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Coração sem espinhos?

por Teresa Power, em 07.01.16

No início do Advento, um grupo de pessoas amigas, empenhadas na sua paróquia, pediram-nos emprestado o "Sagrado Coração de Jesus" que costumamos colocar à porta de casa, por alturas do mês de junho, mês do Sagrado Coração. Queriam fazer uma representação de Natal para as crianças do seu movimento e este Coração ficava muito bonito na peça que iam construir. Emprestei com todo o carinho, claro.

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Quando, dias mais tarde, mo devolveram, o Coração vinha diferente. Olhei-o com atenção:

- Tiraram as chamas?

- Chamas?

- Sim, as chamas do Sagrado Coração...

As minhas queridas amigas entreolharam-se, preocupadas. Naturalmente não se tinham apercebido que as flores amarelas representavam as chamas do Coração de Jesus, um Coração ardente de amor. Ri-me, para as descontrair, pois sabia que tinham as melhores intenções do mundo. A nossa arte não é muita, e as flores amarelas pareciam tudo menos chamas! Recuperei as flores e guardei-as num saquinho, para mais tarde reconstruir o Coração.

Mas depois reparei noutro pormenor:

- O Coração de Jesus tinha espinhos... Também tiraram os espinhos?

- Tirámos - Assentiram - Não fazia muito sentido por se tratar de uma representação do Natal. Deitámos os espinhos fora... Desculpa!

 

Quando cheguei a casa, entreguei o Coração de Jesus ao Francisco e à Clarinha:

- Meninos, toca a refazer o Coração! É preciso voltar a colocar as flores amarelas no sítio e procurar novos espinhos!

Eles resmungaram:

- Ora bolas! Os espinhos custam tanto a colocar! Picamo-nos todos!

Ri-me para comigo. Ainda bem que os espinhos custam a colocar! Se não custassem, não seriam espinhos... Agradeci interiormente aos meus amigos por nos permitirem meditar de novo no mistério imenso do Sagrado Coração de Jesus, por nos permitirem picarmo-nos novamente em cada um dos seus espinhos.

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 O Coração misericordioso de Jesus é um Coração atravessado de espinhos dolorosos. A misericórdia divina significa que a minha miséria toca o Coração de Deus, ao ponto de o despedaçar. Amor rima sempre, sempre com dor...

Mesmo no Natal? Os meus amigos, que transbordam de amor por Jesus e só Lhe querem agradar, estavam empenhados em não permitir que, pelo menos no Natal, o Coração de Jesus fosse dilacerado pelos espinhos.

Mesmo no Natal. No dia seguinte ao Natal, a Igreja celebra o martírio de S. Estêvão, apedrejado até à morte. Que horror! E dois dias depois, o martírio dos bebés de Belém, mortos por Herodes. Quanto sangue derramado nas ruas de Belém, apenas alguns dias depois do nascimento do Salvador! Ler e meditar nas leituras da missa do dia, no tempo de Natal, não é uma experiência muito... "natalícia"! Mártires, perigos de toda a espécie, a fuga para o Egito durante a noite, a perseguição... 

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Domingo à noite, ao regressar do grupo de oração com a Clarinha e o Francisco, encontrei o Niall sentado diante do televisor. As notícias mostravam uma criança de dois anos morta por afogamento, ainda com o corpinho dentro de água, numa praia na Grécia. Foi o primeiro náufrago de 2016. Vinha numa embarcação pequenina, fugindo à guerra em busca de um pouco de bem-estar. Que imagem chocante! Por que não nos deixam celebrar o Natal em paz?! Hoje, como há dois mil e quinze anos atrás, o Natal continua a ser tempo de contradição. Assim o predisse S. Simeão a Nossa Senhora, na Apresentação no Templo:

 

"Este Menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. Uma espada trespassará a tua alma." (Lc 2, 34-35)

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Escreveu o Cardeal Kasper no livro que inspirou o Papa Francisco, Misericórdia: "Esta não é a linguagem das sagas nem dos mitos: no início, o estábulo; no final, o cadafalso... Mas é precisamente por causa desta tenção e deste contraste entre o cântico celestial dos anjos e a brutal realidade histórica que todo o relato da Natividade irradia uma magia específica."

