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E aconteceu...

por Teresa Power, em 04.07.16

Domingo, 3 de julho de 2016. A Igreja estava em festa. O Santuário Nossa Senhora Auxiliadora acolheu famílias de vários pontos do país, e durante toda a Eucaristia, a música mais bela foi a das crianças e bebés de peito. Aliás, era de crianças e bebés de peito que nos falava a primeira leitura deste domingo:

 

"Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, vós todos que a amais. Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os seus joelhos. Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados.»" (Is 66, 10-13)

 

Foi uma festa linda... Divina... E para saberem mais, e continuarem a acompanhar esta aventura que ainda desponta no horizonte como sol nascente, visitem-nos e fiquem connosco no site das Famílias de Caná!

 

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FIM

 

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ALTERAÇÃO DE ÚLTIMA HORA

por Teresa Power, em 27.06.16

Queridos amigos, o senhor bispo acaba de telefonar: ele faz questão em estar presente connosco no dia 3, para nos dar a aprovação do movimento, a nível diocesano, por um período de três anos. Deus, de facto, dá sempre muito mais do que Lhe pedimos! Que grande graça, a presença do nosso bispo e a certeza da aprovação!

Para que o senhor bispo possa estar presente, a Eucaristia será às 15h30, uma Eucaristia celebrada especialmente para nós. Não é fantástico? Assim, os nossos planos ficam um bocadinho alterados: a todos - todos mesmo - convido a estar presentes às 15h30 no Santuário, para a Eucaristia, e para o lançamento do site pelas 16h30, no final. Tragam o piquenique para celebrarmos depois, num grande lanche ajantarado, que partilharemos enquanto conversamos e as crianças brincam. Uma vez que temos a presença do nosso bispo, ele mesmo nos fará um belo ensinamento durante a Eucaristia, como sabem aqueles que já o escutaram no retiro de quaresma.

Não faltem às Bodas! Deem-nos essa grande, grande alegria!

 

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A Deus...

por Teresa Power, em 06.06.16

Hoje podia contar-vos como foi magnífico o espetáculo de ilusionismo do Francisco, no colégio, e como todos saímos de coração cheio - porque o Francisco encantou, e porque a amizade faz milagres, e o Francisco já tem quase metade da viagem para Cracóvia paga, graças a tanta generosidade!

Também vos podia contar como foi lindo ver o António de novo no altar, pequeno acólito do Senhor.

Ou falar-vos da conversa, longa e saborosa, que o Niall e eu tivemos com o nosso bispo no sábado, dia do Imaculado Coração de Maria, em que recebemos a promessa da aprovação do nosso movimento ainda este mês, se Deus quiser.

Mas não vos vou falar de nada disto.

 

Há dois anos e meio, eu estreava-me no mundo dos blogues, escrevendo o primeiro de 772 posts, que durante um ano, diariamente, depois várias vezes por semana, vos entraram pela casa dentro. Lembro-me, a rir, dos dias em que consultava as estatísticas para ver se mais alguém, que não eu, lia o que eu escrevia, e lembro-me da alegria que foi quando um dia verifiquei ter vinte visualizações - para concluir depois, com um suspiro resignado, terem sido todas minhas... Lembro-me dos primeiros comentários que chegaram, dos blogues e jornais que entretanto falaram de nós e nos deram a conhecer... Mas lembro-me sobretudo dos dias especiais em que fizemos amigos novos, amigos a valer, amigos para a vida.

Graças a este blogue, temos agora todos nós - pais e filhos - amigos em vários pontos do país, com quem não nos limitamos a conversar virtualmente, mas que encontramos com muita frequência para brincar, conversar, rir à gargalhada, partilhar uma refeição, rezar. Sabe tão, mas tão bem!

O blogue acompanhou o nosso crescimento como pessoas, como família, como filhos de Deus. Hoje estamos mais perto do Senhor do que há dois anos e meio atrás, e daqui a outros dois anos e meio esperamos estar muito, muito mais perto ainda. Afinal, que é a vida senão uma bela peregrinação em direção a Casa? Assim, todos vocês foram testemunhas da nossa caminhada, das nossas falhas, das nossas conquistas, da força e da fraqueza, da alegria e da tristeza. Partilhámos a vida, a oração, a fé com simplicidade e generosidade, dia após dia, sempre iguais a nós próprios.

