Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Da morte à vida

por Teresa Power, em 07.02.14

Apesar da chuva, não consigo impedir os mais novos de brincar em Náturia. Para eles, fim-de-semana sem Náturia não é fim-de-semana. Com gorros enfiados até ao nariz, galochas nos pés e gabardines, deixo-os construir castelos e atravessar rios imaginários - cada vez mais reais, dada a chuva que não dá tréguas. No final da tarde, regressam a casa molhados da cabeça aos pés, poças de água dentro das galochas e quase sempre carregados de "descobertas" fantásticas: vasos partidos, pedras especiais, plantas diferentes. E vêm felizes!

 

No sábado passado, a Lúcia regressou com este ramo de flores, que alguém terá atirado para Náturia depois de terem apodrecido numa jarra:

 

Vinha entusiasmadíssima com a sua descoberta. Não são lindas, mamã? Repetia ela, muito feliz. Tive de lhe devolver o sorriso e fingir que admirava o presente. Mas ela queria mais: queria que eu as colocasse numa jarra, para poderem viver.

- Mas estas flores já não vão viver, Lúcia. Já estão mortas!

- E que mal tem isso? Estão mortas, mas tu pões elas outra vez na água, e elas ficam vivas!

- Não consigo, Lúcia.

Ela abriu os olhos de espanto. Como "não consigo"? Haverá alguma coisa que uma mãe não consiga?

 

Fiquei a pensar em Deus. Eu também sou um ramo de flores morto, que o Senhor, na sua infinita misericórdia, chamou  de novo à vida. Para Deus, nada há que seja impossível, como todas as crianças sabem. E se formos crianças no coração, não teremos qualquer hesitação em Lhe oferecer o nosso ramo, para que Ele o coloque carinhosamente na jarra do seu amor e o ajude a recuperar a sua beleza original, a beleza do seu baptismo, a beleza que tinha no sonho de Deus, antes da criação do mundo.

 

Como podemos fazer isso? Rezando, claro, com coração sincero. E confessando com simplicidade infantil os nossos pecados ao Senhor, através do seu sacerdote, no sacramento do perdão. Ele dir-nos-á então como o pai do filho pródigo:

 

"Tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado!" (Lc 15, 32)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:58




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds


livros escritos pela mãe

Os Mistérios da Fé
NOVO - Volume III

Volumes I e II



Pesquisa

Pesquisar no Blog  


Arquivos

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D