Natal é tempo de amor. Misteriosamente, este amor cresce no meio da dor, como as rosas no meio dos espinhos. O mundo está cheio de sofrimento, e a nossa vida também. Mas por uma razão que não conseguimos entender, é neste terreno regado com lágrimas que brotam as sementes da esperança. Sem sabermos como nem porquê, de Natal em Natal o Reino continua a crescer...

 

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O nosso Retiro de Natal

por Teresa Power, em 05.01.16

No sábado tivemos o nosso Retiro de Natal, em Fátima. Que dia tão cheio de bênçãos! Ainda estamos em clima de retiro nos nossos corações, depois de uma experiência tão forte da misericórdia do Senhor.

E forte porque começou logo de madrugada, com a perceção da sua imensa bondade, nos raios do sol nascente que atravessavam as nuvens ao longo da nossa viagem. Depois de tantos dias de chuva intensa, o sol brilhou para nós! Das trevas nasceu a Luz...

Apesar de muitas baixas de famílias inteiras neste retiro, sobretudo por causa dos vírus da época, estávamos cerca de quinze famílias no Centro Pastoral Paulo VI. Algumas destas famílias fizeram um esforço muito grande para ali estar, pois vinham com bebés muito pequeninos! A mais pequenina era, claro, a Lúcia, da querida Família Batista. E que bem que ela se portou o dia inteiro!

É sempre uma grande alegria ver chegar as famílias aos nossos encontros. Que saudades uns dos outros, durante os períodos mais ou menos longos em que apenas comunicamos por mail - ou por oração!

Com a pontualidade característica das Famílias de Caná, começámos o nosso retiro com oração cantada e dançada, cheios de alegria no Senhor. Rezámos o Shemá, consagrámo-nos a Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, e por fim, o David ajudou-me a orientar um mistério do Rosário.

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Depois, enquanto as crianças saíam com o Niall e a Clarinha para brincar e falar de Jesus numa outra sala, eu fiz a meditação sobre a Misericórdia e o Natal, na sala S. João Paulo II. Os sorrisos abertos fizeram-me sentir que o Senhor estava connosco, também através desta meditação. A Palavra que Ele nos ofereceu ao longo de três quartos de hora foi verdadeiramente desafiante e cheia de esperança:

 

“Alarga o espaço da tua tenda sem olhar a despesas, estende sem medo as cortinas das tuas moradas, alonga as cordas, reforça as estacas, porque vais expandir-te para a direita e para a esquerda: a tua descendência conquistará as nações e povoará as cidades abandonadas.” (Is 54, 1-3)

 

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 Seguiu-se a missa na Basílica da Santíssima Trindade, onde o nosso encontro foi referido, no início, como tratando-se do Encontro Nacional das Famílias de Caná. Na verdade, podemos ser poucas famílias, mas já somos de âmbito nacional... E se continuarmos a alargar o espaço da nossa "tenda", a "reforçar as estacas", a "estender as lonas", em breve conquistaremos o mundo para Deus.

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 Que alegria, passar pela Porta Santa!

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 O almoço foi partilhado em grande festa, e durante o tempo livre do início da tarde, muitos tiveram ocasião de se confessar. Depois demos início à Via Stellae, a nossa meditação natalícia, pelo Caminho dos Pastorinhos. O céu ameaçava chuva, pelo que fizemos o caminho com passo rápido e sem demoras. Mas o Senhor segurou as nuvens com a sua mão poderosa, não permitindo senão algumas gotas de chuva de vez em quando!

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Como a Cláudia tinha esquecido o carrinho da Alice em casa, decidimos que a Sara faria o caminho a pé e cederia o seu carrinho à amiga, bem mais pequenina. Para nossa grande surpresa, a Sara percorreu o caminho inteiro a pé, como gente grande. Um grande "viva" à Sara!

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As crianças fizeram a sua caminhada quase por inteiro no meio das flores, que brotavam abundantes nas ervas dos campos em redor. Felizes, colhiam flores que iam oferecendo aos pais e uns aos outros.

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Em cada estação, ajoelhámos, guardámos uns momentos de silêncio e meditámos no texto que vos tinha proposto. Depois, sempre em clima de oração e silêncio, continuávamos o nosso caminho até à estação seguinte.

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Ouvido de passagem:

- Coitado de Jesus aqui nesta estação! Vou dar-lhe as minhas flores!

