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Simplicidade

por Teresa Power, em 28.02.14

Alegria.

Porque a gripe aliviou o suficiente para se poder ir ao carnaval da escolinha, mesmo se apenas durante a manhã.

Porque a madrinha da Lúcia pegou em três sacos do lixo, em papéis velhos, em agulhas e linhas, e confeccionou três fatinhos de Carnaval.

Porque não é preciso ir aos "hipers" e aos "shoppings" para se encontrar um fatinho de carnaval.

Porque não é preciso gastar dinheiro para nos divertirmos.

Porque não são precisos locais diferentes, actividades excitantes, objectos especiais, viagens caras, roupas modernas, para darmos uma boa gargalhada.

Porque são as pequenas coisas que nos fazem felizes.

Porque a simplicidade é um dos nomes da felicidade.

 

 

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publicado às 09:27

Jesus está passando por aqui

por Teresa Power, em 27.02.14

Quando ontem escrevi sobre a necessidade de espalharmos pelo mundo a "doença contagiosa" do Evangelho, disseminando os "vírus" da alegria, do amor, da paz, da generosidade, lembrei-me imediatamente de uma canção muito cantada e dançada cá em casa:

 

Jesus está passando por aqui (2x)

Quando Ele passa, tudo se renova,

A tristeza vai, a alegria vem!

Quando Ele passa, tudo se renova,

A alegria vem para mim e para ti também!

 

À noite juntei a família, coloquei a máquina fotográfica numa mesinha, a filmar, e aqui fica o resultado, para que aí em casa se possa também cantar! Quem sabe o "vírus" não começa a "atacar" com mais força neste nosso mundo?

 

 

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Gripe

por Teresa Power, em 26.02.14

Chegou. Passámos o inverno inteiro à espera da sua habitual visita, e agora que já cheira a primavera, ela chegou. Pensando melhor, não vem assim tão atrasada: olhando para os anos passados, lembro-me muito bem de quase todos os carnavais ter uma ou duas crianças de cama, e os fatinhos de carnaval, feitos com tanto carinho, pendurados no armário sem serem usados. Este ano não será excepção! A madrinha da Lúcia, que é uma artista com a agulha, acaba de fazer três lindos fatos com material reciclado, como foi pedido no infantário, para vestir a Sara, o António e a Lúcia... Mas a Lúcia e o António estão de cama com gripe, e amanhã devem seguir-se os restantes irmãos, naturalmente. Já falei várias vezes nas vantagens de ter uma família numerosa; bem, hoje falo desta desvantagem considerável: o contágio da gripe!

 

É impressionante a rapidez e eficácia com que os vírus das doenças de inverno fazem o seu trabalho. No espaço de poucas horas, uma família inteira é atacada e atirada à cama! Bem disse Jesus que os filhos das trevas são mais eficazes que os filhos da luz (Lc 16, 8) - o vírus da gripe deve ser "filho das trevas", não?

A nossa sociedade está cheia de vírus perigosos e altamente contagiosos. O virus do mau-humor, o vírus da vaidade, o vírus da depressão; o vírus da morte, nas frentes da eutanásia e do aborto a pedido, está neste momento em grande progresso.

É altura de contra-atacar com os "vírus da luz", os vírus do Reino de Deus: o vírus da alegria, o vírus do amor. No retiro de Famílias de Caná, estes vírus foram altamente contagiosos, ao ponto de adultos, crianças e jovens saltarem e dançarem para Deus, nos momentos de oração festiva. No final das nossas Eucaristias dominicais, aqui na paróquia, os rostos felizes e a conversa simpática à porta da igreja também denunciam um saudável contágio virusal. À saída do confessionário, sábados à tarde, depois da catequese, o brilho nos olhos dos jovens e das crianças que aceitam o desafio da confissão é outro sinal de "doença". Mas... Depois do contágio na Casa do Senhor, seremos nós capazes de levar os "vírus divinos" para a vida diária?

 

Uma família cristã deve ser "temida" como uma família altamente contagiosa, espalhando os vírus da alegria e do amor por todos os lugares onde toca, respira e vive!

 

 

 

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Galinhas à chuva

por Teresa Power, em 25.02.14

Numa das noites de temporal deste inverno, o Niall sentiu pena das galinhas e colocou-lhes dentro das suas "casas" (umas casotas de cães no fundo do galinheiro) umas mantas velhas, para minimizar os efeitos da lama e da água que por lá corria. Antes de nos deitarmos, dada a quantidade de chuva que caía do céu e o vento que uivava lá fora, o Niall decidiu espreitar pela janela e verificar o estado das árvores e do galinheiro. E o que viu deixou-o boquiaberto: com medo das ditas mantas, as galinhas recusavam-se a entrar nas casotas, aninhando-se umas nas outras no telhado das mesmas, completamente enxarcadas. Suspirando, o Niall calçou as galochas, enfiou uma gabardine e saiu para o jardim. Retirou as mantas das casotas e, uma a uma, obrigou as galinhas a entrar nelas, para passarem a noite um pouco menos molhadas. Depois, o meu pobre marido regressou a casa, para se secar junto do lume.