E a grande maravilha foi receber em troca, nos comentários e nos mails, a vossa partilha, tão rica, tão bela, tão forte, que nos estimulou e nos encorajou ainda mais. Transbordamos de gratidão por tudo isto!

O blogue deu-nos a conhecer muito do bem que se faz em Portugal, nas paróquias e comunidades, pelas famílias. Graças ao blogue, aproximámo-nos de pessoas e movimentos que antes desconhecíamos - e crescemos.

O blogue veio preencher uma falha que existia no ciberespaço português, de partilha da vida católica familiar no concreto de cada dia. Hoje, graças a Deus, existem muitos outros blogues católicos escritos por portugueses, onde se partilha vida verdadeiramente cristã. O nosso impulso foi a forma que Deus teve de chamar tantos outros a partilhar, e como "servos inúteis", agora deixamos de ser necessários.

O blogue tornou possível as Famílias de Caná. Nunca louvaremos suficientemente o Senhor por este dom que Ele quis fazer à sua Igreja, nestes tempos novos, nestes tempos em que o Papa nos pede que evangelizemos o mundo em clave familiar. Através do blogue, o Senhor enviou-nos um punhado de famílias especiais, pilares bem sólidos deste novo movimento. São famílias que vivem em profundidade o chamamento do Senhor:

 

"Ide às encruzilhadas dos caminhos e chamai para as Bodas todos os que encontrardes."

(Mt 22, 9)

 

Sem estas famílias, não teríamos hoje as Famílias de Caná, mas apenas a Família Power. E o mundo estaria muito mais pobre!

 

O tempo do blogue chegou ao fim. Queria pedir-vos desculpa se por acaso feri alguém, se fui indelicada em algum comentário, se não ajudei como devia. Queria pedir-vos desculpa e dizer-vos que sim, que sempre vos desiludirei, pois todos os seres humanos se desiludem uns aos outros. Apenas Deus, o Senhor, nunca desilude!

E depois de vos pedir desculpa, queria agradecer-vos. Por tudo, tudo. Pelas oportunidades que me deram para pensar, para ler a minha Bíblia à procura da Palavra certa, para rezar por vós. Pelas vezes em que me escreveram para o mail, encorajando-me e dizendo-me o quanto foi importante este blogue, palavras que me fizeram tão bem especialmente em alguns momentos mais duros de partilha. Pelas vezes em que os vossos comentários me alegraram, e pelas vezes em que me magoaram, permitindo-me assim a honra de carregar a Cruz. Agradecer-vos pelas vezes em que comentaram, e pelas vezes em que deixaram passar sem nada dizer. Pelas vezes em que rezaram por mim, por nós. Pelas vezes em que partilharam connosco tanto conhecimento e tanta experiência de vida. Pelas vezes em que nos visitaram, na missa dominical das dez horas no Santuário, apenas para dizerem "olá", ou nos cumprimentaram na rua. Pelas surpresas e miminhos que nos enviaram pelo correio. Pelas vezes em que abriram, literalmente, a porta da vossa casa para nos receber. Bem hajam!

O tempo do blogue chegou ao fim, porque um novo tempo se inicia: o tempo do Site das Famílias de Caná, que inauguraremos muito em breve, no mesmo dia em que o movimento for aprovado. Teremos então uma grande festa, e todos estão convidados para as "Bodas", sejam ou não Famílias de Caná! Sim, voltarei ao blogue para anunciar este grande dia - que também será anunciado nos meios de comunicação social católicos - antes de mudar definitivamente de "casa"... Gostaria de ter feito tudo ao mesmo tempo - passar de uma "casa" para outra - mas não consigo encontrar tempo para escrever aqui e trabalhar no site em simultâneo nesta altura de final de ano letivo.

Estaremos sempre muito perto de vocês, se assim o desejarem! No site terão imensas surpresas, desafios, ensinamentos, gravações das nossas canções em mp3 para as poderem aprender aí em casa, histórias do que as Famílias de Caná vão fazendo um pouco por todo o lado, e - naturalmente - os meus posts, talvez de uma forma diferente, mas com a mesma alegria e simplicidade, porque eu sou a mesma aqui ou lá.