E a Lúcia depositou o seu ramo aos pés de Jesus, caído sob o peso da cruz.

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- Os pastorinhos faziam este caminho todos os dias?

- Sim, todos os dias! Sem estrada marcada, claro, sempre pelos montes...

- E sem sapatos também...

- Ah...

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Alguns bebés foram carregados ao colo, outros às costas, e outra ainda, muito pequenina, teve de voltar atrás porque precisava de mamar e a chuva miudinha dificultava a operação ali, em plena Via Sacra. Mas que sentido teria uma Via Sacra - uma Via da Estrela - sem algum sofrimento? Amor rima sempre, sempre com dor. No Natal também.

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Finalmente chegámos ao Calvário Húngaro, onde terminámos a nossa caminhada. A chuva cá fora empurrou-nos para dentro da capela, e como não estava lá mais ninguém, pudémos cantar e rezar em voz alta, agradecendo ao Senhor, ali presente entre nós no Santíssimo Sacramento, o dom deste dia.

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A Via Stellae terminou. Chegou o tempo de brincar! De um momento para o outro, a chuva parou, o sol brilhou, e as crianças puderam correr de novo, felizes, brincando na Loca do Anjo e junto das casas dos pastorinhos, que visitámos por fim.

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Quantas lições de humildade e simplicidade, nestas casas pequeninas e pobres!

Tal como no ano passado, também neste retiro terminámos o nosso encontro junto ao poço da casa da Lúcia. Algumas famílias já tinham ido embora, mas ainda tínhamos crianças suficientes para cobrir o poço de canções...

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A Sara recuperou o seu carrinho de passeio para um muito merecido descanso e uma bolacha:

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 "Alarga o espaço da tua tenda", foi-nos dizendo o Senhor ao longo de todo o dia. E nós alargámos... E o milagre da alegria, da paz, da esperança aconteceu!

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 Ámen.

 

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A história do Natal numa ilusão com cartas

por Teresa Power, em 04.01.16

Amanhã, se Deus quiser, conto-vos tudo sobre o nosso maravilhoso Retiro de Natal, em Fátima. Por hoje deixo-vos com a história do Natal contada num gesto de ilusionismo que a todos nos encantou, no sarau de Natal cá em casa, e que o Francisco decidiu gravar para vos poder encantar também a vós! No seu canal no YouTube encontram este vídeo e também a versão em inglês. Disfrutem!

 

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Sarau de Natal

por Teresa Power, em 30.12.15

- Meninos, hoje durante o dia todos preparam uma peça para o sarau de Natal - Anuncia o Niall ao pequeno-almoço.

Grande excitação:

- Uma peça? Pode ser uma canção?

- Um truque de magia?

- Um poema?

- Ou uma história...

- Uma rima!

- O que quiserem. E claro, também vamos fazer a representação completa da história do Natal. Decidam entre vocês as personagens e procurem as roupas apropriadas!

Todos lançam mãos à obra. Não há tempo a perder, e os saraus na nossa casa costumam ser bem divertidos. Ninguém quer ficar para trás! Durante todo o dia, trocam-se segredinhos, procuram-se histórias, o Francisco fecha-se no quarto a preparar a sua magia, a Lúcia escreve a sua peça numa folha de papel e ensaia a Sara a preceito.

Jantamos cedo, para termos tempo para o nosso sarau. Ainda não são oito horas quando a festa começa! Eu sou a narradora:

 

"Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recensada toda a terra... Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém..." (Lc 2)

 

- Depressa, Sara, não deixes cair as asas! Anda, sobe para a cadeira! Isso...

 

"E quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de Maria dar à luz. E ela teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria." (Lc 2)

 

- Truz-truz! Ó da casa!

O António é um S. José muito compenetrado.

- Olha, Maria, ninguém nos abre a porta! Anda, está ali uma gruta!

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 "Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles. E tiveram muito medo. O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo. Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.»" (Lc 2)

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- Sara, podes voltar para o teu lugar, que a pastorinha já vai visitar o Jesus. Isso, vai batendo as tuas asas!

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 "Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente..."

(Mt 2)

 

- Olha o Francisco com o telescópio que a Lúcia recebeu no Natal!

- Achas que os magos tinham telescópio?

- Bem, acho que não tinham cachecóis de Portugal. Mas vamos ouvir a história...

