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E aconteceu...

por Teresa Power, em 04.07.16

Domingo, 3 de julho de 2016. A Igreja estava em festa. O Santuário Nossa Senhora Auxiliadora acolheu famílias de vários pontos do país, e durante toda a Eucaristia, a música mais bela foi a das crianças e bebés de peito. Aliás, era de crianças e bebés de peito que nos falava a primeira leitura deste domingo:

 

"Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, vós todos que a amais. Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os seus joelhos. Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados.»" (Is 66, 10-13)

 

Foi uma festa linda... Divina... E para saberem mais, e continuarem a acompanhar esta aventura que ainda desponta no horizonte como sol nascente, visitem-nos e fiquem connosco no site das Famílias de Caná!

 

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FIM

 

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ALTERAÇÃO DE ÚLTIMA HORA

por Teresa Power, em 27.06.16

Queridos amigos, o senhor bispo acaba de telefonar: ele faz questão em estar presente connosco no dia 3, para nos dar a aprovação do movimento, a nível diocesano, por um período de três anos. Deus, de facto, dá sempre muito mais do que Lhe pedimos! Que grande graça, a presença do nosso bispo e a certeza da aprovação!

Para que o senhor bispo possa estar presente, a Eucaristia será às 15h30, uma Eucaristia celebrada especialmente para nós. Não é fantástico? Assim, os nossos planos ficam um bocadinho alterados: a todos - todos mesmo - convido a estar presentes às 15h30 no Santuário, para a Eucaristia, e para o lançamento do site pelas 16h30, no final. Tragam o piquenique para celebrarmos depois, num grande lanche ajantarado, que partilharemos enquanto conversamos e as crianças brincam. Uma vez que temos a presença do nosso bispo, ele mesmo nos fará um belo ensinamento durante a Eucaristia, como sabem aqueles que já o escutaram no retiro de quaresma.

Não faltem às Bodas! Deem-nos essa grande, grande alegria!

 

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Crianças na Casa de Deus

por Teresa Power, em 01.06.16

- Eu também vou à catequese - Afirmou a Sara, muito séria, quando viu a Lúcia, o António e a Clarinha a trocarem de roupa e a lavarem a cara.

- Não, Sara, tu não vais porque só tens três anos - Explicavam-lhe os irmãos.

- Vou sim!

- Não vais.

- Vou, vou ficar na sala da Lúcia porque lá vêem filmes de Jesus e cantam canções e fazem desenhos e contam histórias.

- Mas a Lúcia está no segundo ano, e tu ainda nem entraste na escola. Não vais à catequese.

- VOU SIM! EU VOU À CATEQUESE!

E as palavras decididas transformaram-se em gritos histéricos, bater de pé no chão e uma cascata de lágrimas.

- Deixa-a ir, Niall - Intercedi eu, por fim.

Mas o Niall não se queria deixar convencer:

- Tu não achas que o João e a Isabel já têm que fazer, com vinte meninos da idade da Lúcia? Como podemos pedir-lhes que cuidem também da Sara?

Chegou a hora de entrar no carro, e a Sara entrou também. O Niall ficou desarmado.

- Pronto, anda lá!

Ao chegar ao Santuário, a Sara correu para junto da Isabel e do João, catequistas da Lúcia, que a acolheram com imensa alegria e o carinho habitual. Mais tarde, a Isabel enviou-me estas duas fotos, tiradas com o seu telemóvel:

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- A Sara é a nossa catequisanda mais empenhada - Comentaram os catequistas no final, a rir. E tem convite feito para ir sempre que quiser!

 

Entretanto, o António e o David tiveram uma conversa séria entre os dois, que resultou nesta afirmação do António:

- Mamã, amanhã vou ser acólito.

- Ai sim? Não és ainda pequenino para tanta concentração?

- Não. Não sabes que já tenho seis anos?

Perante tanta convicção, não nos restou alternativa senão apoiar o nosso filho nesta sua grande decisão. Lindo, sereno, muito sério, muito compenetrado, o António serviu o altar do Senhor com imenso entusiasmo. No final da eucaristia, teve direito a uma salva de palmas...

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 Os filhos crescem, e como Jesus, crescem em todas as áreas da sua humanidade:

 

"Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens." (Lc 2, 52)

 

É um privilégio tão grande, este que o Senhor nos concede de os podermos acompanhar!

Também o nosso primogénito cresceu. Sexta-feira participará na missa dos finalistas do Colégio Nossa Senhora da Assunção, Colégio a que tanto, tanto deve, e que embora não tenha podido frequentar este ano letivo, o continua a considerar como aluno.

