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Feliz Dia dos Irmãos!

por Teresa Power, em 31.05.15

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Haverá melhor presente que um irmão?

 

"Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!" (Sl 133)

 

Feliz Dia dos Irmãos!

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publicado às 06:10

Tempo ganho e tempo desperdiçado II

por Teresa Power, em 30.05.15

Um dia destes, deparei-me com este texto de autor desconhecido (acho eu), circulando pela Internet:

 

Queres saber quanto vale…

Um ano? Pergunta a um estudante que falhou nos exames finais.
Nove meses? Pergunta a uma mulher grávida.
Um mês? Pergunta a uma mãe que deu à luz um bebé prematuro.
Um dia? Pergunta ao editor de um jornal diário.
Uma hora? Pergunta ao casal apaixonado que espera para se encontrar.
Um minuto? Pergunta a alguém que acaba de perder um comboio.
Um segundo? Pergunta a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
Um milésimo? Pergunta a alguém que ganhou uma medalha de prata nos 100 metros rasos nas Olimpíadas.

 

Como é verdade! Cada milésimo de segundo do nosso dia é importante, e é-nos oferecido por Deus como oportunidade para o amor.

Estava eu absorvida a pensar neste texto, enquanto lavava a louça, quando deparei com a carita da Sara esborrachada contra o vidro da janela da cozinha, do lado de fora, a olhar para mim e a rir-se. Ela sobe para o parapeito da janela puxando uma cadeira do jardim. Basta um segundo, pensei eu, e ela cai redonda no chão... Devagar, para não a assustar, saí da cozinha e agarrei-a com ambas as mãos, colocando-a no chão. Nesse mesmo instante, o António entrou a gritar na cozinha, com o joelho a sangrar, depois de uma brincadeira no jardim. E ainda eu desinfetava o seu joelho, quando o David veio ter comigo com o livro de Estudo do Meio e duas perguntas por responder.

Queres saber o valor de um segundo? Pensava eu... Vem a minha casa naquela a que eu chamo a "hora de ponta"! E de novo, a possibilidade de escolha: posso desperdiçar esta oportunidade, como faço tantas vezes, desatando a gritar que esperem, que não posso atender a todos ao mesmo tempo; ou posso aproveitar esta oportunidade que Deus me oferece para crescer em paciência e eficiência. "Nós, Jesus!" A santidade joga-se em cada segundo da nossa vida, e quem sabe disso, tem o segredo da sabedoria. Diz-nos o Salmo 90/89:

 

"Ensina-nos a contar os nossos dias,

Para podermos chegar ao coração da sabedoria."

 

Ámen!

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Tempo ganho e tempo desperdiçado

por Teresa Power, em 29.05.15

- António, hoje vou buscar-te à escola antes do almoço porque temos de ir a Coimbra.

- Ao dentista?

- Sim, ao dentista.

O António tem um problema de ortodôncia que está a ser corrigido no Hospital de Coimbra. Assim, de mês a mês, o Niall ou eu levamo-lo à consulta.

- Que bom! Gosto tanto de ir ao dentista de Coimbra!

- E porquê? - Quis eu saber. Pensei que fosse pela simpatia da médica, ou pela ausência de qualquer dor nos tratamentos. Tudo isso ajuda, claro, mas a razão é outra:

- Por causa da viagem!

Fui buscá-lo às onze horas. O António entrou no carro, e de imediato sugeriu:

- Podemos começar pelo jogo das cores.

- Que jogo é esse?

- Eu jogo com o papá e ganho sempre! É assim: tu contas os carros de uma cor, eu conto de outra, e vemos quem ganha.

-Ah, e que cores é que o papá costuma escolher?

- Da última vez, ele escolheu cor-de-rosa, e da outra vez foi cor-de-laranja. Eu escolhi os carros azuis e ganhei!

- Pois, estou a ver... Então hoje eu fico com os verdes, e tu com os cinzentos, a ver quem ganha!

Dez minutos passados, e depois de uma estrondosa vitória para o António, ele voltou a sugerir:

- Agora podes contar uma história da Bíblia. Eu gostava que contasses aquela do homem que mergulhou sete vezes no rio cheio de lama. Pode ser?

Contei-lhe a história do Sírio Naamã. Ele pediu outra, e contei-lhe a do paralítico que Jesus curou.

- Estás a ficar cansada, mamã?

Estava mesmo. O António compreendera, e por isso continuou, antes que eu lhe respondesse:

- Podes ficar calada um bocadinho, enquanto eu fico a pensar nas histórias que contaste.