Ah, e depois do verão - quem sabe? - talvez ao espreitar para alguma livraria vejam um livro que vos pareça familiar... E mais não digo :)

O blogue chegou ao fim. Este é mesmo o penúltimo post, antes do que escreverei a anunciar o lançamento do site. Lembram-se da fotografia inicial do blogue?

 

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Aqui fica a última:

 

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 Ámen!

 

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Famílias em Jubileu

por Teresa Power, em 25.05.16

No domingo, a diocese de Aveiro viveu o Jubileu das Famílias. As Famílias de Caná estiveram presentes na preparação deste dia, como parte da equipa organizadora, e estiveram também presentes como famílias que fizeram o percurso sugerido e passaram a Porta Santa de Aveiro de coração transbordante de alegria. 

Durante uma hora e meia, nós cantámos, rezámos, louvámos o Senhor. Foi bom estarmos juntos, no ambiente de festa que costuma caracterizar as Famílias de Caná, rindo e servindo com entusiasmo. Foi bom passarmos juntos a Porta, e rejubilar na Eucaristia, tão bonita, que o nosso bispo presidiu, em união com todos os movimentos que servem a família na nossa diocese. E a verdade é que nos sentimos verdadeiramente unidos.

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É verdade que não estávamos muitos. A diocese tem tantas famílias, e tão poucas foram desafiadas a viver este dia! Por um lado, penso que houve pouca divulgação da data. Por outro, uma sobreposição de celebrações, em dias muito próximos, o que torna compreensível a fraca adesão. Foi pena, porque o percurso estava muito bem pensado e teria sido giro ser feito por muitas famílias, unindo numa só celebração o jubileu das crianças e adolescentes e o das famílias. Afinal, são as famílias que devem apresentar os seus filhos ao Senhor, e não os catequistas. Há divisões suficientes no mundo para ainda as perpetuarmos dentro da Igreja, e como o Papa Francisco tem insistido, tudo na Igreja precisa de ser projetado em chave familiar. Também o Jubileu.

Mas os números não importam, quando se trata da graça do Senhor. Ele é o Senhor dos pequenos, dos humildes, dos fracos, dos pobres. A Bíblia é a história de um povo pouco numeroso, de um povo fraco e escravizado, de um povo considerado estranho e retrógrado, com as suas ideias esquisitas de adoração a um único Deus. Mas não foi na civilização romana, grega, babilónica ou outra grande civilização da Antiguidade que o nosso Deus encarnou. Não foram as grandezas dos monumentos antigos que atrairam o seu olhar... O Filho de Deus escolheu este povo subjugado, pobre e mal visto para habitar entre nós.

Hoje também, vivemos num mundo onde a família é atacada de todas as frentes possíveis, num mundo onde os valores familiares são guerreados um a um. A Igreja Católica já não é a Igreja de massas, de grandes templos onde o incenso e as vestes solenes convidam à adoração. Talvez estejamos a caminho de um esvaziamento, de uma descida ao abismo, de uma debandada geral.

 

"Também vós quereis ir embora?" (Jo 6, 67)

 

Quando os católicos se derem conta de que não é possível ser católico e, simultaneamente, aceitar os valores modernos e politicamente corretos que vemos publicitados à nossa volta, então as igrejas ficarão vazias, sim. 

 

"Jesus, eles não têm vinho." (Jo 2, 5)

 

Assim se dirigiu Maria ao seu Filho, nas Bodas de Caná.

 

"Jesus, eles não têm vinho."

 

Assim se dirige certamente Maria hoje também a Jesus, olhando para o mundo onde vivemos. E para nos ensinar a fazer o que Jesus diz, Maria continua a visitar a Terra, como Mãe solícita.

Está na hora de estender as nossas bilhas a Jesus e fazer tudo - absolutamente tudo - o que Jesus nos disser. As Famílias de Caná e todas as famílias verdadeiramente católicas estão prontas.