 

Talvez pensem que estou a escrever esta história para elogiar o atitude nobre do Niall - capaz de enfrentar a tempestade por um bando de galinhas. Podia fazê-lo, acrescentando uma série de outros exemplos igualmente notáveis de respeito pela vida animal, pois o meu marido até as moscas respeita. Mas não é esse o meu objectivo.

 

Acontece simplesmente que aquelas galinhas com medo fizeram-me pensar na quantidade de pessoas que se recusam a entrar na Igreja Católica porque não entendem, não aceitam ou se assustam diante de algum dos seus ensinamentos.

Ter fé não significa, naturalmente, deixar de fazer uso da razão. Ter fé é pensar os assuntos de Deus, questioná-los e explorá-los o mais possível. Mas ter fé implica também confiar com coração infantil. Precisamos de olhar para os ensinamentos da Igreja, as palavras do Papa, as exigências do catecismo ou da lei moral cristã com a certeza de que não há neles nenhuma ameaça à nossa felicidade.

Mesmo que alguma "manta" do cristianismo nos pareça absurda ou ameaçadora, não fiquemos ao relento, aguentando sozinhos a chuva fria do mundo; entremos confiantes na casa da Igreja, e encontraremos o abrigo de que necessitamos.

 

Ah, deixamo-nos morrer de frio, e Deus aqui tão perto...

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Bem-haja, D. António Francisco!

por Teresa Power, em 24.02.14

Ontem, na missa, o senhor padre leu-nos a mensagem de despedida de D. António Francisco, nosso querido bispo. O Papa Francisco nomeou-o bispo do Porto, e com o seu sorriso habitual, D. António Francisco aceitou deixar Aveiro.

A nossa fé ensina-nos que Deus é Pai e que a Igreja, corporizada em Maria, é Mãe. Uma mãe cada vez mais maternal, acolhedora e atenta, graças ao Papa que o Senhor nos ofereceu.

Em D. António Francisco nós pudemos encontrar o carinho paternal e maternal de Deus. O seu sorriso, o seu acolhimento, a sua atenção, a sua presença constante junto de cada uma das suas "ovelhas", foram para nós sempre sinal do amor divino. D. António é um pastor cheio de simplicidade e proximidade, "com cheiro a ovelha", como pediu o Papa num dos seus encontros com os bispos do mundo. Há dois anos, tivemos a honra de o receber em nossa casa para um jantar familiar, numa das suas visitas a Mogofores, e de rezarmos em conjunto no nosso Canto de Oração. Noutra ocasião, fizemos esta fotografia, que temos emoldurada na nossa casa:

 

Depois, em tom de brincadeira, o Francisco lançou o António para as suas cavalitas, para simbolizar o nome "António Francisco", e D. António Francisco, com uma gargalhada, aceitou tirar mais esta fotografia:

 

D. António aceitou também escrever o prefácio dos meus livros Os Mistérios da Fé, honrando assim a nossa família com as suas palavras generosas e amigas. Palavras tão grandes num livro tão pequeno!

Bem-haja, D. António, por ser entre nós presença amorosa de Jesus, o Salvador! Na nossa família, continuaremos a rezar todos os dias por si, pelo seu ministério e pela sua vida, para que o Senhor, o Bom Pastor, o conduza sempre às suas pastagens de Vida e Amor!

 

 

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publicado às 08:49

Presentes pouco agradáveis

por Teresa Power, em 23.02.14

Falei ontem nos presentes de Deus... Nem a propósito: gritando de entusiasmo, o António entrou hoje na cozinha a correr:

- Mamã, olha uma prenda para ti!

Deixei o que estava a fazer e abri a caixinha que ele me oferecia. Depois contive um pequeno grito: lá dentro, uma minhoca retorcia-se desajeitadamente.

 

Estou acostumada aos presentes magníficos que todos os meus filhos gostam de me dar quando têm entre três e seis anos. E já aprendi a reagir com um apropriado "Uau!" a todos eles, sejam desenhos, flores murchas, pedaços de terra, cacos de objectos, pedras brilhantes, pedras escuras, pedras sujas, e naturalmente, minhocas. Sei que a oferta vem revestida de amor, e portanto, nada mais me importa.