Assim fizemos. Cinco minutos depois desta meditação silenciosa, voltou a sugerir:

- Agora, que já descansaste, podemos fazer outro jogo. O jogo do "Adivinha o que estou a ver!"

- OK, eu começo: estou a ver uma coisa grande, verde e a abanar...

- São árvores!

- Exatamente. Agora és tu!

- Estou a ver uma coisa branca, fofa e alta...

- Núvens!

Chegámos a Coimbra. Depois de estacionar e de entrar no recinto, fomos informados que teríamos de esperar cerca de meia hora.

- Que bom! - Atalhou o António - Ainda tens tempo de me ler as histórias que trouxemos.

Sentei-o ao meu colo e li-lhe duas histórias da Bruxa Mimi, que o António adora. Depois da consulta, no carro de regresso ao infantário, o António fez uma curta sesta, e eu aproveitei para rezar o terço. Á noite, durante a oração familiar, o António agradeceu:

- Obrigado, Jesus, porque hoje fui a Coimbra, ouvi quatro histórias e joguei dois jogos no carro com a mamã!

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Na mesma sala de espera onde o António e eu rimos à gargalhada com as aventuras da Bruxa Mimi, estava outra criança pequena com a mãe. Mãe e filho permaneceram num silêncio absoluto durante todo o tempo em que esperámos. Ambos tinham os olhos fixos nos ecrãs dos respetivos telemóveis, movendo os dedos sobre as teclas à velocidade da luz.

Não conheço aquela família, e Deus me livre de fazer qualquer tipo de julgamentos sobre eles em particular. Mas a verdade é que eu já assisti a inúmeras cenas parecidas, nas escolas como nos hospitais, nos consultórios médicos como nos restaurantes. São cada vez mais frequentes as famílias onde cada um vive no seu pequeno mundo, sem pontes nem janelas. Às vezes, as pessoas comentam:

- Tiveste muita sorte com os filhos!

E eu costumo responder:

- Pois é, mas olha que a sorte dá muito trabalho!

Fazer uma viagem de carro a brincar com uma criança ou ler-lhe histórias na sala de espera de um consultório é bastante mais cansativo do que oferecer-lhe um telemóvel para que se entretenha. A tentação do mais fácil é forte, mas o que está em jogo é muito mais poderoso... Diz-nos S. Paulo:

 

"Vede bem como procedeis: não como insensatos, mas como sensatos, aproveitando o tempo, pois os dias são maus."

(Ef 5, 15-16)

 

Há algo que, depois desta vida, nunca mais terei de volta: o tempo. Só tenho uma vida para aproveitar ou desperdiçar tempo. Talvez nos queixemos de que "os dias são maus" e que não temos tempo para o que é importante. Talvez não tenhamos um dia inteiro, nem umas férias dignas desse nome, nem fins-de-semana em casa. Mas não teremos cinco minutos disponíveis, no carro ou em casa, durante o jantar ou durante os banhos, num consultório ou na praia, para contar uma história, fazer uma oração familiar, fazer uma jogo ou escutar uma confidência? Cinco minutos roubados ao nosso direito ao descanso ou aos nossos outros mil afazeres? Cinco minutos cheios de esforço? Esses cinco minutos não voltarão... Mas se os empregarmos com sensatez, como sugere S. Paulo, ser-nos-ão devolvidos ainda nesta vida, em cada um dos nossos filhos, e na eternidade, em felicidade sem fim...

 

 

 

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Os gatinhos e a paternidade de Deus

por Teresa Power, em 28.05.15

Os nossos gatinhos têm sido uma fonte de animação cá em casa. Lembram-se de como deixámos a Tiger e os seus quatro filhotes fechados na garagem, para que ela se ajeitasse com eles durante a noite e encontrasse um ninho fofo para os criar? Pois bem, no dia seguinte, logo de madrugada, descalços e em pijama, corremos para a garagem. Estávamos desejosos de ver como os gatinhos tinham passado a noite.

Qual não foi a nossa desilusão quando, ao entrar na garagem, não encontrámos sinais dos gatinhos! Que se teria passado? Procurámos debaixo da mesa, dentro da máquina da roupa, sobre as estantes de sapatos e ferramentas, até que a porta entreaberta de um roupeiro chamou a atenção:

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 Naquele armário só temos roupa fora de uso, à espera que sirva a alguém. Cá em casa, reciclamos a roupa entre irmãos e entre família e amigos. Será que...? Decidimos espreitar:

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Que belo ninho a Tiger arranjou! Não teríamos escolhido melhor!

A Tiger saiu do ninho, e pudemos contemplar os seus filhotes:

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Ei-los!

