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Galinhas à chuva

por Teresa Power, em 25.02.14

Numa das noites de temporal deste inverno, o Niall sentiu pena das galinhas e colocou-lhes dentro das suas "casas" (umas casotas de cães no fundo do galinheiro) umas mantas velhas, para minimizar os efeitos da lama e da água que por lá corria. Antes de nos deitarmos, dada a quantidade de chuva que caía do céu e o vento que uivava lá fora, o Niall decidiu espreitar pela janela e verificar o estado das árvores e do galinheiro. E o que viu deixou-o boquiaberto: com medo das ditas mantas, as galinhas recusavam-se a entrar nas casotas, aninhando-se umas nas outras no telhado das mesmas, completamente enxarcadas. Suspirando, o Niall calçou as galochas, enfiou uma gabardine e saiu para o jardim. Retirou as mantas das casotas e, uma a uma, obrigou as galinhas a entrar nelas, para passarem a noite um pouco menos molhadas. Depois, o meu pobre marido regressou a casa, para se secar junto do lume.

 

Talvez pensem que estou a escrever esta história para elogiar o atitude nobre do Niall - capaz de enfrentar a tempestade por um bando de galinhas. Podia fazê-lo, acrescentando uma série de outros exemplos igualmente notáveis de respeito pela vida animal, pois o meu marido até as moscas respeita. Mas não é esse o meu objectivo.

 

Acontece simplesmente que aquelas galinhas com medo fizeram-me pensar na quantidade de pessoas que se recusam a entrar na Igreja Católica porque não entendem, não aceitam ou se assustam diante de algum dos seus ensinamentos.

Ter fé não significa, naturalmente, deixar de fazer uso da razão. Ter fé é pensar os assuntos de Deus, questioná-los e explorá-los o mais possível. Mas ter fé implica também confiar com coração infantil. Precisamos de olhar para os ensinamentos da Igreja, as palavras do Papa, as exigências do catecismo ou da lei moral cristã com a certeza de que não há neles nenhuma ameaça à nossa felicidade.

Mesmo que alguma "manta" do cristianismo nos pareça absurda ou ameaçadora, não fiquemos ao relento, aguentando sozinhos a chuva fria do mundo; entremos confiantes na casa da Igreja, e encontraremos o abrigo de que necessitamos.

 

Ah, deixamo-nos morrer de frio, e Deus aqui tão perto...

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publicado às 09:01


2 comentários

De grac a 26.09.2015 às 00:00

"Oh deixamo-nos morrer de frio e Deus aqui tão perto"

Quantas vezes...

Quando a encontrar na rua dou-lhe um abraço :D

Um beijinho

De Teresa Power a 26.09.2015 às 08:49

Ora aí está uma boa ideia, para eu ficar a conhecer os meus leitores! Bjs!

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