Será também no Colégio que, no próximo domingo às três da tarde, o Francisco fará um espetáculo de Ilusionismo. Querem vir? Temos bilhetes para vender, e só precisam de me escrever para o mail. O espetáculo foi a forma que o Francisco encontrou de reunir algum dinheiro para, no final de Julho, ir a Cracóvia, às Jornadas Mundiais da Juventude, inserido num grupo de jovens salesianos. Que grande graça! O Francisco terá oportunidade de ver o Papa, de conviver com milhões de outros jovens crentes, de escutar catequeses fantásticas, de participar em atividades divertidas e sérias, de visitar o Santuário da Misericórdia, de me trazer uma imagem de Jesus Misericordioso :)  

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Apareçam no domingo!

E hoje, Dia mundial da Criança, rezemos ao Senhor por todas as crianças do mundo, para que todas cresçam bem pertinho da Casa de Deus! Ámen.

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Crianças na missa - graça ou desgraça?

por Teresa Power, em 02.05.16

Com a nossa crescente participação em encontros e retiros fora da nossa paróquia, graças às Famílias de Caná, nem sempre participamos na missa paroquial de Mogofores, aos domingos. E como somos oito, incluindo algumas crianças traquinas, a nossa ausência faz-se logo notar! A missa, imagino eu, decorre com mais calma, e as pessoas suspiram de alívio.

Ou não... Foi com surpresa que outro dia escutei a pergunta de uma simpática paroquiana:

- Os meninos estiveram doentes? Sentimos tanto a falta deles no domingo passado!

Bem, não foi apenas surpresa: foi um justo orgulho de pertencer a uma comunidade que acolhe as crianças e se alegra com a sua presença.

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É sempre com estranheza que eu recebo os olhares indignados dos paroquianos que se ofendem com a agitação dos meus bebés, e mais ainda, dos celebrantes que se mostram, pelas atitudes e pelas palavras, incomodados com a presença dos mais novos. Que enorme contradição! A Igreja assume-se definitivamente pró-vida e recusa a contraceção (a nova exortação pastoral do Papa Francisco mantém a clareza absoluta sobre o tema). Como pode então algum católico sentir-se incomodado, na missa, com o fruto de um matrimónio fecundo? Como pode um sacerdote defender a vida e, simultaneamente, afastá-la do interior das suas igrejas? Hoje, como ontem, Jesus repete aos seus Apóstolos e a todos os seus discípulos:

 

"Deixai vir a Mim as criancinhas, não as impeçais" (Mt 19, 14)

 

É para mim uma honra enorme pertencer a uma comunidade capaz de acolher os mais novos. Ao longo da Eucaristia, multiplicam-se os sorrisos serenos nos rostos dos paroquianos perante as traquinices controladas dos pequeninos, ou perante a cena ternurenta do bebé que recebe o batismo. Como é natural, esta capacidade de acolhimento tem a sua origem no pastor particular que o Senhor nos concedeu, o nosso pároco. Em vez de se irritar, ele alegra-se com a presença dos pequeninos, parecendo estranhar quando há pouco barulho:

- Hoje a missa esteve muito silenciosa. Que pena que os pais com filhos pequenos não tenham vindo louvar o Senhor!

Ou:

- Hoje, graças a Deus, a nossa missa foi um bocadinho barulhenta. É sinal de que estava cheia de crianças!

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Claro que levar as crianças à missa não significa deixá-las fazer tudo o que quiserem, ou permitir que estejam na missa como no parque. Se as levamos à Eucaristia, não é porque não tenhamos com quem as deixar, mas porque queremos que elas recebam todas as graças que jorram da cruz de Jesus. É um direito que as assiste, como batizados, como filhos queridos de Deus. A graça, para ser recebida, precisa de encontrar terreno fértil, nas crianças como nos adultos. Assim, é preciso que desde muito pequenina, a criança pressinta o mistério da Eucaristia e se deixe maravilhar.

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(Reconhecem a família que ontem nos veio visitar? Com que serenidade os três meninos participaram da Eucaristia...)

Que pena, quando durante a Eucaristia desperdiçamos oportunidades de conduzir os nossos filhos a Deus, preferindo, para os distrair, passar o tempo a encorajar as suas brincadeiras, a oferecer-lhes brinquedos pouco apropriados, a rir das suas palhaçadas ou a empanturrá-los com bolachas e rebuçados, uns atrás dos outros! Quantos batismos celebrados na eucaristia dominical giram em torno da interação pais-filho, com os pais e padrinhos a procurar tirar o maior número de fotografias possível durante a cerimónia, completamente obliviados da grandeza do mistério que celebram!