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Temos dois branquinhos como o pai, um todo preto e um preto e branco. Não são lindos?

Ontem fiz este curto filme, para poderem também aí em casa, com os vossos filhos se for o caso, contemplar esta maravilha da natureza que é o instinto maternal em ação:

 

Quando contemplo a ternura de uma gata ou de qualquer outra mãe do reino animal; quando contemplo a ternura de uma mãe humana para com o bebé, não posso deixar de pensar no amor infinito de Deus...

Diz-nos o Génesis que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Portanto, se a natureza é capaz de gestos maternais desta intensidade, é poque antes de existirmos, já Deus era maternal. Jesus tratava-O por Pai, Pai que é também Mãe, e muito mais do que Mãe. S. Paulo diz-nos:

 

"Dobro o meu joelho diante do Pai, do qual procede toda a paternidade que há no céu e na terra." (Ef 3, 14-15)

 

Que a contemplação da natureza e a intensidade dos nossos próprios sentimentos nos desafie a acreditar no amor infinito que Deus tem por cada um de nós!

 

 

 

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Rosas desfolhadas

por Teresa Power, em 27.05.15

- Mamã, temos de levar uma flor para Nossa Senhora, hoje na missa!

- Não é hoje, David, é no próximo sábado. Hoje será a bênção da imagem de Nossa Senhora Auxiliadora em Saída, e no próximo sábado, na catequese, todos os meninos levarão uma flor. A procissão é só no outro domingo.

- Mas há uma rosa tão bonita no jardim... Tão bonita mesmo!

Sair para a missa ao domingo de manhã é sempre uma grande corrida contra o tempo, e não pude concluir este breve diálogo com o David. Mas durante a Eucaristia apercebi-me de uma curta troca de palavras entre o David, acólito, e o celebrante, o padre Aníbal, que veio expressamente de Lisboa para a ocasião. O padre Aníbal inclinava-se para o David e sorria-lhe. Já em casa, ao almoço, perguntei:

- David, que te disse o padre Aníbal na missa?

- Disse-me para não ficar triste, que no próximo domingo posso trazer a flor.

Engoli em seco.

- Então tu estavas triste?

- Não. Quer dizer, antes da missa eu disse ao senhor padre que queria ter trazido uma rosa muito bonita, mas não tivemos tempo...

- Queres mostrar-me qual é essa rosa?

- Vem cá!

O David levou-me ao jardim, onde uma única rosa vermelha erguia as suas pétalas, triunfante.

- Tens razão. É mesmo bonita! Olha, fazemos assim: mais logo colhemo-la e levamo-la ao santuário. Pode ser?

Os seus olhos brilharam.

- Sim!

Estava eu a deitar a Sara para a sesta, quando o António apareceu a correr junto de mim.

- Mamã, a Lúcia destruiu uma flor vermelha e escondeu as pétalas! E as pétalas eram para os dois!

Senti o coração aos pulos. Uma flor vermelha?

- António, que flor é que ela destruiu?

- Vem ver - E o António levou-me ao jardim. Procurei com o olhar o vermelho brilhante da rosa do David. Mas no lugar da rosa, havia apenas um caule triste.

- Lúuuuuucia! - Gritei, exasperada. Ela apareceu a correr.

- O que foi, mamã?

- Que fizeste à rosa vermelha? QUANTAS VEZES TE DISSE QUE NÃO SE PODEM ARRANCAR AS FLORES DO JARDIM?

Ela ficou muito calada. A minha brusquidão fez surgir duas grossas lágrimas nos seus olhos esverdeados.

- O David queria levar a rosa a Nossa Senhora, Lúcia. - Expliquei-lhe, sempre muito irritada.

- Eu não sabia... A sério, eu não sabia...

- Mas não podes arrancar flores. As flores não são para destruir, são para colher e colocar em jarras. Destruir, não!

- Eu não sabia...

Ficámos as duas em silêncio. Eu procurava acalmar-me, como convém a uma mãe cristã. Depois, abracei a minha filha e pedi-lhe perdão pelos gritos. Não tinham sido necessários. Aliás, raramente são necessários, e geralmente são detestáveis quando os vemos nos outros. A Lúcia sorriu, feliz, perdoando-me de coração - cá em casa, temos um grande treino nestes gestos de pedir e oferecer o perdão - e continuou a brincar.

Agora faltava contar ao David.

- David, tenho uma coisa a dizer-te... Acho que a tua rosa... Bem, acho que temos de levar outra flor a Nossa Senhora.

- Porquê?

- Porque a Lúcia arrancou todas as pétalas. Ela não fez por mal, estava só a brincar...

