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E aconteceu...

por Teresa Power, em 04.07.16

Domingo, 3 de julho de 2016. A Igreja estava em festa. O Santuário Nossa Senhora Auxiliadora acolheu famílias de vários pontos do país, e durante toda a Eucaristia, a música mais bela foi a das crianças e bebés de peito. Aliás, era de crianças e bebés de peito que nos falava a primeira leitura deste domingo:

 

"Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, vós todos que a amais. Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os seus joelhos. Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados.»" (Is 66, 10-13)

 

Foi uma festa linda... Divina... E para saberem mais, e continuarem a acompanhar esta aventura que ainda desponta no horizonte como sol nascente, visitem-nos e fiquem connosco no site das Famílias de Caná!

 

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FIM

 

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O nosso Retiro de Natal

por Teresa Power, em 05.01.16

No sábado tivemos o nosso Retiro de Natal, em Fátima. Que dia tão cheio de bênçãos! Ainda estamos em clima de retiro nos nossos corações, depois de uma experiência tão forte da misericórdia do Senhor.

E forte porque começou logo de madrugada, com a perceção da sua imensa bondade, nos raios do sol nascente que atravessavam as nuvens ao longo da nossa viagem. Depois de tantos dias de chuva intensa, o sol brilhou para nós! Das trevas nasceu a Luz...

Apesar de muitas baixas de famílias inteiras neste retiro, sobretudo por causa dos vírus da época, estávamos cerca de quinze famílias no Centro Pastoral Paulo VI. Algumas destas famílias fizeram um esforço muito grande para ali estar, pois vinham com bebés muito pequeninos! A mais pequenina era, claro, a Lúcia, da querida Família Batista. E que bem que ela se portou o dia inteiro!

É sempre uma grande alegria ver chegar as famílias aos nossos encontros. Que saudades uns dos outros, durante os períodos mais ou menos longos em que apenas comunicamos por mail - ou por oração!

Com a pontualidade característica das Famílias de Caná, começámos o nosso retiro com oração cantada e dançada, cheios de alegria no Senhor. Rezámos o Shemá, consagrámo-nos a Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, e por fim, o David ajudou-me a orientar um mistério do Rosário.

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Depois, enquanto as crianças saíam com o Niall e a Clarinha para brincar e falar de Jesus numa outra sala, eu fiz a meditação sobre a Misericórdia e o Natal, na sala S. João Paulo II. Os sorrisos abertos fizeram-me sentir que o Senhor estava connosco, também através desta meditação. A Palavra que Ele nos ofereceu ao longo de três quartos de hora foi verdadeiramente desafiante e cheia de esperança:

 

“Alarga o espaço da tua tenda sem olhar a despesas, estende sem medo as cortinas das tuas moradas, alonga as cordas, reforça as estacas, porque vais expandir-te para a direita e para a esquerda: a tua descendência conquistará as nações e povoará as cidades abandonadas.” (Is 54, 1-3)

 

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 Seguiu-se a missa na Basílica da Santíssima Trindade, onde o nosso encontro foi referido, no início, como tratando-se do Encontro Nacional das Famílias de Caná. Na verdade, podemos ser poucas famílias, mas já somos de âmbito nacional... E se continuarmos a alargar o espaço da nossa "tenda", a "reforçar as estacas", a "estender as lonas", em breve conquistaremos o mundo para Deus.

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 Que alegria, passar pela Porta Santa!

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 O almoço foi partilhado em grande festa, e durante o tempo livre do início da tarde, muitos tiveram ocasião de se confessar. Depois demos início à Via Stellae, a nossa meditação natalícia, pelo Caminho dos Pastorinhos. O céu ameaçava chuva, pelo que fizemos o caminho com passo rápido e sem demoras. Mas o Senhor segurou as nuvens com a sua mão poderosa, não permitindo senão algumas gotas de chuva de vez em quando!

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Como a Cláudia tinha esquecido o carrinho da Alice em casa, decidimos que a Sara faria o caminho a pé e cederia o seu carrinho à amiga, bem mais pequenina. Para nossa grande surpresa, a Sara percorreu o caminho inteiro a pé, como gente grande. Um grande "viva" à Sara!

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As crianças fizeram a sua caminhada quase por inteiro no meio das flores, que brotavam abundantes nas ervas dos campos em redor. Felizes, colhiam flores que iam oferecendo aos pais e uns aos outros.

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Em cada estação, ajoelhámos, guardámos uns momentos de silêncio e meditámos no texto que vos tinha proposto. Depois, sempre em clima de oração e silêncio, continuávamos o nosso caminho até à estação seguinte.

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Ouvido de passagem:

- Coitado de Jesus aqui nesta estação! Vou dar-lhe as minhas flores!

E a Lúcia depositou o seu ramo aos pés de Jesus, caído sob o peso da cruz.

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- Os pastorinhos faziam este caminho todos os dias?

- Sim, todos os dias! Sem estrada marcada, claro, sempre pelos montes...

- E sem sapatos também...

- Ah...