Derrotados? Tristes? Desanimados? Oh, não! No final do Jubileu das Famílias, regressámos a casa acompanhados da querida família Batista, que veio da diocese de Santarém de propósito para participar connosco nesta celebração. Comprámos à pressa uns frangos assados para o jantar e preparámos uma mesa de festa, enquanto pequenos e grandes punham a conversa - e as gargalhadas - em dia. Fez ontem dois anos que, depois de alguns meses a trocar e-mails, nos conhecemos pessoalmente, como a Olívia recorda aqui. Mas parece que somos amigos desde sempre! A amizade que experimentamos, e que nasceu unicamente em Jesus, é sinal de alegre esperança. Porque a partir do momento em que estendemos as nossas bilhas a Jesus e nos dispomos a cumprir a sua Palavra, provamos de imediato do "vinho melhor"...

 

"As pessoas costumam dar primeiro o vinho bom e, depois de todos terem comido e bebido bem, servem o de qualidade inferior. Mas tu guardaste o vinho melhor para o fim." (Jo 2, 10)

 

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O jardim e o deserto

por Teresa Power, em 23.05.16

Os dias têm sido difíceis cá por casa. Primeiro foi a gripe, que decidiu atacar a família um a um, num mês que, nos anos anteriores, já costumava ser, para nós, de praia e afins. Olhem só para a imagem do nosso início de maio:

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 Depois, uma série de problemas profissionais nas nossas vidas, que nos têm deixado um pouco em baixo, bem como toda a problemática da escola que escolhemos para os nossos filhos e que eles não querem deixar.

Maio é também o mês em que festejamos a entrada do Tomás no céu, há dez anos atrás. Nestes dias, e enquanto vou arrumando a casa e limpando o pó às estantes, preciso de um grande esforço de vontade para evitar folhear os albuns de fotografias ou remexer na caixa das recordações; porque se busco um Tomás terreno, corro o risco de me desligar do verdadeiro Tomás, que é eterno, como tão bem explica o Papa Francisco em A Alegria do Amor:

"O amor possui uma intuição que lhe permite escutar sem sons e ver no invisível. Isto não é imaginar o ente querido como era, mas poder aceitá-lo transformado, como é agora. Jesus ressuscitado, quando a sua amiga Maria Madalena O quis abraçar intensamente, pediu-lhe que não O tocasse para a levar a um encontro diferente." (nº255)

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Como se não bastasse, a canalização na nossa casa tem-nos dado muito que fazer: o contador da água sempre a rodar, a conta mensal de água sempre a triplicar, e nós sem descobrir a origem do problema. Foi preciso esburacar o jardim um pouco por todo o lado para ir arranjando furo atrás de furo, mas parece que ainda não está tudo no sítio... Um quadro desolador:

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Mas não é a qualidade da saúde da nossa família ou a qualidade da canalização da nossa casa que mais nos tem entristecido: é a qualidade moral do nosso país, lei após lei, decisão após decisão. Vamos esburacando o "jardim" à procura de um furo, e quando o encontramos, já outro faz rodar o contador da água e elevar a fatura moral para níveis insuportáveis. Os "buracos na relva" são tantos, que já não podemos falar de um "jardim à beira-mar plantado", mas antes de um deserto... O pecado, que destruiu o Jardim do Paraíso, continua a corromper todos os nossos jardins.

No início deste mês, como todos os anos, as estradas encheram-se de peregrinos a caminho de Fátima. E quando o Papa Bento XVI nos veio visitar, foram milhares a querer vê-lo de perto. Ouvi dizer que já está tudo lotado em Fátima para a visita do Papa Francisco, que ainda nem sequer foi confirmada. Pergunto-me o que estará errado na educação católica do nosso povo. Onde estão os milhares, quando chega a hora de votar ou de nos manifestarmos? Que fizemos da nossa fé? O que queremos verdadeiramente dizer, quando afirmamos que somos católicos? Como podem as pessoas afirmar-se católicas, ir à missa, comungar, e simultaneamente apoiar ou mesmo militar em partidos que aprovam o aborto, a eutanásia, as barrigas de aluguer e tudo o mais que por aí vem? Tantas perguntas que me têm ocupado a mente e o coração...