 

Mas quando é Deus o ofertante, tenho muita dificuldade em Lhe oferecer o dito "Uau!" É fácil reagir com alegria aos seus presentes mais agradáveis, como uma palavra simpática de um desconhecido, o sorriso de um aluno, o telefonema de um amigo, um dia de sol, o ordenado ao fim do mês, a cura de uma constipação, o beijo de um filho. Mas não é nada fácil reagir com o mesmo entusiasmo quando o presente é... um dia de chuva, uma doença, a falta de dinheiro para chegar ao fim do mês, uma turma barulhenta, um filho birrento.

E no entanto, o ofertante é o mesmo, e o amor com que o faz é infinito!

Não é Deus quem nos envia os males, claro; mas se os permite, é porque eles nos trazem algo de muito, muito melhor. Diz S. Paulo:

 

"Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a a Deus!" (Rm 8, 28)

 

Santa Teresinha registou um episódio maravilhoso de aceitação destes "presentes" pouco agradáveis do Senhor:

 

"Estava a lavar a roupa em frente de uma irmã que me deitava água suja para o rosto cada vez que erguia os lenços no lavadouro; o meu primeiro movimento foi recuar, limpando o rosto, para mostrar à irmã que me aspergia que me faria um grande favor se estivesse quieta, mas logo pensei que era bem tola ao recusar tesouros que me eram dados tão generosamente, e tive todo o cuidado em não deixar transparecer o meu combate. Fiz todo o esforço por desejar receber muita água suja, a tal ponto que no fim tinha verdadeiramente tomado o gosto a este novo género de aspersão, e prometi a mim mesma voltar outra vez a este feliz lugar onde se recebiam tantos tesouros." (História de Uma Alma, Manuscrito C)

 

Aprender a receber tudo das mãos de Deus, os bens e os males, e por tudo Lhe agradecer... Eis o segredo da felicidade!

 

 

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publicado às 09:17

Pequenos presentes

por Teresa Power, em 22.02.14

Ontem à tarde, enquanto retirava a roupa do estendal porque a chuva regressara, encontrei um pequeno presente de Deus:

 

 

Aquela teia de aranha luminosa, pingando orvalho e reluzindo à fraca luz do dia, falou-me de amor. Chamei toda a família e, juntos, contemplámos a obra do Criador, que Se deleita em criar cada pequenino ser do universo e o reveste de beleza. Como diz o salmista,

 

"Senhor, como são grandes as tuas obras!

Todas elas são fruto da tua sabedoria!

A Terra está cheia das tuas criaturas!

Todos esperam de Ti que lhes dês o alimento a seu tempo.

Dás-lhes o alimento, e eles o recolhem,

Abres a tua mão e saciam-se do que é bom!" (Sl 104/103, 24.27-28)

 

Não há chuva, frio, tempestade, doença ou crise que não esconda um pequeno presente de Deus. Rezo para que saibamos estar atentos!

 

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Nos braços do Pai

por Teresa Power, em 21.02.14

Há uma brincadeira que a Sara adora: de pé no sofá, atira-se de costas para os braços do pai, que a agarra e a relança no ar, no meio de muitas gargalhadas e beijos. Assusto-me sempre que a vejo entre o sofá e os braços do Niall, naquela fracção de segundo que faz a diferença entre uma queda redonda no chão e o aconchego feliz do amor.

Sei que, dentro de muito pouco tempo, a Sara perderá esta capacidade de se lançar no vazio em queda livre; sei que em breve ela perderá a confiança e terá medo de cair, desprotegida, no chão. Será então altura de a encorajar a arriscar, com segurança, passos mais ousados. Ao longo da sua infância, terá de vencer muitas batalhas para aprender a equilibrar-se na sua bicicleta, a deslizar com os patins dos irmãos, a trepar às árvores, a saltar da oliveira, a dar lanço no baloiço, a descer sozinha no escorrega, a mergulhar nas ondas do mar. Mas nunca mais a Sara terá a confiança necessária para se lançar de costas nos braços do pai.

 

Ter fé é lançarmo-nos de costas nos braços do Pai. Ter fé é ter a certeza de que Ele está lá, silencioso mas atento, pronto para nos agarrar quando decidirmos retirar os pés das nossas seguranças. Ter fé é percorrer o caminho que nos leva da desconfiança do adulto até à simplicidade de um bebé. Ter fé é reaprender a capacidade infantil de confiar.

Como a Sara, experimentaremos então o milagre daquela fracção de segundo, suspensos entre os nossos receios e o abraço de Deus.