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Alguns bebés foram carregados ao colo, outros às costas, e outra ainda, muito pequenina, teve de voltar atrás porque precisava de mamar e a chuva miudinha dificultava a operação ali, em plena Via Sacra. Mas que sentido teria uma Via Sacra - uma Via da Estrela - sem algum sofrimento? Amor rima sempre, sempre com dor. No Natal também.

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Finalmente chegámos ao Calvário Húngaro, onde terminámos a nossa caminhada. A chuva cá fora empurrou-nos para dentro da capela, e como não estava lá mais ninguém, pudémos cantar e rezar em voz alta, agradecendo ao Senhor, ali presente entre nós no Santíssimo Sacramento, o dom deste dia.

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A Via Stellae terminou. Chegou o tempo de brincar! De um momento para o outro, a chuva parou, o sol brilhou, e as crianças puderam correr de novo, felizes, brincando na Loca do Anjo e junto das casas dos pastorinhos, que visitámos por fim.

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Quantas lições de humildade e simplicidade, nestas casas pequeninas e pobres!

Tal como no ano passado, também neste retiro terminámos o nosso encontro junto ao poço da casa da Lúcia. Algumas famílias já tinham ido embora, mas ainda tínhamos crianças suficientes para cobrir o poço de canções...

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A Sara recuperou o seu carrinho de passeio para um muito merecido descanso e uma bolacha:

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 "Alarga o espaço da tua tenda", foi-nos dizendo o Senhor ao longo de todo o dia. E nós alargámos... E o milagre da alegria, da paz, da esperança aconteceu!

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 Ámen.

 

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Filha de Deus

por Teresa Power, em 18.07.14

No domingo, durante a Eucaristia onde também participaram várias Famílias de Caná, a Sofia foi baptizada, e eu tive a grande honra de ser a madrinha:

 

Atentas, sentadas à volta da pia baptismal, as crianças do último retiro assistiram a este grande milagre do amor de Deus:

 

Pensar que um gesto tão simples, como a água derramada sobre a cabeça, pode operar um milagre tão imenso no ser humano! De um momento para o outro, de uma forma totalmente gratuita, sem qualquer mérito da nossa parte, tornamo-nos filhos e filhas de Deus. Não admira que João Paulo II, ao ser interrogado sobre qual fora o dia mais importante da sua vida, tenha respondido: "O dia do meu baptismo"!

 

Em nome da pequena Sofia, acendi a vela baptismal, professando a fé católica:

 

Que festa tão simples e tão bonita, a do baptismo! Na verdade, o baptismo dos bebés manifesta como nenhum outro sacramento a gratuidade do amor divino: somos baptizados antes de sermos capazes de merecer, de pedir ou até de desejar o baptismo... Tal como o dom da vida humana, também o dom da vida divina é gratuito, oferecido a quem não é capaz de o pedir, apenas "porque sim", por amor. E como no nascimento biológico a nossa mãe nos "dá à luz", também no nascimento divino a Igreja nos "dá à luz", entregando-nos o dom da fé. Tanta profundidade num gesto tão simples... Para mim, esse é o sinal de autenticidade: só Deus é capaz de tornar simples o que é grandioso! O ser humano complica muito mais...

 

As leituras da missa falaram-nos da semente que cai na terra e dá muito fruto. A primeira leitura dizia assim:

 

"Como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam, mas regam a terra para ela ficar fértil e produtiva, para dar semente ao semeador e pão para comer, assim acontece com a Palavra que sai da minha boca: não volta para Mim vazia, sem ter realizado a minha vontade, sem ter cumprido a sua missão" (Is 55, 10-11)

 

Como prometemos no dia do baptismo de cada um dos nossos filhos, possamos nós trabalhar a terra que é o seu coração e a sua mente, para que eles sejam sempre capazes de acolher a semente, a chuva, a Palavra de Deus! O mundo não se cansa de "fazer chover" sobre eles a sua palavra mundana... Não nos cansemos nós também de "fazer chover" a Palavra de Deus sobre os nossos filhos, dia e noite, a toda a hora! E veremos os frutos, sim, veremos...

 

 

 

 

 

 

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O bater do Coração

por Teresa Power, em 16.06.14

O David nasceu três meses depois da morte do Tomás. Nasceu com baixo peso, zangado com o mundo e um bocadinho triste, pois acompanhara a doença do irmão desde as doze semanas de vida, dentro de mim... Instintivamente, percebi que só havia uma maneira de o ajudar a recuperar do seu pequeno trauma, e de me ajudar a mim também: trazê-lo o dia inteiro encostado ao meu peito. Encomendei online um "pano" típico da América Latina, aprendi a usá-lo e "enfiei" o David dentro dele. E assim passávamos o dia!

 

Com o David no pano, eu  cozinhava, aspirava, dava banhos, rezava, escrevia no computador, passeava à beira-mar...

 

Descobri que não havia melhor remédio para acalmar um choro, para recuperar o peso, para devolver a alegria. No pano, o David foi crescendo...

 

A nossa experiência com o pano foi tão deliciosa, e deu tantos frutos, que decidi repetir com todos os manos mais novos do David. A Lúcia escutou muitas histórias no pano...

 

A última bebé com sorte foi a Sara:

Escrevi alguns capítulos de Os Mistérios da Fé com ela assim!