Pelo contrário, quando as crianças se apercebem de que, na Eucaristia, o pai e a mãe não estão centrados neles, mas em Deus; não conversam com eles, mas com Deus; não os adoram a eles, mas a Deus - então também eles, como pequenos girassóis, irão aprender a voltar-se para o divino sol.

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 Os nossos filhos vão à missa desde o seu nascimento. Por princípio - há exceções - vamos sempre juntos em família, pois a Eucaristia é o centro e o cume da nossa vida familiar. Quando estão particularmente irrequietos, o pai leva-os lá fora durante a homilia, para que não incomodem ninguém. Mas durante o resto do tempo, procuramos que também eles se centrem no mistério de Deus - ao seu nível, claro! Esta aprendizagem do mistério começa ainda em casa, uma hora antes da eucaristia, quando escolhemos a roupa de festa para a ocasião especial do encontro com o Senhor. Depois, ao entrar na igreja, é preciso que saibam fazer uma genuflexão e o sinal da cruz. Do alto dos seus três aninhos, a Sara é exímia nestes gestos! Finalmente, ao longo de toda a Eucaristia é preciso ir falando ao ouvido dos mais pequeninos: "Ouves as canções? É para louvar o Senhor! Sim, agora podes bater palmas!" "Shiu, é preciso escutar porque é a Palavra do Senhor. Faz silêncio... Como fazemos em casa quando lemos as leituras!" "Olha, agora é mesmo Jesus que vai ficar entre nós, no pão e no vinho..."

Alguns domingos são pacíficos, outros são um verdadeiro teste à nossa paciência e resistência. Assistir a uma birra sem poder dar um grito ou sem poder castigar é uma autêntica tortura (pelo menos para nós, pais imperfeitos)! Que alívio, quando o amigo simpático decide ajudar, distraindo como pode o nosso filho, ou quando o paroquiano sentado a nosso lado finge que não se sente minimamente incomodado!

Ora reparem no filhote mais pequenino da Carla, que só se calou quando a mãe o deixou subir os degraus e correr para o colo da irmã acólita... Ninguém na assembleia perdeu a concentração ou pareceu sequer reparar, para além de um ou outro sorriso; nem sequer a Matilde, a doce mana do Miguel, ficou perturbada... Bem, acho que só a Carla ficou aflita!DSC06427.JPG

Para mim é uma enorme alegria poder levar os meninos a Jesus, como Ele nos pediu. Não os privaria da graça da Eucaristia por nada deste mundo! "Mas, Teresa, eles não entendem a missa!" Eu também não... Porque se eu entendesse alguma coisa deste amor louco do Senhor, que por mim se faz pão, que por mim se entrega, que por mim morre na cruz, que por mim ressuscita, que por mim ficou na Terra até ao fim dos tempos, há muito que me teria santificado.

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Nossa Senhora Peregrina

por Teresa Power, em 13.04.16

- Meninos, depressa, mudem de roupa e lavem a cara. Vamos à missa!

- À missa? A esta hora? Hoje?

- Já se esqueceram?

- Ah, é verdade! A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima chegou a Anadia!

- Claro. Vá, já estamos atrasados. Corram!

 

A igreja matriz de Anadia estava cheia. Entrámos, apressados, e logo os nossos olhos repousaram na imagem da Mãe, rodeada de flores. As lágrimas chegaram-me aos olhos. É raro não me emocionar quando se trata de Maria. Como a pequena Jacinta, também eu "gosto tanto do Coração Imaculado de Maria!"

Que há no mistério de Fátima de tão tocante, entre tantos outros fenómenos sobrenaturais na História da Igreja?

Três crianças pequenas, pobres, humildes, que mal sabem ler; campos de flores e ovelhas; e uma Mãe. Sinais de autenticidade? As Palavras do Evangelho são muito claras:

 

"Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado." (Lc 10, 21)

 

Por experiência, sei que não vale a pena discutir o fenómeno de Fátima com quem nele não acredita. Ser católico é também saber fazer silêncio, respeitar e acolher quem pensa diferente, sem o mais pequeno sinal de despeito. Há, no mundo da graça, paradoxos que não se conseguem explicar, como a passagem do Evangelho elucida: pessoas com grande valor intelectual incapazes de vislumbrar a luz em determinadas situações; e pessoas sem estudos nem conhecimentos - a Alexandrina de Balazar, o índio de Guadalupe, a Irmã Faustina, a Lúcia, a Jacinta e o Francisco... - capazes de acolher o divino de forma extraordinária. Por que Se esconde Deus de uns e Se revela a outros? Cada vez compreendo melhor que tudo é graça, e que nem todos recebemos as mesmas graças, pois Deus é livre de distribuir a sua graça como mais Lhe apraz.