O David ficou calado, depois o seu rosto iluminou-se:

- Podemos apanhar as pétalas e levá-las a Nossa Senhora! Deitamo-las no chão junto à sua imagem, como se faz nas procissões!

E foi o que fizemos.

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 Enquanto observava a alegria do David, cobrindo de pétalas o chão em redor da imagem de Nossa Senhora, fiquei a pensar...

Também eu tenho um jardim interior, um jardim criado por Deus, lá nos primórdios da criação da minha vida. É nesse jardim onde, como diz o Livro do Génesis, o Senhor gosta de passear pela brisa da tarde:

 

 "Então ouviram o som dos passos de Deus, que passeava no jardim pela brisa da tarde." (Gn 3, 8)

 

No meu jardim interior há muito poucas rosas vermelhas de que me possa orgulhar. Eu gostava de poder escrever aqui que nunca perco a paciência, que nunca ralho sem razão, que sou sempre justa, que nunca me engano, que nunca me distraio na oração, mas nada disso é verdade. Como me escreveu uma simpática leitora deste blogue: "Às vezes tenho dificuldade em me aturar!" Fico com a sensação de passar anos e anos a construir virtudes, como quem faz crescer rosas com cuidado, para depois, numa fração de segundo, o meu pecado arrancar todas as pétalas e deixar à vista de todos apenas um triste caule. Um grito totalmente desproporcionado, e lá cai mais uma rosa por terra... De que valeram anos de esforço, se o meu jardim está cheio de rosas desfolhadas?

Mas dos braços de Maria, Jesus pareceu sorrir-me. E eu pensei escutar...

"Só há pétalas espalhadas pelo chão onde antes houve rosas. O que a Mim importa é que continues, todos os dias, a cultivar as tuas rosas, esforçando-te por praticar a Minha Palavra. O teu esforço cativa o meu Coração! Se depois, num segundo, o teu pecado arrancar todas as pétalas, não te aflijas. Quando não tiveres rosas para Me oferecer, ajoelha-te na poeira do teu chão e recolhe as tuas pobres pétalas, como o David fez. São-me mais agradáveis as pétalas recolhidas com a humildade de quem se sabe pecador do que as rosas oferecidas com o orgulho de quem se julga irrepreensível..."

Senhor, ensina-me a praticar o bem sem vaidade, recomeçando cada dia; e que o meu pecado nunca seja ocasião de desânimo na minha vida, mas antes fonte de humildade. Senhor, são para Ti todas as minhas pétalas...

 

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A pressa de Maria

por Teresa Power, em 26.05.15

O domingo passado, dia 24 de maio, foi um grande dia na nossa paróquia. Para além da enorme festa que é o Pentecostes, celebrámos a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora, naquele que é o Santuário Nacional de Nossa Senhora Auxiliadora. Tal como há dois mil anos atrás, também no domingo o Espírito desceu sobre um povo congregado por Maria, rezando e esperando com Ela. Que dom tão bonito Deus nos fez!

Mas ainda tivemos outro motivo para festejar... Interpelado pela mensagem constante do nosso querido Papa Francisco, que nos desafia a sermos Igreja missionária, Igreja em saída, Igreja que procura as ovelhas perdidas nas periferias da vida, o nosso pároco decidiu mandar fazer uma imagem diferente de Nossa Senhora Auxiliadora. A imagem que temos no Santuário é lindíssima, mas está muito longe do toque e até do olhar de quem ali entra. Assim, o senhor padre decidiu mandar fazer uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora "em Saída", com um pé adiante do outro como quem caminha; decidiu colocá-la ao alcance da mão, do olhar, do beijo de quem a contempla; e decidiu colocá-la perto da saída da igreja. Na verdade, o primeiro gesto de Maria, ao saber que era Mãe do Salvador, foi sair - apressadamente - para visitar Isabel:

 

"Naqueles dias, Maria partiu a toda a pressa para uma cidade nas montanhas..."

(Lc 1, 39)

 

No domingo, na Eucaristia, esta nova imagem de Nossa Senhora Auxiliadora foi benzida solenemente, e no próximo domingo será coroada Rainha.

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"Vem, vem connosco a caminhar, Santa Maria vem!" Cantámos, emocionados, depois da bênção solene. A presença de Maria na Eucaristia era quase palpável. D. Bosco, contou-nos o nosso pároco, conseguia ver  Nossa Senhora a caminhar no meio dos jovens que educava nas suas casas. Seremos nós também capazes de a ver nos caminhos da nossa vida? Tantas periferias a precisar da sua visita... Tantos caminhos a precisar da sua santa pressa!

