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O caos das manhãs

por Teresa Power, em 13.12.13

Hoje a manhã foi caótica cá em casa. O António queria brincar e não queria vestir-se, insistindo com aquele "espera" enervante que todos os pais conhecem, e acabou por levar uma palmada. O David emprestou um brinquedo ao António e depois chorou porque o brinquedo apareceu debaixo do sofá e partido aos bocadinhos. A Lúcia queria por força levar para a escola um daqueles brinquedos pequeninos e perigosos que as educadoras pedem por favor para não os deixarmos levar. A Sara chorou o tempo todo a comer a papa, sabe-se lá porquê. Os mais velhos voltaram a gritar que não era justo as nossas gavetas não terem chaves, pois nunca conseguem esconder os seus objectos pessoais suficientemente longe do alcance dos irmãos. Eu só queria chegar a tempo à escola, e por isso gritei mais do que desejava.

 

No carro a caminho do colégio ainda estávamos enervados. Acalmar levou algum tempo, e o trânsito não ajudou. Por fim, respirei fundo e iniciei a oração da manhã:

 

"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

 

Rezámos como costume a nossa consagração a Nossa Senhora, um Pai-Nosso, uma Avé-Maria e um Glória. Depois invocámos os santos padroeiros de cada um dos membros da família, à vez. É sempre um momento muito animado, que eles adoram:

 

- Mãe Sara ("mãe", porque Sara foi mulher de Abraão, o pai dos crentes), rogai por nós! - Como a Sara ainda não fala, sou eu quem invoco a sua padroeira.

- Santo António, rogai por nós!

- Irmã Lúcia, rogai por nós!   (Em breve esperamos dizer Santa Lúcia, quando a pastorinha de Fátima for elevada à gloria dos altares)

- Rei David, rogai por nós! (O David tem muito orgulho em ter um rei por padroeiro, e invoca-o sempre com ar solene)

- Santa Clara, rogai por nós!

- S. Francisco, rogai por nós!

- Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

- S. Estêvão, rogai por nós!

E por fim, em conjunto, mais a gritar do que a rezar:

- Todos os santos e santas de Deus, rogai por nós!


Terminamos a oração invocando sempre o nosso querido Tomás, que está no céu bem junto do coração de Deus e que intercede por nós a todo o momento, como acreditamos:

- Tomás, reza por nós!


Quando acabámos de rezar, já estávamos de novo em paz. Alguém propôs um cântico. Ainda estávamos a cantar quando chegámos ao colégio.

Respirei de alívio. Há dias em que é preciso ter mesmo muita fé em Deus para se ser cristão. Dias em que é preciso acreditar que o Senhor nos ama e nos aceita com as nossas fraquezas, valorizando muito mais os nossos esforços do que as nossas falhas. Afinal, como nós fazemos com os nossos filhos. Pois quando saíram do carro, dei um beijo a cada um, fiz-lhes o sinal da cruz na testa e já não conseguia lembrar-me exatamente do que me tinha feito zangar tanto com eles...

 

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publicado às 12:19




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