Reparem na foto que eu tirei um dia, ao chegar a casa com os mais velhos, depois de ter deixado o Niall sozinho com a Lúcia recém-nascida e o David com dois anos:

Ele explicou-me que, perante o choro insistente da Lúcia, decidiu experimentar a minha técnica... E resultou! Depois começou o David a chorar com sono e...

 

Há um ditado africano que diz assim: "As costas da mãe são o remédio do bebé." No meu caso, não terão sido as costas, mas o peito. Escutando o bater do meu coração, os meus bebés acalmavam de imediato. E eu ficava tão reconfortada! Se há coisas de que já tenho saudades, é de trazer um bebé no pano. Recordei-me desta sensação única no outro dia - e por isso escrevo sobre ela agora - ao emprestar o pano a uma amiga, para que também a sua bebé pudesse usufruir deste colo tão especial.

 

Mas eu não estou a escrever este post apenas para partilhar alguns dos momentos mais intensos da minha experiência materna. Estou a falar do Coração de Jesus! Imaginem todas as consequências práticas da nossa vida se decidíssemos caminhar por ela assim, bem encostados contra o peito do Senhor!

Um dos salmos mais belos que os judeus cantavam nas subidas, a caminho de Jerusalém, é o salmo 130/131. Diz assim:

 

 "Senhor, o meu coração não é orgulhoso
e os meus olhos não são arrogantes.
Não me envolvo com coisas grandiosas
nem maravilhosas demais para mim.

De fato, acalmei e tranquilizei a minha alma.
Sou como uma criança
recém-amamentada por sua mãe;
a minha alma é como essa criança.

Põe a tua esperança no Senhor, ó Israel,
desde agora e para sempre!"

 

Pois é... Deixarmo-nos pegar ao colo por Deus, deixarmos que Ele nos aperte contra o seu Coração (quantas vezes fugimos deste abraço?)...

Querermos tudo o que Ele quiser, ir aonde Ele nos levar... Não correr atrás de grandezas (ou de dinheiro, ou de fama, ou de sucesso!)...

Secar as nossas lágrimas no "pano" do seu amor, dispormo-nos a escutar o bater do seu Coração, de ouvidos bem atentos...

A isto, eu chamo Paz!

 

E já agora... Enviem fotos dos vossos Sagrados Corações!

 

 

 

 

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A missa dos bebés

por Teresa Power, em 15.01.14

Neste post, descrevi um pouco aquilo que se passa na missa quando arriscamos levar os nossos filhos mais pequeninos. No dia seguinte de manhã, uma mãe comentou comigo, à porta do infantário:

"Ao ler o post lembrei-me do que acontece connosco todos os domingos. Às vezes fico tão envergonhada de andar pela igreja quase a correr atrás dele!"

No comentário ao post, a Helena também dizia:

"É tão especial para mim quando o meu filho, ao colo, encosta a sua orelha à minha boca para me ouvir cantar e começa a abanar numa espécie de dança, como se soubesse que aquelas canções são diferentes.. .são orações ao nosso criador!"

 

Mas o mais engraçado foi que, no mesmo dia em que eu escrevi sobre esta nossa "aventura" das manhãs de domingo, o Papa Francisco baptizava 32 crianças na Capela Sistina. E para que ninguém se sentisse intimidado pela solenidade do momento, tratou logo de dizer:

 

"Hoje o coro canta, mas o coro mais belo é o das crianças. Algumas delas quererão chorar porque têm fome ou porque não estão confortáveis. Estejam à vontade, mamãs: se elas tiverem fome, dêem-lhes de mamar, porque elas são as pessoas mais importantes aqui."

 

Recordo-me das palavras do salmista:

 

"Da boca das crianças e dos meninos de peito

fizestes sair o louvor mais perfeito" (Sl 8, 3)

 

Na missa, ao colo do pai, a Sara vai batendo palmas enquanto o coro canta. E agora sabemos que na Capela Sistina pode-se chorar, rir e até mamar! São esses os três primeiros passos a caminho da adoração perfeita. Pouco a pouco, crescendo na igreja como em casa, estes mesmos bebés irão aprender a rezar, a fazer silêncio, a ajoelhar-se no momento da consagração. E depois de saciados com o leite das suas mães, irão conhecer o Pão que sacia de Vida eterna.

 

O Papa vem pedir-nos, recordando as palavras de Jesus, que não afastemos os bebés da Igreja. É preciso ter pressa em baptizar os filhos, é preciso ter pressa em levá-los à missa, é preciso ter pressa em levar as crianças pequeninas ao sacramento do perdão. Cada sacramento é um encontro pessoalíssimo com Jesus, em festa e alegria. E os nossos filhos precisam de se encontrar pessoalmente com Jesus antes de se encontrarem com quem quer que seja nas suas vidas!

 

No Natal de 2011, ainda a Sara não existia senão no pensamento de Deus, fizémos na paróquia um pequeno vídeo-testemunho que aqui partilho. Levar os filhos a Jesus e levar Jesus aos filhos é a tarefa mais nobre de uma família cristã.

 

 

 

 

 

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publicado às 08:52



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