Nós não adoramos imagens, e a imagem peregrina não é diferente de nenhuma outra: ela aponta para a Mãe, como as fotografias nas nossas casas, expostas nas nossas cómodas e mesas, apontam para os nossos entes queridos. Na minha casa, as fotografias do Tomás - muitas, espalhadas por todos os quartos em abundância - ocupam lugar especial, e eu beijo-as ou sorrio-lhes muitas vezes. E nunca, até hoje, confundi a fotografia com o meu filho, que está no céu...

Receber a imagem peregrina em Anadia foi um pouco a experiência de ir a Fátima e de colocar no Coração da Mãe os nossos mais secretos anseios. Não é fácil rezar rodeada de filhos irrequietos, sobretudo quando nem todas as pessoas à nossa volta são capazes de acolher as crianças que circulam à vontade dentro de uma igreja. Mas a Mãe entendeu os suspiros do meu coração, mesmo quando não tive forma de os traduzir em palavras.

Na sua bela homilia, o nosso bispo relembrou-nos as primeiras palavras de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos: "Quereis oferecer-vos a Deus?" E recordou a sua resposta imediata: "Sim, queremos."

Maria, em Fátima, fez e continua a fazer o mesmo que durante toda a sua vida terrena: apontar para Deus, conduzir a Deus, facilitar Deus na nossa vida, trazer Deus para dentro das nossas histórias, das nossas dores, das nossas famílias:

 

"Fazei tudo o que Jesus vos disser." (Jo 2, 5)

 

 A missa terminou. A imagem saiu da igreja ao som de uma salva de palmas, seguida do terno cântico Avé de Fátima. Ah, que pena ter-me esquecido do lenço branco, o lenço do adeus! Mas Maria não parte. Ela está sempre na minha vida e na minha casa...

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Bilhas, crianças e a festa do Evangelho

por Teresa Power, em 30.09.15

Quando chegámos à igreja paroquial da Quinta do Conde, para o Retiro Famílias de Caná, reparámos de imediato nas grande bilhas que estavam colocadas à porta, ornamentando o pequeno e cuidado jardim. “Bilhas!” Pensei. “Bom começo para um retiro sobre As Seis Bilhas das Famílias de Caná…”

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Ao entrar na igreja, apercebi-me de que estava cheia, transbordante de crianças, com os seus risos, a sua alegria, a sua inquietude.

Ainda na véspera do retiro, o Niall e eu tínhamos estado a contar as crianças e os jovens inscritos, e tínhamos sido assaltados por uma espécie de pânico: 64! 64 crianças e jovens para acolher, para evangelizar, para ajudar a fazer encontro com o Senhor enquanto os pais me escutariam, descansados. Como iria ser possível? A equipa que ia trabalhar connosco era grande e estava entusiasmadíssima. A troca de e-mails, nos dias anteriores ao retiro, tinha sido uma verdadeira loucura, e todos pareciam andar a trabalhar a mil à hora… Mas 64 é um número muito elevado, mesmo para uma grande equipa!

Durante a Eucaristia, as crianças foram convidadas a sentar-se à frente, sobre uns tapetes dispostos no chão em sua honra. Os nossos filhos, claro, estavam felicíssimos, e tivemos de lhes lembrar continuamente que a conversa era para pôr em dia lá fora, depois da missa. Eu sorria: que abençoados eles são! De retiro para retiro, ganham novos amigos e vão cimentando as amizades antigas.

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 Chegou a hora do Pai-Nosso. O celebrante, visivelmente satisfeito com a afluência de crianças, convidou-as a subir os degraus do altar para rezarem juntos a oração dos filhos de Deus. Algumas responderam ao convite, e o altar encheu-se de crianças. A Sara bem tentava espreitar por detrás do altar, mas a sua baixa estatura não lhe permitiu grande visão! De mãos dadas, transbordantes de alegria, elas rezaram: “Pai Nosso, que estais nos céus…”

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Mas foi durante a comunhão, quando Jesus Salvador entrou no meu coração, que me deixei tomar totalmente pelas suas Palavras:

 

“Deixai vir a Mim as criancinhas, não as impeçais,

porque é delas o Reino dos Céus!”

(Lc 18, 16)

 

De repente, apeteceu-me rir e chorar ao mesmo tempo, emocionada perante a quantidade de crianças que se aproximaram do altar para receber Jesus, ou simplesmente serem abençoadas, em seu nome, pelo sacerdote. “Deixai vir a Mim as criancinhas…” E de um momento para o outro, fui libertada daquela sensação de pânico. 64 crianças? Podiam ser muitas mais! Se é Jesus quem as chama; se é Jesus quem nos dá esta ordem clara de não as impedir de caminhar ao seu encontro, por que hei de ter medo?