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 "Os magos puseram-se a caminho. E a estrela seguia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o Menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra." (Mt 2)

 

- O que é "prostrando-se"?

- É adorando com a cabeça por terra, assim...

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 - Vamos cantar?

- Toca, David, na tua guitarra nova! A Clarinha acompanha no bandolim. Vamos cantar...

- O Menino está dormindo nas palhinhas deitadinho!

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Depois desta belíssima representação, chega a hora de cada um fazer a sua peça no sarau. O David explica-nos o significado de algumas palavras bíblicas, como "confins" da terra. Segundo podemos perceber, o seu pequeno missal mensal traz muitas informações interessantes!

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 A Clarinha canta-nos uma canção de Natal acompanhada do seu novo bandolim, enquanto com os pés toca outros instrumentos, no mínimo, interessantes:

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A Lúcia e a Sara leem juntas uma bela história. A Sara está tão bem ensaiada pela irmã, que não falha uma única das suas falas, memorizadas a rigor! Ora vejam como são difíceis as falas da Sara: "Uma história de Jesus" e "Eu sou a Sara, de três anos". Quanto à Lúcia, a sua versão dos acontecimentos de há dois mil e quinze anos atrás é simplesmente fantástica!

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 O António fala-nos da difícil tarefa de S. José, a bater de porta em porta. Nas mãos tem um belo desenho, que ilustra na perfeição a sua narrativa:

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 O Francisco conta-nos toda a história do Natal num único truque de magia. Que delícia, ver como a Rainha de Corações dá à luz o Messias, que é o Rei de Corações! Os Corações de Maria e de Jesus também podem ser representados num baralho de cartas, pois então!

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Por fim, a mãe e o pai declamam dois poemas de Natal.

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 O sarau chega ao fim. São nove e meia da noite, e os mais pequeninos têm de dormir. Mas ninguém quer que a festa termine. A Sara vem ter comigo de mansinho e faz-me uma pergunta:

- Podemos fazer tudo outra vez?

- Não, Sara, não podemos fazer tudo outra vez. Mas vamos terminar com uma canção. Queres cantar sozinha, enquanto bates as tuas asas de anjinho?

A Sara concorda. Deixo-vos com a sua canção, e desejos de um 2016 cheio de bênçãos do Senhor!

Venham a Fátima, fazer retiro e passar a Porta Santa connosco! É já no dia 2, e queríamos tanto encher a sala maior do Centro Paulo VI! Ainda faltam muitas famílias para o conseguirmos, mas Natal é tempo de milagres. Inscrevam-se! Na coluna lateral deste blogue têm toda a informação necessária!

 

 

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Natal

por Teresa Power, em 28.12.15

- Sara, amanhã é dia de Natal! Não chores!

A Sara estava triste porque não queria ir embora. Estávamos na casa das avós, onde passámos toda a tarde e a consoada de dia 24. Depois de um belo jantar, cantámos cânticos de Natal em volta do presépio e agora chegara a altura de ir para casa. Mas a Sara não queria ir embora.

- Amanhã, Sara, quando acordares é Natal! Sabes o que é Natal?

A Sara sabia:

- Jesus vai nascer.

- Pois é, Jesus vai nascer. E para celebrar tão grande festa, tu vais ter prendas!

Por esta não esperava a Sara.

- Prendas?

- Sim! - Os manos conhecem todos os segredos do Natal: - Amanhã, quando acordares, acordas o papá e a mamã, porque eles têm a chave da sala bem guardada debaixo da almofada...

- Claro! Não queremos correr o risco de ter os presentes todos desembrulhados às duas da manhã, como já quase aconteceu! E não se atrevam a acordar-nos antes das seis horas, que nós só abrimos a porta às seis!

A expetativa das prendas de Natal convenceu a Sara a entrar no carro para regressar a casa. A viagem de regresso, pelas estradas desertas, sob a luz das estrelas e ao som dos cânticos de Natal, é em si mesma uma oração.

Sete da manhã, dia de Natal:

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E quando a porta se abriu, que alegria! Papel de embrulho por todo o lado, gritos de excitação, a sala transformada em cenário de fantasia...

Depois, entre exclamações de felicidade, ajoelhámos e agradecemos ao Menino todas as bênçãos deste ano e deste Natal.

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E depois de um pequeno almoço de festa, com bolos e panquecas, chegou o momento principal do Natal: a missa.