E as Famílias de Caná a surgir, cada vez com maior clareza, dentro de mim como uma resposta do Senhor. O "vinho melhor" que Jesus prometeu e ofereceu em Caná já está entre nós, nesta ânsia de evangelizar toda a família, dos mais pequeninos aos mais crescidos, dos bebés batizados assim que nascem aos avós que não se cansam de contar histórias da Bíblia.

Permitam-me que vos lance um desafio: vamos fazer uma grande corrente de oração e jejum por Portugal! Vamos oferecer ao Senhor as nossas "bilhas" e suplicar-Lhe que faça hoje o milagre de Caná, para que o vinho da fé, da esperança e do amor nunca acabe no nosso país! Comecemos hoje mesmo a rezar e a jejuar do que acharmos melhor, e façamo-lo a sério, para doer. Estão dispostos? Nove dias por Portugal, todos os leitores de Uma Família Católica e todos os que, a partir de vocês, se quiserem unir a nós!

 

"Então se abrirão os olhos do cego, os ouvidos do surdo ficarão a ouvir, o coxo saltará como um veado, e a língua do mudo dará gritos de alegria; porque as águas jorrarão no deserto, e as torrentes na estepe. A terra queimada mudar-se-á em lago, e as fontes brotarão da terra seca..." (Is 35, 5-7)

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Blogues, gatos e a Vida Nova pascal

por Teresa Power, em 29.03.16

Uma das maiores alegrias que experimentamos no nosso apostolado é o nascimento de novas Famílias de Caná. Não imaginam como nos pula o coração cá dentro quando recebemos um mail, geralmente depois de um retiro, com a notícia: "Queremos ser Família de Caná..." Nesses dias, fazemos uma verdadeira festa durante a oração familiar! Na verdade, as Famílias de Caná, tal como a Igreja, existem por causa das Palavras de Jesus Ressuscitado:

 

"Ide e fazei discípulos em todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado." (Mt 28, 19-20)

 

Quando alguma destas Famílias de Caná decide começar a escrever um blogue, festejamos a duplicar... Ora ultimamente surgiram dois novos blogues, que temos a alegria de vos dar a conhecer. O primeiro é o blogue da Família Sécio de Almeida, que fez o primeiro retiro Famílias de Caná em Almada, no dia 20 de setembro de 2014. Esta família tem uma linda história para contar, uma história de dor e de alegria, na doença e na saúde... Espreitem, que vale a pena!

O segundo é o blogue da Família Vieira, que fez o retiro Famílias de Caná em Lordelo, no dia 6 de março. Ao longo de todo o retiro, não pude deixar de reparar no brilho nos olhos do pai Marco, que cheio de entusiasmo, cantava, sorria, acenava com a cabeça. Não foi surpresa quando, no dia seguinte, me escreveu contando a sua decisão de se tornarem Família de Caná... A surpresa foi o nascimento deste blogue, que nos encheu de alegria. Visitem-no!

Mas há mais novidades aí do vosso lado: no retiro na Quinta do Conde, no dia 27 de setembro de 2015, conheci uma família linda, de Caldas da Rainha. A Joana já seguia o blogue diariamente quase desde o seu início, e apesar de não ser católica, estava cheia de vontade de nos conhecer. Pouco depois deste nosso encontro, a Joana escreveu-me a dizer que estava a preparar-se para o batismo. Eis a grande novidade: nesta Páscoa, a Joana foi batizada na Vigília Pascal, e no Domingo de Páscoa, recebeu o sacramento do matrimónio antes dos seus dois filhos serem também batizados. Haverá coisa mais bonita, neste Jubileu da Misericórdia? Convido-vos a todos a dar graças ao Senhor com ela, com a sua família, connosco... Afinal, nós e vós, leitores fiéis deste blogue, já formamos uma bela família, não é verdade? Alegremo-nos e rejubilemos juntos!

Ah, antes de terminar o post de hoje... Não, nesta Páscoa não celebrámos com ovos e coelhinhos, mas com... Bem, com... Vejam vocês mesmos:

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 Aceitam-se encomendas :)

Uma Santa Páscoa para todos! Aleluia! Aleluia!

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Com os jovens... Na Casa de Maria

por Teresa Power, em 21.03.16

- Acordem, meninos, depressa! Já está na hora! Temos de ir para Braga!