Recordei-me das bilhas de barro à porta da igreja apontando para o essencial: cada criança é uma pequena bilha que o Senhor nos confia, para que nela derramemos a sua Água Viva até transbordar! Quantas bilhas confiou o Senhor a cada um de nós?

Na nossa casa, são seis. No retiro foram 64… O Senhor tem-nos vindo a revelar, pouco a pouco, a sua vontade para este movimento nascente que são as Famílias de Caná. Uma das suas surpresas tem sido o espantoso número de crianças que levamos a Jesus em cada retiro e em cada encontro, e a abertura magnífica ao dom da vida – também através da adoção e do acolhimento de crianças - que as Famílias de Caná vão experimentando nas suas casas, à medida que crescem em proximidade com o Senhor. Uma igreja ou uma casa a transbordar de crianças é um dos mais belos sinais de esperança no nosso mundo!

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O dia foi pleno, profundo e belo. Conversando no carro, a caminho de casa, o Niall e eu sentimo-nos felizes por não termos colocado entraves à obra do Senhor, limitando o número de crianças. Deus gosta de multiplicações!

Mais tarde vim a saber que naquele mesmo domingo, no encerramento do VIII Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia, no qual estiveram presentes mais de um milhão de fiéis, o Papa Francisco dizia: "A ação de Deus no nosso mundo ultrapassa a burocracia, o oficial e os círculos restritos. Deus quer que todos os seus filhos tomem parte na festa do Evangelho.”

Que as Famílias de Caná sejam a ilustração viva das palavras inspiradas do nosso Pastor! Ámen.

 

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Rebuliço por detrás do altar

por Teresa Power, em 01.09.15

Domingo. Missa às dez da manhã, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora. Chegamos à igreja pelas nove e meia, para o ensaio do coro. Como costume, o David entra na sacristia com um salto, para se preparar para acolitar.

Alguns minutos antes da missa, reparo que o David entra na igreja, já vestido com a alva, e acende, um a um, os castiçais. Depois, sempre muito compenetrado, faz mais uma ou duas coisas por detrás do altar, e regressa à sacristia. Finalmente, o sino da torre toca as dez horas, e o cântico de entrada irrompe, triunfante, no santuário, enquanto o sacerdote e os acólitos sobem as escadas e se dispõem em redor do altar.

É então que me apercebo de alguma movimentação fora dos esquemas previstos. O que está o David a fazer? Porque insiste ele em trocar de lugar com outro acólito? Não o imaginava tão assertivo...

Durante as leituras, reparo que o David está confortavelmente sentado na sua cadeira, com o seu missal dominical na mão. O missal é um pequeno caderno infantil da Paulus Editora, que o David recebe mensalmente pelo correio. Dentro de cada caderno, encontram-se as leituras de cada domingo do mês, bem como jogos, histórias e desenhos para colorir relacionados. É a primeira vez que o David segue as leituras pelo missal, desde que se tornou acólito. Como terá ele levado o caderno consigo, assim vestido?

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No final da missa, não resisto a perguntar:

- David, o que é que se passou hoje? Porque trocaste de lugar com a Lurdes? Não estavas bem no teu lugar?

- Ah, não é por isso, mamã!

- Então o que se passou? Fizeste um bocadinho de rebuliço por detrás do altar...

- Sabes, antes da missa eu pensei num esquema para conseguir ler o meu missal: escondi-o debaixo da almofada da cadeira onde costumo ficar sentado. Mas quando entrámos na igreja, percebi que a Lurdes se ia sentar no meu lugar! Tive de trocar com ela, porque senão ficava sem missal.

Sorri.

- Realmente, depois de tanto trabalho para pensares nesse esquema, seria uma pena...

- Pois seria! Assim pude ter o meu missal durante a missa. Quando não precisava dele escondia-o debaixo da almofada, e pronto!

 

No dia 23 de agosto, na sua homilia, o Papa Francisco lançou alguns desafios:

"Quem é Jesus para mim? É um nome? Uma ideia? É apenas uma figura histórica? Ou é realmente aquela pessoa que me ama, que deu sua vida por mim e caminha comigo? Para ti quem é Jesus? Procuras conhecê-lo na sua palavra? Lês o Evangelho todos os dias, uma passagem do Evangelho para conhecer Jesus? Trazes um pequeno Evangelho em seu bolso, bolsa, para lê-lo em qualquer lugar? Porque quanto mais nós estamos com Ele mais cresce o desejo de permanecer com Ele”.

