 08:56


1 comentário

De Anónimo a 08.01.2014 às 23:21

Ola Teresa! Quando li o post das férias do natal, em que aproveitaram para fazer uma limpeza e selecção, fiquei a pensar... e tomei consciência que eu e a minha família temos muitas coisas acumuladas e arrumadas, na cave, que não estão a usos, ocupam espaço e acumulam pó! Eu e o meu marido, James, já tínhamos falado em colocar à venda, no OLX. Eu até experimentei. Vendi uma coisa. Tudo o resto ficou por vender... e decidi explorar o porquê. Cheguei à conclusão que.... para vender os preços terão que ser "simbólicos". Deixei cair.A ideia não seria propriamente ganhar dinheiro mas... para ter o trabalho todo e vender um conjunto de pratos por um euro também seria demasiado ridículo! O problema ficou adiado e esquecido, até que... o post da Teresa me lembrou novamente da situação. No dia seguinte, no meu trabalho, e num momento de relaxe e de tomar café, alguém respondi a uma pergunta dizendo que a sua vida esta muito difícil, dando-me a entender que iria-se divorciar. Eu lembrei-me imediatamente da questão e ofereci os meus objectos que estão na cave. Ela agradeceu. E com isto levanto outra questão: o divórcio. Em tempos de problemas financeiros, as famílias facilmente deixam de ser famílias. Eu percebo que a componente financeira tem um peso muito grande na família.... Mas, estudos comprovam que a tendência para a taxa dos divórcios subir é neste tipo de conjuntura... O que fazer? Como fazer? O que dizer quando uma colega de trabalho me diz que, depois de 15 anos de casamento, não aguenta mais... que o marido revelou ser uma pessoa que desconhecia totalmente...

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