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 O dia foi de festa, entre muitas brincadeiras com os primos e tempo de conversa calma para os adultos. Natal é também esta disponibilidade para estar com a família alargada, sem pressas.

- Meninos, vamos rezar o terço - Anunciei, na viagem de regresso de Coimbra até casa. Geralmente, o terço leva pouco mais de quinze minutos a rezar, mas desta vez durou a viagem inteira, cerca de meia hora. É que a cada mistério da alegria, aproveitei para contar a história do Natal com todos os pormenores. Há tantos detalhes que as crianças desconhecem, e que tornam a história tão bela! Porque ficou Maria perturbada com o anúncio do anjo? Como se chamava a terra onde vivia Isabel? Porque teve Maria de ir a Belém? Quem estava no Templo à espera de Jesus, quando Maria e José O foram apresentar?

- Vamos para o último mistério da alegria - Anunciei, já muito perto de casa. - Quem sabe qual é?

- Eu sei! Eu sei!

- Então diz lá, António.

- Jesus e os médicos!

- ???????

Pois... Que outros "doutores" conhece o António? Por entre gargalhadas, fui explicando a diferença entre os médicos e os doutores da Lei. A oração do Rosário é para nós a forma mais simples e eficaz de ensinar a Palavra.

Chegou a noite, e com ela, a hora de oração familiar. O dia foi perfeito, e há que agradecer. Agora temos mais dois belos instrumentos a encher de música esta nossa oração:

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 E apesar de só terem passado doze horas desde que o David e a Clarinha descobriram os seus presentes de Natal, o som já é maravilhoso!

A Árvore de Jessé está pronta, cada símbolo uma história de amor...

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Por sobre o Presépio, as estrelinhas das nossas obras de misericórdia iluminam a noite...

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Que segredos de misericórdia guardará cada uma delas?

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"Anuncio-vos uma grande notícia: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador!" (Lc 2, 11)

 

Feliz Natal!

 

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publicado às 06:00

Feliz Natal!

por Teresa Power, em 24.12.15

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Retiro de Natal e peregrinação à Porta Santa de Fátima

por Teresa Power, em 09.12.15

É com imensa alegria que convidamos todos os leitores deste blogue e todas as Famílias de Caná a virem fazer connosco o Retiro de Natal, no próximo dia 2 de janeiro, sábado, em Fátima! Aqui fica o programa: Programa Retiro Natal 2016

Para podermos decidir qual o tamanho da sala do Centro Paulo VI que reservaremos (gostaríamos que fosse o auditório principal...), pedíamo-vos uma breve inscrição online, aqui.

O almoço é livre, podendo quem quiser trazer merenda ou ir a um dos muitos restaurantes em Fátima. Nós levaremos a nossa merenda habitual. Durante a tarde percorreremos o Caminho dos Pastorinhos, meditando nos mistérios do Natal. Servir-nos-á de meditação o mesmo texto do ano passado, que deverão descarregar e levar convosco: Via Stellae

Como todos os nossos retiros, também este é aberto a todos, bebés, crianças, jovens, adultos. Venham, e aproveitem a ocasião para fazer uma obra de misericórdia espiritual - dar bom conselho - convidando uma família amiga a vir também!

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Neste Ano Santo, neste grande Jubileu da Misericórdia, o Santo Padre convida-nos a todos a fazer uma peregrinação a uma das Portas Santas, abrindo o coração à grande indulgência de Deus, ao Grande Perdão. Na Bula de Proclamação do Jubileu, o Santo Padre diz assim: "A peregrinação é um sinal peculiar no Ano Santo, enquanto ícone do caminho que cada pessoa realiza na sua existência. Também para chegar à Porta Santa, cada pessoa deverá fazer, segundo as próprias forças, uma peregrinação. Esta será sinal de que a própria misericórdia é uma meta a alcançar que exige empenho e sacrifício. Ao atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é connosco."

Depois, na Carta sobre as Indulgências deste ano santo, o Santo Padre especifica: "Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro."

 

Em Fátima, a Porta Santa foi aberta ontem, dia 8, ao mesmo tempo que o Santo Padre abria a Porta Santa na Basílica de S. Pedro. Assim, ao longo de todo este ano santo, a Porta de S. Tomé - o Apóstolo do Evangelho proclamado no Domingo da Misericórdia - na Basílica da Santíssima Trindade estará aberta para nos acolher nos braços do Pai, oferecendo-nos gratuitamente, por pura misericórdia, a grande indulgência. 