 

Quem é Jesus para mim? Será Ele suficientemente importante, para que eu medite na sua Palavra todos os dias? Será que o meu amor por Jesus é suficientemente grande para justificar a compra de um pequeno missal, de um Evangelho de bolso, de uma Bíblia? Ou, nas versões modernas, para me dar ao trabalho de descarregar aplicações com a Palavra de Deus no meu telemóvel? 

O David está muito feliz com os seus cadernos mensais. A assinatura destes cadernos foi o presente de aniversário dos seus padrinhos, faz agora quase um ano. Há por aí padrinhos e madrinhas a precisar de sugestões para prendas com estilo? :)

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Cabelo bem lavado

por Teresa Power, em 26.08.15

- Hoje é praia ou missa, mamã?

- Hoje é missa, Sara. Tu gostas da missa?

- Gosto. Mas olha, diz ao senhor padre que eu não quero que ele me lave o cabelo!

- ?????

 

Levei alguns segundos a compreender o problema da Sara: durante todos os domingos de agosto, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, a missa paroquial inclui a celebração de um ou mais batismos. E o batismo significa, - como é que eu nunca pensara nisto? - lavar a cabeça aos mais novos, claro! A Sara, que detesta lavar o cabelo, deve ter sofrido um pouco nas últimas missas, à espera que o tormento diário da água a escorrer sobre a sua cabeça pudesse também acontecer na igreja, onde julgava estar em segurança. Ai como é difícil ter-se quase três anos!

 

- Sara - continuei eu - Não tenhas medo, porque o senhor padre já lavou o teu cabelo uma vez, e não vai lavar mais nenhuma!

- Ai já?

- Já. Queres ver? - Fui buscar um album de fotografias - Olha, vês? O senhor padre lavou-te o cabelo com esta conchinha da praia, que os manos encontraram enquanto tu estavas na minha barriga e guardaram especialmente para a ocasião!

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- Sabes, Sara, o senhor padre não lava o cabelo com shampô... Não! Não entra nada nos olhos. O senhor padre não está a tentar tirar a terra do jardim ou a areia da praia ou os restos de comida ou os bocados de cola do teu cabelo... Está a lavar o teu coração!

- O coração?

- Sim, o coração...

Enquanto eu explicava à Sara, com palavras muito simples, o sacramento do batismo, fiquei a pensar... Será que os pais que, aproveitando este mês de férias e encontro familiar, levam os seus filhos a ser batizados, experimentam dentro de si a urgência do sacramento? Ou será que simplesmente aproveitam a ocasião do batismo para festejar com a família e os amigos o nascimento do seu filho?

Apercebo-me de que, mesmo entre os católicos mais empenhados, existe uma vaga ideia de que o batismo é um símbolo, um gesto belo, mas incapaz de causar uma alteração profunda na natureza do ser humano. "Todos somos filhos de Deus", ouve-se dizer. Para quê a pressa então? Por que não esperar por uma reunião familiar, por uma situação financeira mais estável ou por umas férias para batizar os nossos filhos?

É verdade que todos os seres humanos são amados por Deus com amor infinito, antes ainda de serem concebidos; e que Deus tem milhares de formas diferentes de oferecer a sua salvação, a cristãos, a budistas, a ateus, pois como diz o Catecismo da Igreja Católica, "Deus não está prisioneiro dos seus sacramentos" (CIC nº1257). Mas também é verdade que o Evangelho diz:

 

"Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus." (Jo 3, 5)

 

Se o batismo não nos traz nada de novo; se não altera em nada a nossa própria natureza humana; se não tem poder para nos abrir o Céu, então não vale a pena perdermos tempo.

Mas se o batismo opera em nós um milagre - um milagre imenso, infinito e impossível de abarcar com a nossa pobre inteligência; se o batismo faz de nós participantes da vida do próprio Deus, realmente filhos no único Filho; se o batismo apaga em nós, definitivamente, a marca herdada do pecado; se o batismo faz jorrar para dentro de nós uma abundância de graça nunca antes vista, completamente absurda e totalmente gratuita - então eu vou ter imensa pressa em batizar os meus filhos. Diz o Catecismo da Igreja Católica: "A Igreja e os pais privariam a criança da graça inestimável de se tornar filho de Deus, se não lhe conferissem o batismo pouco depois do seu nascimento." (CIC nº 1250)

Cá em casa, batizei todos os meus filhos com um, dois ou três meses de vida. Se hoje tivesse outro bebé, batiza-lo-ia na semana seguinte a sair da maternidade...

 

- O senhor padre não vai lavar-me o cabelo!