O céu está cheio de gargalhadas!

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Sol

por Teresa Power, em 20.02.14

Quando o inverno se prolonga excessivamente, os primeiros raios de sol inundam a alma de alegria. Que festa! Um dia sem chuva, e logo o estendal se enche de roupa a dançar ao vento, as janelas se abrem de par em par, as crianças sobem de novo às árvores e brincam na relva, rebolando-se no chão e contemplando os desenhos das nuvens. É hora de lavar as galochas e de as deixar secar ao sol!

 

Nos primeiros dias de primavera, diante do milagre da vida que regressa, gosto de abrir a Bíblia no seu mais belo poema de amor - o Cântico dos Cânticos - e meditar no amor de Deus, que nos chama a partilhar a alegria e a festa da Trindade:

 

"Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem!

Eis que passou o inverno: a chuva passou e se foi;

brotam as flores, chegou o tempo das canções,

e a voz da rola ouve-se em nossa terra!" (CC 2, 10-12).

 

Deus tem por nós um amor apaixonado, excessivo, louco. Quantas surpresas Ele nos faz, quantas palavras de amor Ele nos murmura ao ouvido, sem que nós disso nos apercebamos! Pensamos que é inverno, e Ele ali, tão perto...

Mas há dias em que o sol rompe as nuvens e seca a chuva. De repente, tomamos consciência de que Ele sempre ali esteve; de repente, descobrimos sinais do seu amor na nossa vida e apetece-nos saltar de alegria. Olhamos para trás, e apercebemo-nos de que Deus nunca nos abandonou, nunca nos deixou ao relento no frio e na escuridão do mundo, nunca retirou a sua mão nem desviou o seu olhar. Nós é que estávamos distraídos!

 

 

Foi assim no retiro de Famílias. Deus veio ao nosso encontro, segurou a nossa mão entre as suas, e declarou-nos o seu amor. Como disse a Guida no seu comentário ao post sobre o retiro, Deus pegou-nos ao colo. O sol brilhou e tudo pareceu tão simples!

Quando o inverno regressar (porque ele sempre regressa), precisamos de encontrar - de novo - um caminho por entre as nuvens para nos deixarmos - de novo - amar por Deus. Um tempo mais forte de oração, uma hora de leitura intensa da Palavra, a confissão, uma oração familiar mais elaborada...

 

 

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Azeite

por Teresa Power, em 19.02.14

Uma das famílias que estiveram neste retiro veio dos lados de Proença. Traziam três filhos pequeninos e muita vontade de conhecer de perto as histórias e os protagonistas deste blogue. No domingo, depois da missa, almoçaram em nossa casa. O sol brilhava sorridente, o que permitiu às crianças brincar toda a tarde em Náturia, enquanto nós, os pais, conversavamos como se nos conhecessemos desde sempre. No final do dia, ao olhar para os seus filhos sujos, molhados, rotos e felizes, os nossos novos amigos entenderam melhor aquela história dos ciganitos... e decidiram que, de futuro, à casa dos Power virão com roupa velha!

 

Antes de partir, ofereceram-nos um garrafão com cinco litros do seu azeite. Ontem cozinhei com este azeite tão puro e tão raro, e com ele temperei a nossa salada. Delicioso! Fez-me lembrar tempos antigos, quando comia em casa dos meus avós e me deleitava com os seus pratos beirões. Depois procurei uma velha lamparina, que costumo acender no Natal. Deitei nela um pouco deste azeite e acendi o pavio.

Os nossos novos amigos iluminaram a nossa casa com a sua alegria e a sua partilha; a luz do seu azeite iluminou o nosso Canto de Oração.

 

 

Fiquei a pensar no significado bíblico do azeite.

E imaginei Maria e José na apanha da azeitona. Quanto trabalho! Apanhar, escolher, curtir, tratar, esmagar, prensar. Tudo para que, daquelas bolinhas pretas e ácidas, pudesse nascer o azeite, e do azeite, pudesse nascer a luz.

A luz que brilha nas trevas tem por detrás uma longa história de trabalho, dedicação e amor.

 

Como esta família, precisamos urgentemente de nos empenhar na elaboração do nosso "azeite" familiar. Precisamos de tempo, de entrega, de esforço; precisamos de oração simples mas constante; precisamos da Eucaristia; precisamos da Confissão; precisamos de gestos de amor e partilha. Do nosso compromisso fiel como Família de Caná, nascerá um azeite puro e único, diferente de todos os outros - o nosso. Com ele iluminaremos a nossa casa; e se o partilharmos, iluminaremos as casas de muitos à nossa volta...

 

 

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