Não é fácil, ao sábado, acordar às seis e um quarto da manhã... Os meninos esfregam os olhos e voltam-se na cama:

- Só mais cinco minutos!

Uma hora mais tarde, no carro, rezamos o terço, e pedimos a intercessão de S. José, nesta sua solenidade, para o dia que temos diante de nós. Será a nossa primeira Missão Stop, e precisamos que todos os anjos e os santos nos acompanhem!

A ideia desta missão surgiu no dia em que o padre Pedro Boléo Tomé, sacerdote da Opus Dei, em Braga, foi convidado para orientar um retiro para jovens crismandos de duas paróquias da região. Há já algum tempo que nós partilhávamos com o padre Pedro a vontade de realizar uma Missão Stop, onde pudéssemos dar testemunho da nossa vocação conjugal e familiar a partir de uma abordagem da Teologia do Corpo, que S. João Paulo II tão bem desenvolveu e que o padre Pedro conhece em profundidade. Assim, o padre Pedro lembrou-se de convidar a Família Power para o ajudar neste retiro, e nós aceitámos com imensa alegria.

- Quem consegue ver primeiro o Sameiro?

- Onde? Onde?

- No cimo do monte? Ah, já estou a ver!

- É aquela cúpula? Que lindo!

O retiro tem lugar na Casa das Irmãs da Sagrada Família, no Sameiro, mesmo por detrás da Basílica. Quando Nossa Senhora escolhe assim lugares privilegiados para os nossos retiros, não consigo evitar a comoção. Que ternura maternal para connosco, chamar-nos à sua Casa na montanha! A chuva cai em abundância quando chegamos ao Sameiro, mas decidimos ali mesmo visitar a Basílica, atravessando a sua Porta Santa, no final do dia, de regresso a casa.

E o retiro começa...

Quarenta jovens. Alguns receios. Alguma resistência. Alguns telemóveis bastante ocupados com trocas de mensagens...

Quarenta pares de olhos que, pouco a pouco, se vão iluminando. Quarenta rostos que, pouco a pouco, se vão abrindo em sorrisos partilhados. Quarenta pares de mãos que, pouco a pouco, vão abandonando os telemóveis para se erguerem em cânticos de louvor e para aplaudir o Senhor...

O padre Pedro fala-nos ao coração e, com uma humildade e uma simplicidade cativantes, explica-nos como a Lei que Deus inscreveu nos nossos genes é perfeitamente inteligível à razão daqueles que buscam a felicidade. Com vídeos e histórias, desafia-nos a buscar o belo amor, o amor que, como o de Jesus, dá a vida pelo outro.

O Niall e eu partilhamos a nossa história desde os tempos de namoro. Foi engraçado, para mim, vasculhar nos albuns antigos, nos meus diários espirituais, na caixa em que guardo as cartas diárias do Niall durante os três anos de namoro... Ena, tantas memórias recuperadas! É giro partilhar histórias e memórias, lágrimas e gargalhadas...

O Francisco, com a sua magia evangelizadora, e o Niall, com os seus jogos divertidos, animam os momentos entre ensinamentos, permitindo a todos libertar a tensão e criar laços.

A Eucaristia é de festa: hoje, solenidade de S. José, Dia do Pai, partilhamos o testemunho grandioso de alguém que soube amar até dar a vida, em cada dia, por Maria e Jesus.

A adoração, os cânticos, o terço que vamos meditando, tudo nos ajuda a baixar as defesas e a aproximar-nos uns dos outros.

 

"Escrevo-vos, jovens, porque sois fortes, a Palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno." (1Jo 2, 14)

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(Reparem ao fundo... Parece que anda alguém a subir aos telhados...)

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(Ilusionismo... e Bíblia?)

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(Que se passa com os sapatos de toda a gente? Será algum jogo maluco?...)

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 O retiro chega ao fim. Os jovens estão contentes e trauteiam as canções aprendidas. Chegou a hora de irmos visitar a Mãe, na sua Casa do Sameiro, como prometido. O padre Pedro acompanha-nos.

A chuva cai de mansinho, as cores do poente espreitam por entre as gotas de chuva, os sinos tocam a repique enchendo o ar de som. Tocam tão alto, que quase temos de gritar para nos fazermos ouvir. É estonteante.