 

"« Senhor, Tu não vais lavar-me os pés!» Disse-lhe Jesus: «Se não te lavar os pés, não terás parte comigo.» Disse-Lhe então Simão Pedro: «Nesse caso, Senhor, não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!»" (Jo 13, 6-10)

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Rosas desfolhadas

por Teresa Power, em 27.05.15

- Mamã, temos de levar uma flor para Nossa Senhora, hoje na missa!

- Não é hoje, David, é no próximo sábado. Hoje será a bênção da imagem de Nossa Senhora Auxiliadora em Saída, e no próximo sábado, na catequese, todos os meninos levarão uma flor. A procissão é só no outro domingo.

- Mas há uma rosa tão bonita no jardim... Tão bonita mesmo!

Sair para a missa ao domingo de manhã é sempre uma grande corrida contra o tempo, e não pude concluir este breve diálogo com o David. Mas durante a Eucaristia apercebi-me de uma curta troca de palavras entre o David, acólito, e o celebrante, o padre Aníbal, que veio expressamente de Lisboa para a ocasião. O padre Aníbal inclinava-se para o David e sorria-lhe. Já em casa, ao almoço, perguntei:

- David, que te disse o padre Aníbal na missa?

- Disse-me para não ficar triste, que no próximo domingo posso trazer a flor.

Engoli em seco.

- Então tu estavas triste?

- Não. Quer dizer, antes da missa eu disse ao senhor padre que queria ter trazido uma rosa muito bonita, mas não tivemos tempo...

- Queres mostrar-me qual é essa rosa?

- Vem cá!

O David levou-me ao jardim, onde uma única rosa vermelha erguia as suas pétalas, triunfante.

- Tens razão. É mesmo bonita! Olha, fazemos assim: mais logo colhemo-la e levamo-la ao santuário. Pode ser?

Os seus olhos brilharam.

- Sim!

Estava eu a deitar a Sara para a sesta, quando o António apareceu a correr junto de mim.

- Mamã, a Lúcia destruiu uma flor vermelha e escondeu as pétalas! E as pétalas eram para os dois!

Senti o coração aos pulos. Uma flor vermelha?

- António, que flor é que ela destruiu?

- Vem ver - E o António levou-me ao jardim. Procurei com o olhar o vermelho brilhante da rosa do David. Mas no lugar da rosa, havia apenas um caule triste.

- Lúuuuuucia! - Gritei, exasperada. Ela apareceu a correr.

- O que foi, mamã?

- Que fizeste à rosa vermelha? QUANTAS VEZES TE DISSE QUE NÃO SE PODEM ARRANCAR AS FLORES DO JARDIM?

Ela ficou muito calada. A minha brusquidão fez surgir duas grossas lágrimas nos seus olhos esverdeados.

- O David queria levar a rosa a Nossa Senhora, Lúcia. - Expliquei-lhe, sempre muito irritada.

- Eu não sabia... A sério, eu não sabia...

- Mas não podes arrancar flores. As flores não são para destruir, são para colher e colocar em jarras. Destruir, não!

- Eu não sabia...

Ficámos as duas em silêncio. Eu procurava acalmar-me, como convém a uma mãe cristã. Depois, abracei a minha filha e pedi-lhe perdão pelos gritos. Não tinham sido necessários. Aliás, raramente são necessários, e geralmente são detestáveis quando os vemos nos outros. A Lúcia sorriu, feliz, perdoando-me de coração - cá em casa, temos um grande treino nestes gestos de pedir e oferecer o perdão - e continuou a brincar.

Agora faltava contar ao David.

- David, tenho uma coisa a dizer-te... Acho que a tua rosa... Bem, acho que temos de levar outra flor a Nossa Senhora.

- Porquê?

- Porque a Lúcia arrancou todas as pétalas. Ela não fez por mal, estava só a brincar...

O David ficou calado, depois o seu rosto iluminou-se:

- Podemos apanhar as pétalas e levá-las a Nossa Senhora! Deitamo-las no chão junto à sua imagem, como se faz nas procissões!

E foi o que fizemos.

DSC02427.JPG

 Enquanto observava a alegria do David, cobrindo de pétalas o chão em redor da imagem de Nossa Senhora, fiquei a pensar...

Também eu tenho um jardim interior, um jardim criado por Deus, lá nos primórdios da criação da minha vida. É nesse jardim onde, como diz o Livro do Génesis, o Senhor gosta de passear pela brisa da tarde:

 

 "Então ouviram o som dos passos de Deus, que passeava no jardim pela brisa da tarde." (Gn 3, 8)

 

No meu jardim interior há muito poucas rosas vermelhas de que me possa orgulhar. Eu gostava de poder escrever aqui que nunca perco a paciência, que nunca ralho sem razão, que sou sempre justa, que nunca me engano, que nunca me distraio na oração, mas nada disso é verdade. Como me escreveu uma simpática leitora deste blogue: "Às vezes tenho dificuldade em me aturar!" Fico com a sensação de passar anos e anos a construir virtudes, como quem faz crescer rosas com cuidado, para depois, numa fração de segundo, o meu pecado arrancar todas as pétalas e deixar à vista de todos apenas um triste caule. Um grito totalmente desproporcionado, e lá cai mais uma rosa por terra... De que valeram anos de esforço, se o meu jardim está cheio de rosas desfolhadas?