Façamos então a nossa peregrinação a esta Porta Santa, entregando-nos ao abraço do Pai! Teremos tempo para confissões, para um ensinamento sobre a Misericórdia, para a Eucaristia, para a meditação na Via da Estrela, a "Via Sacra do Natal", e por fim, para grande e alegre brincadeira, visitando as casas dos pastorinhos e saltitando nos seus montes.

O ano jubilar é uma oportunidade na vida que não podemos desperdiçar! Diz-nos o Senhor, com palavras que ecoam desde os tempos antigos, na Lei de Moisés:

 

"No dia do grande Perdão, fareis ressoar o som da trombeta através de toda a vossa terra. Este será para vós um jubileu!" (Lv 25, 9-10)

 

Que o som da trombeta a todos nos reuna, preparando desde já a reunião definitiva, um dia, em casa do Pai. Ámen!

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É Advento, feliz ano novo!

por Teresa Power, em 02.12.15

O dia amanheceu luminoso. Os meninos saltaram da cama com grande entusiasmo: é advento! E isso significa o início de um novo ano litúrgico e uma grande azáfama em nossa casa.

Depois da missa e do almoço, o pai foi com os quatro mais novos apanhar musgo.

- Descobri um sítio perfeito - Disse o Niall, antes de partirem. - Vamos de carro para podermos transportar todo o musgo.

Parece que o sítio era mesmo perfeito! Ora vejam as fotos:

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 Entretanto, em casa, a Clarinha, o Francisco e eu estávamos muito ocupados a preparar o Canto de Oração. Enquanto eu e a Clarinha passávamos a ferro e procurávamos os panos mais bonitos, o Francisco martelava, cortava e colava, porque a cabana do Presépio sofreu um pequeno acidente durante o ano em que esteve guardada...

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 - Vejam, tanto musgo! - Gritaram os mais novos, entrando de rompante em casa e deixando um trilho de terra e ervas atrás de si.

Abrimos as caixas dos enfeites, a Árvore de Jessé, as caixas com o presépio, e a sala encheu-se de exclamações e risos felizes.

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- O que fazemos aos reis magos?

- Fazemos, como?

- Eles só chegaram ao presépio no dia 6 de janeiro, não é?

- Tens razão, David! Vamos fazer assim: vamos colocar um rei em cada quarto. A cada domingo, vamos aproximá-los um bocadinho... Podem passar dos quartos para o escritório, do escritório para a cozinha, até chegarem ao presépio.

- Boa!

E lá fomos nós...

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Quando o presépio e a árvore de Natal ficaram prontos, a sala parecia uma cidade arrasada por um terramoto. Era preciso varrer, aspirar, limpar, arrumar. Para facilitar a tarefa, os mais novos tiveram autorização para patinar à luz das estrelas, enchendo a noite de gargalhadas, enquanto o Francisco, a Clarinha, o Niall e eu fazíamos o que tinha de ser feito. Por fim, a nossa casa brilhava à luz do Advento.

- Meninos, depressa, vamos cantar à volta do presépio!

- É para rezar agora?

- Já podemos entrar?

- Está tudo pronto?

- Vamos, vou contar a primeira história da Árvore de Jessé!

Reunidos na sala, acendemos as velinhas no presépio e ligámos as luzes da Árvore de Jessé. Depois, e porque era domingo, o António acendeu a primeira vela da nossa Coroa de Advento. Para a semana, a Lúcia acenderá duas velas, e no terceiro domingo será a vez do David acender três velas...

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 - Que lindo que está tudo, mãe!

- Olha, este pastorinho está à procura do caminho...

- E esta ovelhinha está mesmo ao lado do Jesus!

Vamos rezando de olhos fixos no presépio. Bem, olhos, mãos, e se nos distraímos, até pés...

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 - E agora, chegou o momento de colocarmos o primeiro símbolo na Árvore de Jessé.

- Eu!

- Eu!

- Não: o primeiro é para a Sara. Eu leio a frase, e a Sara encontra o símbolo. Podem ajudar, mas ela é que o coloca na Árvore! Ouçam então...