De repente, os sinos calam-se. E a majestade silenciosa da montanha domina sobre tudo.

Como é bom contemplar a Criação ali, na Casa da Mãe! Felizes, os meninos sobem e descem a grandiosa escadaria. Depois entramos juntos na Basílica e saudamos Maria, que nos acolhe com o seu sorriso materno...

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O nosso retiro de Lordelo

por Teresa Power, em 09.03.16

Há uma oração que o sacerdote reza na missa que me toca muito. Diz assim: "Senhor, não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja." Sempre que venho de um Retiro Famílias de Caná, eu faço espontaneamente uma oração semelhante, que se prolonga durante muito tempo, quase no meu inconsciente, e que me deixa uma paz profunda. Diz assim: "Senhor, não olheis aos meus pecados, mas à generosidade, à humildade, à alegria, à fé, à caridade de tantas pessoas que foram tocadas pelo teu dom das Famílias de Caná através do nosso pobre testemunho!" E tenciono fazer esta mesma oração no Dia do Juízo, quando estiver diante de Deus!

De facto, nos Retiros Famílias de Caná damos o nosso testemunho familiar da forma como Deus pode transformar a vida, e damo-lo de modos diversos: pela palavra, pelo ilusionismo do Francisco, pela música, pelos jogos, pela partilha do alimento, pela conversa individual ao longo do dia, pelo acolhimento. Mas o que recebemos é sempre muito mais, e não o digo por dizer - digo-o com plena convicção. Neste retiro, como já aconteceu nos anteriores, conhecemos pessoas fantásticas, escutámos partilhas muito bonitas, e contemplámos a ação de Deus nas vidas dos seus amigos.

...Na vida da Rita, da Isabel e da Vera, por exemplo, que deram tudo o que tinham para que as crianças tivessem um dia magnífico, cheio de profundidade e de muita alegria. Quando entraram no carro, ao fim do dia, o nossos filhos mais novos exclamaram quase em coro: "Adorei este retiro! Adorei todas as atividades! Queria ficar mais tempo!" E durante a viagem, foram falando dos jogos, das histórias, da forma profunda e significativa como a mensagem lhes foi oferecida.

...Na vida da Emília, a catequista de Lordelo que nos convidou para este retiro, e que tudo preparou com tanto cuidado, com tanta atenção ao pormenor. Neste retiro tive a honra de falar atrás de uma mesa cuidadosamente pensada, com uma Bíblia rodeada de velas e de flores brancas. Deus gosta do pormenor, como é fácil deduzir se contemplarmos por alguns instantes os desenhos nas asas das borboletas ou nas folhas das árvores, e por isso, o cuidado da Emília é um dom do Senhor. E não é o único dom que a Emília recebeu, como o provou a enorme panela de deliciosa feijoada à hora do almoço! Mas acima de tudo, a Emília tem o dom de congregar um grupo quase inteiro de catequese familiar para participar num retiro. Magnífico!

...Na vida do senhor padre José Manuel Ribeiro Pinto, sacerdote de Lordelo, que nos tocou pela forma como se centra no essencial, e não se dispersa nem deixa que o dispersem.

Pensando em todas estas pessoas e em todas as Famílias de Caná que desde o primeiro momento dão o seu tempo,o seu suor e a sua oração para que estes e outros encontros aconteçam, sinto o impulso de escrever como S. Paulo:

 

"Dou graças a Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas, pela vossa colaboração no Evangelho desde o primeiro dia até agora." (Fil 1, 3-5)

 

No centro dos Retiros Famílias de Caná, está naturalmente Jesus. A meia hora de adoração é o cume de tudo o que fazemos, e não a encurtamos nem a suspendemos por nada deste mundo. A igreja de Lordelo é linda, sobretudo a capela da adoração. Os vitrais, imensos, deixavam passar a luz e os raios de sol que de vez em quando brilhavam no céu encoberto. No momento sublime em que o sacerdote elevou o Santíssimo e nos abençoou, Deus permitiu que o sol entrasse a jorros na igreja e nos banhasse numa luz intensa, elevando os nossos corações para esse outro Sol que é Jesus. Foi lindo!