À tarde, tive oportunidade de rezar sozinha alguns momentos diante desta nova imagem de Maria. De joelhos, pedi ao Senhor, por Maria, que me concedesse também a mim "o dom da pressa", como gosto de lhe chamar, este sentido da urgência do Reino que o Espírito Santo acordou nos Apóstolos, reunidos com Maria.

Na verdade, não há tempo a perder! É preciso atear no mundo o fogo do Pentecostes. É preciso imitar Maria, que ao receber Jesus no seu seio e no seu coração, não O guardou para si, mas partiu a toda a pressa para O dar a todos. É preciso sermos povo "em saída", povo que entra na igreja para sair de novo, bilhas que vão à Fonte para regressarem a casa e saciarem a sede de quem aí vive. É preciso deixar de lado tudo o que nos distrai do essencial e partir para as periferias da vida, visitando os irmãos e levando-lhes Jesus. Que seja esse o grande ideal das Famílias de Caná e de todas as famílias cristãs. Ámen!

 

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Uma praia, umas vasilhas de barro e um retiro

por Teresa Power, em 25.05.15

 

Escrito pelo Francisco:

 

No dia do retiro, eu e a Clarinha acordámos os dois com o mesmo pensamento: “Qual será a atividade que o meu pai preparou para os jovens do retiro?”. Ele arranja sempre cada uma! Nunca sabemos se vamos fazer um estandarte, uma ponte, um mosaico de arroz, uma torre de papel, um boneco de lego… e o mais surpreendente é que há sempre uma ligação entre estas atividades e a palavra de Deus. “O que será desta vez?”

Depois da missa, o Niall reuniu os jovens e, feitas as apresentações, dirigimo-nos para o mar, uma praia a 200 metros da casa do retiro. Realmente, com aquele espaço fantástico, aquele sol acolhedor, aquele bater das ondas nas rochas, a praia é o melhor sítio para fazer seja o que for! Portanto foi nas dunas, sob a sombra natural das árvores que nos rodeavam, que tivemos o nosso ensinamento da manhã, a partir do livro da minha mãe, Os Mistérios da Fé.

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O tema era… vasilhas!? Sim, começámos por meditar na passagem do Antigo Testamento que conta como uma viúva, vendo que lhe seriam tirados os filhos para se fazerem escravos se ela não pagasse uma certa quantia de dinheiro, foi ter com o profeta Eliseu a pedir ajuda. O profeta disse-lhe para pegar na única vasilha de azeite que ela tinha em casa e com ela encher todas as vasilhas que conseguisse encontrar. A mulher teve fé e assim fez. E o azeite multiplicou-se de modo a encher todas as vasilhas, que ela depois vendeu, podendo assim libertar os filhos. (2Rs 4, 1-7)

Tal como a maior parte das histórias do Antigo Testamento, esta história tem um paralelismo no Novo Testamento que nos é bem familiar: As Bodas de Caná! Foi à volta destas duas histórias, ambas envolvendo muita fé e vasilhas, que fizemos a nossa reflexão. Vimos que, tal como a viúva teve que dar o seu pouco e insignificante azeite e os criados nas Bodas de Caná tiveram que encher as talhas com a insignificante água, nós também temos que colocar os nossos dons, sofrimento, alegrias na nossa “vasilha” e oferece-la a Deus, para Deus os fazer render, valer muito mais. Por muito que façamos de bom, por muitos sacrifícios que façamos, se não oferecermos tudo a Deus, de nada nos vale. O importante é a união com Ele, que podemos viver todos os dias e lembrar na oração: "Nós, Jesus!"

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Para complementar toda esta reflexão, o meu pai sugeriu que construíssemos nós próprios as nossas vasilhas com barro (fiquei a perceber porque é que a mala que trouxemos estava tão pesada…). Acima eu disse que a praia é o melhor sítio para fazer seja o que for. Bem, eu estava errado, a praia é o pior sitio para fazer alguma coisa com barro! Foi um verdadeiro desafio, e muito divertido, fazer vasilhas de barro sem deixar a areia estragar tudo, sem deixar que a maré, que estava a subir, encharcasse os nossos sapatos…

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No final fizemos uma oração em silêncio, pedindo a Deus que fizesse as nossas “vasilhas” render.
Da parte da tarde continuámos as construções de barro e fomos passear pela praia, onde aproveitamos para rezar em voz alta, contra o vento…

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“Valeu a pena? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena!” (Fernando Pessoa)

Sim, este dia valeu mesmo a pena, como todos os retiros. Muita reflexão, muita diversão, e voltamos para casa sempre mais alegres e com uma fé maior, com as nossas "vasilhas" a transbordar!