Com um sorriso escancarado, a Sara pegou no símbolo da pomba e colocou-o na Árvore, triunfante.

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 Por sobre o presépio, eu escrevi a Palavra que este ano nos vai iluminar. É a Palavra que os habitantes de Belém não conseguiram escutar, naquela noite de Natal em que Maria e José procuravam desesperadamente um lugar para Jesus; é a Palavra que o mundo ainda não conseguiu compreender, dois mil e quinze anos passados; é a Palavra do Ano Santo, a Palavra que abrirá a grande Porta da Misericórdia, no próximo dia 8, e que abrirá a porta dos nossos corações...

 

"Eis que estou à porta e bato. Se alguém abrir, entrarei e cearei com ele, e ele comigo." (Apo 3, 20)

 

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 Para todos, um feliz ano novo!

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Que tenho para Te dar?

por Teresa Power, em 10.01.15

Dia de Reis. Diante do presépio, fazemos a nossa oração, muito animada porque no dia de Reis os mais pequeninos têm direito a coroa real! Depois, com jeitinho, colocamos os Reis Magos junto da manjedoura. Um deles tem a cabeça colada, pois a Sara decidiu passeá-lo um bocadinho pelos montes e prados do presépio, e num segundo de distracção, o Rei tropeçou e partiu a cabeça. Nada que a Clarinha não resolvesse com super-cola.

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"Abrindo os seus cofres, os magos ofereceram presentes ao Menino: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11)

 

E nós? Que temos nós para Lhe oferecer? No início de um novo ano, é altura de oferecer os nossos presentes. Teremos nós um coração de ouro para Lhe dar? Teremos o incenso da nossa oração? Ou talvez a mirra do nosso sofrimento? Tudo, absolutamente tudo pode ser oferecido ao Senhor. 

Recordo aqui um livro que li há muitos anos atrás: Do Robbins Cough? 

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Conta a história verídica de uma mulher inglesa, casada e mãe de um filho já quase adulto, com uma vida estável e em tudo vulgar. Esta mulher tinha quarenta anos quando viu na televisão a reportagem chocante sobre os orfanatos romenos, depois da queda do ditador Ceaucesco. Eu lembro-me bem de assistir a estas reportagens, nos anos noventa, e de chorar com as imagens! Crianças atadas às camas e aí abandonadas dia e noite, ao frio e quase sem alimento... Enfim, o mundo chorou diante do televisor durante alguns dias. E no mundo, alguns decidiram agir. Os primeiros, como sempre, foram as missionárias da Madre Teresa de Calcutá. E de seguida, voluntários de vários países ocidentais.

Pois bem, Beverly também se sentiu chamada a partir como voluntária, oferecendo o seu mês de férias. Quando se viu com os papéis na mão, para fazer a sua candidatura, deparou com várias perguntas sobre o que tinha para oferecer às crianças romenas. Muito desanimada, Beverly viu-se obrigada a responder “não” a todas elas:


“Eu não apenas não possuía as qualidades profissionais que me eram pedidas, como também não possuía as qualidades amadoras: Sabe guiar? Não. Sabe pintar? Não. Sabe tocar um instrumento musical? Não. Não havia uma única questão que eu pudesse responder afirmativamente. Seria eu um fracasso tão grande? Não teria eu mesmo nada para oferecer? Durante a noite, sem conseguir dormir, levantei-me e sentei-me à secretária. Comecei então a escrever o que sabia fazer. Escrevi que estava sempre bem-disposta, que fazia de boa vontade qualquer tarefa que me atribuíssem, que era muito boa a trabalhar em equipa e que gostava de obedecer. No dia seguinte enviei o formulário. E alguns dias depois recebia a resposta: tinha sido aceite.”

 

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Beverly partiu para a Roménia, e a sua vida nunca mais foi a mesma. Na Roménia, onde o mês de férias se estendeu por longos períodos nos anos seguintes, Beverly reencontrou a fé, regressou à religião, descobriu o amor no serviço dos mais pobres, e encontrou um segundo filho a quem amar. Afinal, o pouco que Beverly tinha para dar era mais do que suficiente...

 

Que tenho eu para dar ao Menino neste ano novo? Uma vida cheia de dons e talentos que todos valorizam? Fantástico! Talvez possa tocar violino na missa, ou ensinar teatro às crianças de um orfanato, ou pintar um quadro para oferecer, ou dar catequese na paróquia... Está na hora de me colocar ao serviço!