Mas dos braços de Maria, Jesus pareceu sorrir-me. E eu pensei escutar...

"Só há pétalas espalhadas pelo chão onde antes houve rosas. O que a Mim importa é que continues, todos os dias, a cultivar as tuas rosas, esforçando-te por praticar a Minha Palavra. O teu esforço cativa o meu Coração! Se depois, num segundo, o teu pecado arrancar todas as pétalas, não te aflijas. Quando não tiveres rosas para Me oferecer, ajoelha-te na poeira do teu chão e recolhe as tuas pobres pétalas, como o David fez. São-me mais agradáveis as pétalas recolhidas com a humildade de quem se sabe pecador do que as rosas oferecidas com o orgulho de quem se julga irrepreensível..."

Senhor, ensina-me a praticar o bem sem vaidade, recomeçando cada dia; e que o meu pecado nunca seja ocasião de desânimo na minha vida, mas antes fonte de humildade. Senhor, são para Ti todas as minhas pétalas...

 

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A pressa de Maria

por Teresa Power, em 26.05.15

O domingo passado, dia 24 de maio, foi um grande dia na nossa paróquia. Para além da enorme festa que é o Pentecostes, celebrámos a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora, naquele que é o Santuário Nacional de Nossa Senhora Auxiliadora. Tal como há dois mil anos atrás, também no domingo o Espírito desceu sobre um povo congregado por Maria, rezando e esperando com Ela. Que dom tão bonito Deus nos fez!

Mas ainda tivemos outro motivo para festejar... Interpelado pela mensagem constante do nosso querido Papa Francisco, que nos desafia a sermos Igreja missionária, Igreja em saída, Igreja que procura as ovelhas perdidas nas periferias da vida, o nosso pároco decidiu mandar fazer uma imagem diferente de Nossa Senhora Auxiliadora. A imagem que temos no Santuário é lindíssima, mas está muito longe do toque e até do olhar de quem ali entra. Assim, o senhor padre decidiu mandar fazer uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora "em Saída", com um pé adiante do outro como quem caminha; decidiu colocá-la ao alcance da mão, do olhar, do beijo de quem a contempla; e decidiu colocá-la perto da saída da igreja. Na verdade, o primeiro gesto de Maria, ao saber que era Mãe do Salvador, foi sair - apressadamente - para visitar Isabel:

 

"Naqueles dias, Maria partiu a toda a pressa para uma cidade nas montanhas..."

(Lc 1, 39)

 

No domingo, na Eucaristia, esta nova imagem de Nossa Senhora Auxiliadora foi benzida solenemente, e no próximo domingo será coroada Rainha.

N.S. Auxiliadora em Saída.JPG

"Vem, vem connosco a caminhar, Santa Maria vem!" Cantámos, emocionados, depois da bênção solene. A presença de Maria na Eucaristia era quase palpável. D. Bosco, contou-nos o nosso pároco, conseguia ver  Nossa Senhora a caminhar no meio dos jovens que educava nas suas casas. Seremos nós também capazes de a ver nos caminhos da nossa vida? Tantas periferias a precisar da sua visita... Tantos caminhos a precisar da sua santa pressa!

À tarde, tive oportunidade de rezar sozinha alguns momentos diante desta nova imagem de Maria. De joelhos, pedi ao Senhor, por Maria, que me concedesse também a mim "o dom da pressa", como gosto de lhe chamar, este sentido da urgência do Reino que o Espírito Santo acordou nos Apóstolos, reunidos com Maria.

Na verdade, não há tempo a perder! É preciso atear no mundo o fogo do Pentecostes. É preciso imitar Maria, que ao receber Jesus no seu seio e no seu coração, não O guardou para si, mas partiu a toda a pressa para O dar a todos. É preciso sermos povo "em saída", povo que entra na igreja para sair de novo, bilhas que vão à Fonte para regressarem a casa e saciarem a sede de quem aí vive. É preciso deixar de lado tudo o que nos distrai do essencial e partir para as periferias da vida, visitando os irmãos e levando-lhes Jesus. Que seja esse o grande ideal das Famílias de Caná e de todas as famílias cristãs. Ámen!

 

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