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Arder e iluminar

por Teresa Power, em 23.05.15

Em Viana, ouvimos pela primeira vez falar no Bem-aventurado Frei Bartolomeu dos Mártires. Sim, somos muito ignorantes ainda! Não sabíamos nada sobre a vida extraordinária deste santo português, nascido há quinhentos anos atrás. Foi preciso ir a Viana e participar na eucaristia no convento de S. Domingos para ficar a conhecer este grande homem. O padre Vasco Gonçalves teve a gentileza de nos oferecer algumas lembranças depois do nosso encontro com os pais da catequese familiar, e entre elas, um livro sobre este santo.

Frei Bartolomeu nasceu em Lisboa em 1514 e entrou na Ordem Dominicana em 1528. Foi professor e foi Prior de conventos, tornando-se depois Arcebispo de Braga. Deu um contributo enorme para as reformas da Igreja no seu tempo, insistindo sobretudo em dois pontos tão queridos ao nosso Papa Francisco: a proximidade dos Pastores para com o seu povo, e a simplicidade do clero.

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           (Eucaristia paroquial no convento de S. Domingos)

 

 Ontem, o Niall partiu de viagem. Como costume, ao chegar ao aeroporto, telefonou-me. Eu sei que é difícil de acreditar, mas a verdade é que, de todos os temas possíveis e imaginários, a nossa conversa foi sobre... Frei Bartolomeu dos Mártires!

- Teresa, acabo de ler um bocadinho do livro que o padre Vasco nos deu - Disse-me ele ao telemóvel. O Niall aproveita sempre as viagens ao estrangeiro para pôr a leitura em dia.

- E então? O que descobriste?

- Escuta só o lema deste santo: "Arder e iluminar"! Imagina tu! Que bonito!

- Arder e iluminar?

- Sim. Diz aqui que Frei Bartolomeu gostava muito da figura de João Batista, que foi uma grande testemunha de Jesus. Jesus dizia que João era uma "lâmpada ardente e luminosa" (Jo 5, 35). A luz, para iluminar, tem de arder, tem de se deixar consumir... Dizia João Batista:

 

"É preciso que Ele cresça e eu diminua." (Jo 3, 30)

 

- Que bonito, Niall! É isso mesmo que precisamos de fazer na nossa vida. Para que a luz de Jesus brilhe em nós, temos de deixar que o seu fogo nos queime todas as impurezas...

- E não podemos ter medo ao trabalho, ao sofrimento, à renúncia, à entrega. Temos de levar a nossa missão até ao fim, como João Batista. Como Frei Bartolomeu. Arder e iluminar.

- Sim. Se não arder, não ilumina! Como podemos iluminar os outros sem morrer para nós mesmos?

- Bem, está na hora do meu voo. Se quiseres, escreve um post sobre isto!

- Olha que escrevo mesmo!

Aqui fica ele! Amanhã é Dia de Pentecostes. O fogo de Deus vai descer, vai consumir, vai queimar, vai purificar, vai transformar, e finalmente, vai iluminar... Não fujamos com o pavio da nossa vida! Deixemos que Ele venha e que incendeie o nosso coração.

Hoje, de forma solene, rezaremos esta oração que vos propus como novena há um ano atrás: novena do pentecostes

Rezem-na connosco também! E que o Espírito Santo nos faça fiéis ao lema do Frei Bartolomeu: Arder e iluminar. Ámen!

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Amor de irmão

por Teresa Power, em 22.05.15

Na viagem de regresso do Retiro Famílias de Caná em Castelo de Neiva, a Lúcia lembrou-me:

- Mãe, amanhã vou a uma visita de estudo!

- É verdade, Lúcia, ainda nos falta essa! Chegar a casa, despejar os restos do piquenique e preparar novo piquenique para ti!

A Lúcia bateu palmas de excitação:

- Vou ao Portugal dos Pequeninos! E vou comer gelado. O gelado é grátis!

Ao chegarmos a casa, como se devem recordar, tínhamos uma ninhada de gatinhos recém-nascidos à nossa espera, e tralha e mais tralha para arrumar. Pouco tempo sobrou para pensar na merenda da Lúcia ou no seu passeio. De vez em quando, contudo, ela lembrava-nos:

- Mamã, não podemos esquecer de levar o banquinho do carro! É obrigatório! E eu quero levar Nuggets. O papá pode ir comprar?

Respondíamos a tudo que sim, e lá continuávamos a arrumar. Até que chegou a hora de deitar. Um a um, deitámos os mais pequeninos, depois foi a vez do David... Fechei as luzes dos quartos e regressei à cozinha, onde continuei a trabalhar.