Mas talvez eu não tenha talentos que brilham... Talvez eu tenha apenas a minha capacidade de trabalho, os meus braços que gostam de abraçar, a disponibilidade para escutar quem está só e precisa de desabafar...Talvez eu saiba cozinhar, ou fazer arranjos de electricidade, ou acartar tijolos... Não haverá quem precise desta ajuda também?

Talvez eu nem sequer tenha isso para dar: talvez me reste uma dor imensa, a solidão, a tristeza de quem vê ruir todos os sonhos, a doença ou a incapacidade... Também isso é dom que posso fazer ao Senhor.

Como os magos, como Beverly, iremos descobrir que aquilo que damos muda um pouco o mundo que nos rodeia - mas muda por completo o nosso coração...

 

 

 

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Um furo e um milagre

por Teresa Power, em 07.01.15

A Lilian conhece este blogue desde março passado. Contudo, nunca tinha tido a oportunidade de participar num retiro connosco. Ansiava pelo dia, que tardava em chegar. Finalmente, decidiu que não ia continuar a esperar por conseguir reunir a família no dia do retiro: iria sem o marido, que estava a trabalhar, e iria com os seus três filhos. O Retiro de Natal era a oportunidade que não queria perder!

Mas alguns dias antes do retiro, ambos os seus carros sofreram uma avaria. Estaria pelo menos um deles arranjado a tempo de rumar a Fátima? Sexta à noite, recebi um e-mail da Lilian: os carros estavam prontos para viajar. Graças a Deus!

Sábado de madrugada, a Lilian pôs-se então a caminho, com os seus filhotes. Ainda não tinham chegado a Leiria quando percebeu que tinha um furo. E agora? Aflita, telefonou ao marido. "Continua a conduzir devagar, se queres mesmo ir ao retiro, e quando chegares a Fátima trocas o pneu", respondeu-lhe ele. Entre orações, com os quatro piscas, a oitenta a hora na autoestrada, a Lilian continuou caminho. Chegou a Fátima quando eu estava a começar o ensinamento. Entrou na sala do Centro Pastoral Paulo VI com um sorriso triunfante de perfeita felicidade. Nada conseguira impedi-la de fazer o Retiro de Natal!

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Depois do nosso piquenique, a Lilian pediu ajuda para mudar o pneu. Toda a "caravana" se dirigiu então ao parque de estacionamento. Tenho imensa pena de não ter tirado uma fotografia da cena que se seguiu, para vos mostrar, porque foi das melhores a que já assisti! O Niall disse-me que nunca tinha visto um pneu sobresselente tão agarrado ao carro. Seja como for, os excelentíssimos senhores participantes no Retiro iam fazendo turnos para ver qual seria capaz de arrancar o dito pneu da mala do carro, para de seguida proceder à substituição. Nós assistíamos, a rir, a tanta azáfama! Por fim, alguém descobriu o segredo que segurava o pneu, e o trabalho ficou concluído. Grande Lilian, vencer todos os obstáculos que a separavam de Fátima, e oferecer-nos uma cena tão divertida como corolário da sua aventura!

 

Eu sei que há leitores deste blogue com obstáculos bastante maiores para ultrapassar antes de poderem fazer um retiro connosco. Mas também sei que, para Deus, nada é impossível. É o que nos diz o Evangelho nestes dias de Natal:

 

"Exulta de alegria, estéril, que não tinhas filhos, entoa cânticos de júbilo tu que não davas à luz, porque os filhos da desamparada são mais numerosos do que os da mulher casada. É o Senhor quem o diz." (Is 54, 1)

 

O nosso Deus faz milagres quando encontra um coração disponível, humilde e atento. Pacientemente, dia a dia, trabalhemos na conversão do nosso coração. Preocupemo-nos apenas em transformar o nosso interior e retirar os obstáculos que nos separam do Senhor, e que são sobretudo o nosso orgulho e o nosso pecado. Então Deus retirará os obstáculos que nos ultrapassam, porque não dependem de nós, mas do nosso conjuge, dos nossos filhos, dos nossos empregadores, das nossas finanças, da nossa saúde. E como a Lilian, chegaremos à meta com um sorriso triunfante...

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