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Parabéns, António!

por Teresa Power, em 11.02.14

Há quatro anos atrás, a esta mesma hora, percebi que o António queria nascer. Sentia-o a empurrar, a bater, a mexer, quase que o ouvia a chamar o meu nome. À tarde, finalmente, ele nasceu. Até hoje, nunca experimentei nada que se comparasse ao êxtase de dar à luz. O último puxo, o bebé que desliza de dentro de nós para o mundo, o seu corpo escorregadio lançado sobre o nosso peito, o seu choro, a sua respiração. Nâo há nada que se lhe compare!

Perante o milagre de cada nascimento, contemplamos o Autor da Vida com novos olhos. "A Deus nada é impossível", repete a Bíblia, do Génesis aos Evangelhos. Que grande amor Deus nos tem, para nos deixar experimentar um pouco da sua alegria criativa e criadora! No exacto momento em que aperto um recém-nascido contra o peito, eu consigo ter um vislumbre da felicidade de Deus, ao criar cada ser humano sobre a Terra.

O António nasceu no dia de Nossa Senhora de Lurdes, que celebramos hoje, dia 11 de Fevereiro. Antes de ir para a maternidade, no nosso Canto de Oração, abri o missal na missa da festa e li:

 

"Assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei; em Jerusalém sereis consolados.» (Is 66, 12-13)

 

Parti para a maternidade de Aveiro com esta palavra reconfortante no coração. Para mim, naquele dia, Deus falou-me ao ouvido, através da Palavra de Isaías, proposta para a festa de Nossa Senhora. Hei-de falar nisto aos meus filhos hoje à noite, na oração, para eles entenderem um pouco melhor o que é isto de Deus conversar connosco através da sua Palavra!

O António continua a ser, como Deus profetizou naquela manhã de dia 11, um menino a precisar de ser confortado continuamente. As suas birras constantes e o seu choro fácil fazem perder a paciência, mas também apontam para Deus, o Único capaz de nos animar e confortar, como diz a Palavra. Deus, que nos leva ao colo e nos acaricia sobre os joelhos, especialmente nos momentos mais difíceis da vida.

 

Faço hoje, Senhor, uma oração muito especial: que o António, esse presente que Tu me deste há quatro anos atrás, possa sempre experimentar o calor do teu colo e do teu abraço, e procure sempre consolo na Jerusalém do teu Coração. Ámen!

 

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publicado às 08:46




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