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Mandela

por Teresa Power, em 06.12.13

Há uns tempos atrás, dei com os meus filhos numa animada conversa sobre racismo. Ao que parece, o David, de seis anos então, não sabia o que era racismo e perguntou aos irmãos mais velhos. O Francisco, de catorze anos, explicou assim:

- Racismo é achar que uma pessoa é mais inteligente que outra por ter uma cor diferente. Por exemplo, racismo é tu achares que a Jenny é mais inteligente que o Jack por ser mais clara que ele.

A Jenny era a nossa cadelinha branca, o Jack, um rafeiro de pêlo castanho escuro. O David ficou admirado:

- Mas isso é uma estupidez!

- Claro que é - concluiu o Francisco. - Infelizmente, há por aí muita gente a acreditar nessa estupidez.

 

No ano passado, nenhum aluno na minha turma de sétimo ano sabia quem era Nelson Mandela. Procurámos no Google, fizémos alguns trabalhos, conversámos na sala de aula, mas mesmo assim acho que continuaram sem saber. A minha juventude foi marcada por grandes pessoas, como Mandela, Teresa de Calcutá e João Paulo II, capazes de actualizar os sonhos de Deus. Custa-me que os jovens de hoje, tão pouco tempo passado, não falem deles com amizade e carinho.

E no entanto, o racismo continua, na minha escola e um pouco por todo o lado... O sonho de Mandela ainda não se realizou verdadeiramente! Mas é preciso que a juventude de hoje saiba passar pelas portas que ele abriu com a sua vida inteira e entregue.

Durante alguns dias, as televisões vão transmitir mais alguma coisa para além de futebol e da crise. Cá em casa, espero aproveitar tudo o que é documentário sobre a vida deste grande homem, para que os meus filhos não fiquem ignorantes relativamente a uma página tão importante da História da humanidade. O Niall e eu iremos tornar a História viva para eles, contando como nos emocionámos ao assistir em directo à libertação de Mandela, através da TV. Aprender História nos livros é uma coisa; escutá-la da boca dos pais é outra bem diferente.

No Advento, é preciso levantar o olhar das coisas rasteiras e ler nas estrelas o caminho até ao Presépio, como os magos fizeram. Mandela, com defeitos e virtudes como todos nós, é um destes homens que apontam para o alto, elevando a fasquia de valores como a verdade, a igualdade, o perdão. Que o exemplo da sua vida, comentada e contemplada ao redor da mesa de jantar, nos ajude a preparar o Natal!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 13:00




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