Foi então que senti passinhos no corredor. Era o David.

- David, não estás a dormir? Passa-se alguma coisa?

Baixinho, para não acordar ninguém, o David murmurou:

- Vim dizer-te para não te esqueceres da visita de estudo da Lúcia... Ela tem de levar uma boa merenda, mamã!

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Tenho recebido mails e trocado palavras com mães de um ou dois filhos, cansadas e sobressaltadas com todo o trabalho que envolve a maternidade.

Eu lembro-me muito bem da passagem de um para dois filhos, e de como foi difícil gerir uma família a crescer! Lembro-me das crises de ansiedade, do stress, do cansaço, do desânimo. Lembro-me das lágrimas, das dores de cabeça. Lembro-me das noites mal dormidas e das birras longas e difíceis dos mais velhos. Lembro-me de achar que não ia ser capaz... Lembro-me de ver outras famílias com muitos filhos e de me perguntar: "Como é que eles fazem?" Lembro-me de perguntar à minha cunhada, na altura com três filhos, se dava banhos todos os dias ou como fazia para dar de mamar e ao mesmo tempo impedir que o mais velhito não se atirasse de uma escada abaixo. Lembro-me de me sentir incapaz e inútil. Lembro-me...

Mas lembro-me de outras coisas também! Lembro-me das gargalhadas, das festas, dos saltos, da alegria. Lembro-me da primeira vez que o Francisco pegou na Clarinha ao colo. Lembro-me dos abraços que os dois davam ao Tomás. Lembro-me da festa que foi o nascimento do David, três meses depois da morte do Tomás. Lembro-me de como o Francisco, então com sete anos, me repetia vezes sem conta:

- Obrigada, mamã, por me dares este mano!

Custa, dar um irmão - ou dois, ou três, ou quatro... - aos nossos filhos? Custa. Irá ser difícil adaptarmo-nos? Sim. Vão surgir momentos em que nos parece que fizemos asneira? Vão. Os mais velhos irão fazer birras? Certamente que sim, não porque tiveram um irmão (nós é que gostamos de fazer associações...), mas porque todas as crianças fazem birras ao crescer.

Vale a pena dar um irmão - ou dois, ou três, ou quatro... - aos nossos filhos? Dificilmente lhes daremos presente melhor! Oferecer um irmão a uma criança é oferecer-lhe a oportunidade de amar e cuidar de alguém. Os irmãos fazem-nos vencer o nosso egoísmo natural, ensinam-nos a resolver conflitos, forçam-nos a partilhar afetos, tempo e brincadeiras, e despertam em nós a solidariedade e a compaixão.

O David estava cheio de sono, mas na sua cabecinha de criança de oito anos não passavam apenas imagens do passeio do fim-de-semana: na sua cabecinha de criança de oito anos estava bem marcada a imagem da sua querida irmã Lúcia, que corria sérios riscos (segundo ele, claro...) de acordar de manhã e não ter uma merenda digna de visita de estudo. O seu amor fraternal foi mais forte que o cansaço, e o David não hesitou em saltar da cama para me recordar as minhas obrigações maternais...

 

"Que fizestes de teu irmão?" (Gen 4, 10)

 

A voz de Deus ecoa ao longo de toda a Bíblia. Possam os nossos filhos aprender, em família, a fraternidade dos filhos de Deus. Ámen!

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E por falar em irmãos... Já assinaram a Petição pelo Dia dos Irmãos? São precisas quatro mil assinaturas. Assinem e passem palavra!

 

 

 

 

 

 

 

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Ide e evangelizai

por Teresa Power, em 21.05.15

Domingo, dia 17 de maio. Acordámos felizes, na Casa dos Órfãos de Castelo de Neiva, depois do nosso retiro de sábado. O sol brilhava, e o mar batia com força na praia. Para o pequeno-almoço havia de tudo - dos "doze cestos cheios" (Jo 6, 13) com as sobras do retiro. Um banquete, logo de manhã!

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Eram oito horas quando o irmão Guillermo apareceu. Que capacidade de acolhimento tão grande, a deste irmão e da sua congregação! Não só nos proporcionou dormida completamente gratuita na Casa dos Órfãos, como se ofereceu para nos conduzir a Viana, à paróquia de Nossa Senhora de Monserrate, onde tínhamos um pequeno encontro com os pais da Catequese Familiar do Padre Vasco Gonçalves.