Deixo-vos as fotos do dia:

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Chegámos a casa pelas oito horas da noite, mas ainda tivemos tempo para rezar no nosso Canto de Oração e agradecer o dia. Iluminando as trevas, estavam as velinhas que os meninos decoraram nos seus trabalhos e a vela central que decorava a mesa, no salão paroquial...

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Retiro em Lordelo, Guimarães

por Teresa Power, em 24.02.16

Sim, é isso mesmo: no dia 6 de março, domingo, a Família Power estará na paróquia de Lordelo, Guimarães, para mais um Retiro Famílias de Caná! Inscrevam-se aqui:

Programa e inscrições do retiro de Lordelo-Guimarães

Fomos desafiados a fazer este retiro por uma catequista muito dedicada, que com o seu entusiasmo tem atraído a Jesus as famílias de Lordelo em Catequese Familiar. Depois de participar no E-vangelizar no Porto, onde eu costumo dinamizar um workshop sobre catequese e oração familiares, a Emília convidou-me a ir à sua paróquia.

Iremos com muita alegria, e naturalmente que alargamos as inscrições a todas as famílias que nos seguem e que vivam perto. Sei que temos muitos leitores no Porto e em várias localidades no norte... Está na hora de participar no retiro! Venham com ou sem a família, venham com ou sem fé, venham de coração aberto e dispostos a um encontro profundo e sincero com Jesus. O resto é trabalho d'Ele!

Tragam uma merenda para partilharmos ao almoço e aos lanches, a Bíblia e o terço se tiverem, um bloco para tirar notas se acharem importante.

Para trabalhar com as crianças, ao longo de todo o dia, teremos a Aldeia de Caná da Rainha Santa Isabel, de Famalicão, e a família da Sónia e do Paulo, que fizeram o último retiro de Coimbra. São três famílias muito alegres, muito vivas e com uma fé profunda. Os vossos filhos ficam bem entregues! Quanto ao Niall, e como costume, ficará com os jovens participantes.

Já falta pouco para dia 6. Não hesitem! Inscrevam-se ainda hoje...

 

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Via Sacra caseira

por Teresa Power, em 23.02.16

Todas as quaresmas rezamos a Via Sacra em família, uma vez por semana. Podemos fazê-lo na igreja, podemos fazê-lo em Fátima (esperemos que sim também este ano) e, claro, podemos fazê-lo em casa. No sábado fizemos a Via Sacra em casa, diante do Canto de Oração. No chão deitámos a cruz de madeira que os jovens construíram no Primeiro Retiro das Famílias de Caná, naquele magnífico dia da Exaltação da Santa Cruz de 2013. Este crucifixo tem pois para nós um significado muito especial...

 

"Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor te conduziu..." (Deut 8, 2)

 

Assim nos diz o Senhor de cada vez que contemplamos esta tosca cruz. Nela encontramos a obra da salvação de Jesus, que por nós deu a vida; mas também encontramos o chamamento para reunir as primeiras Famílias de Caná e todo o caminho percorrido desde então, caminho de Cruz e de Ressurreição como todos os caminhos do amor. Olhando, pois, para a cruz deitada no chão, nós recordamos as graças que Deus derramou sobre nós, perdoando-nos os pecados, curando-nos as feridas, libertando-nos do poder do mal, fazendo de nós suas testemunhas e enviando-nos em missão pelo país inteiro, congregando as Famílias de Caná. Ena, tantas bênçãos!

 

Assim, no domingo depois do almoço, acendemos as velas, preparámos as meditações (as mesmas que os ofereci no ano passado e que disponibilizo novamente: Via Sacra.pdf ) e espalhámos pelo chão as imagens da Via Sacra que os meninos recortaram, pintaram e colaram em corações de cartolina, também no ano passado. Depois cantámos um cântico e iniciámos o Caminho da Cruz. À vez, cada menino procurava entre os corações a estação correspondente, e colava-a sobre a cruz. No final, foi diante de uma cruz iluminada e cheia de corações que concluímos a nossa oração da tarde. Dentro de nós, um silêncio contemplativo calava os pensamentos mundanos e subia até Deus como incenso...

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publicado às 06:00



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