Viana é uma cidade linda! E o convento de S. Domingos pareceu-nos um lugar belíssimo para um próximo retiro. Depois da pequena apresentação que fiz, uma mãe veio falar comigo:

- Obrigada por me lembrar que posso falar de Deus aos meus filhos em todo o lugar... Às vezes acho que não tenho tempo, mas como nos disse há pouco, até numa curta viagem de carro podemos rezar. Bem-haja!

Fiquei feliz. Era mesmo essa a mensagem que eu queria passar...

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Às dez e meia, participámos na alegre eucaristia da paróquia, transbordante de vida.

 - Mãe, porque é que toda a gente fala de nós? - Perguntou a Lúcia no início da missa. O padre Vasco acabava de mencionar a Família Power, reportando-se ao encontro com os pais da catequese familiar.

- Parece que somos importantes, mas não somos, Lúcia! - Respondeu-lhe o David, antecipando-se a mim.

Era domingo da Ascensão do Senhor, e dia das Comunicações sociais. Um grande dia a celebrar pelos bloguistas católicos! Agradeci interiormente ao Senhor pelos blogues das Famílias de Caná, instrumento do seu amor junto de um público cada vez mais vasto. Também através da internet podemos pôr em prática as palavras de Jesus, ao subir ao Céu:

 

"Ide por todo o mundo e ensinai a Boa Nova a toda a criatura."

(Mc 16, 15)

 

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Depois da missa, despedimo-nos das famílias da Olívia, Lena e Isabel e rumámos até Barcelos, ao Colégio de La Salle. À nossa espera estava um grupo de jovens que queriam conversar comigo. Descemos para uma salinha muito acolhedora, enquanto os nossos filhos visitavam o Colégio e davam uns toques na bola no ginásio.

Fiquei absolutamente encantada com o grupo. Eram cerca de dez jovens, em caminhada desde há muitos anos com os Irmãos La Salle, primeiro como alunos do colégio, agora já nas suas vidas universitárias ou profissionais. Sentámo-nos ao redor de uma mesa, apresentaram-se, e depois começaram a perguntar. Tantas e tão belas perguntas! Por que razão dou tanta importância à oração do terço? Como ter uma família católica divertida? Como tornar a fé acessível aos mais novos? Podemos viver em comunidade de famílias? Em que consiste a visitação?

Entre os jovens, há uma que não esteve presente fisicamente, mas nunca deixou de estar presente na conversa dos seus amigos e nos pensamentos de todos: a Joana Lopes, de vinte e três anos. Esta jovem alegre e bonita encontra-se na Índia, numa missão de vários meses. Segundo me disseram os amigos, ela é a fã número um do nosso blogue. Assim, quando os vi falar por skype com ela, durante o almoço, resolvi meter-me na conversa:

- Olá Joana! Vai dando notícias para o meu mail dessa tua bela missão!

Ela sorriu e acenou:

- O vosso vídeo do dia da família é lindo! Vi-o aqui na Índia!

Dei uma gargalhada. O nosso vídeo chegou à Índia! No dia das comunicações sociais... E vivam os blogues católicos! Mas um "viva" especial para os jovens que, como a Joana, têm a coragem de aceitar os desafios do Senhor e partir em missão para longe da sua família e dos seus amigos. Deus, que nunca Se deixa vencer em generosidade, abençoá-los-á a cem por um, enchendo as suas vidas de felicidade plena. Rezo para que também os meus filhos saibam dizer sim a tudo o que Jesus lhes propuser!

 

Depois da nossa conversa, esperáva-nos um almoço muito especial: uma bela e enorme paelha, especialidade do irmão Guillermo, espanhol. Que delícia! À volta da mesa, com os irmãos, os jovens e outros membros da pastoral do colégio, sentimo-nos família de Deus. Quanta simplicidade, quanta amizade, quanta partilha se gera nas almas que buscam o Senhor!

Depois, o irmão Guillermo levou os nossos filhos a visitar o seu museu da natureza. Embora nunca tenha estudado biologia, o irmão Guillermo orienta o Clube da Natureza no Colégio, cativando com a sua sabedoria e amizade os jovens alunos, especialmente os mais difíceis, que há muitos ali... Ficámos deslumbrados. Tenho tanta pena de não ter tirado uma única fotografia para vos mostrar! Mas estávamos tão entretidos a ver e a conversar, que nos esquecemos completamente de fazer a "reportagem".

E chegou a hora de regressar. O fim-de-semana fora maravilhoso, e para ficarem com uma ideia do impacto que teve na nossa família, deixo-vos com este diálogo caricato entre a Lúcia e eu, no carro a caminho de casa:

- Mãe, é agora que vamos para casa?

- É. Lúcia.

- Ah! Sabes, já não me lembro como é a nossa casa...

- ???????

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