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Ressuscitou! Aleluia!

por Teresa Power, em 26.03.16

Chegou, finalmente, a noite mais santa do ano! O Senhor Jesus ressuscitou, tal como havia prometido, e precede-nos a caminho de Casa! Cantemos aleluias sem fim, exultemos de alegria e festejemos!

Ao fim da tarde, à lareira, conto aos mais novos as histórias das leituras bíblicas desta noite santa, e que os mais velhos irão escutar pela noite dentro, na Vigília Pascal. Uma pequena Bíblia ilustrada fornece-nos as imagens, e todos recordam as histórias já bem conhecidas: A Criação do Mundo, Abraão, Moisés... Por fim, contamos com entusiasmo a história da ressurreição. Que maravilha!

- Agora conto eu, mamã - Diz-me a Sara, tirando-me a Bíblia ilustrada das mãos e sentando-se num banquinho. É a minha vez de escutar com atenção!

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Entretanto, o Canto de Oração vestiu-se de festa: é a Páscoa do Senhor!

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Depois de jantar, reunimo-nos para fazer a nossa "vigília pascal caseira", como todos os anos. Os meninos apressam-se a ir buscar as suas velas batismais e acendem-nas à entrada da sala, para a nossa breve procissão.

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De pé, cantando aleluias, levantamos bem alto as velas acesas dos nossos batismos. A luz que um dia se acendeu dentro de nós ilumina a noite, ilumina a vida, ilumina o mundo...

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Há sempre muita competição para ver quem segura a vela do batismo do Tomás!

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 Depois, ajoelhados, fazemos a Novena da Divina Misericórdia, com especial empenho neste Ano Santo.

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 O Niall e os mais velhos saem para a Vigília Pascal. Os quatro mais novos vão para a cama, e em breve dormem a sono solto, cansados das longas noites da Semana Santa e da muita brincadeira com os primos. A casa fica mergulhada em silêncio...

O silêncio do túmulo vazio.

 

"Porque procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou, como havia dito!" (Lc 24, 5)

 

Amanhã de manhã - muito, muito cedo - acordaremos com o repicar dos sinos, anunciando a visita pascal, que começa às nove horas no início da rua, praticamente em nossa casa. Sim, Ele ressuscitou, não podemos ficar a dormir! Anunciemos por todo o mundo que Ele está vivo, que Ele nos dá a Vida, que n'Ele vivemos para sempre!

Uma Santa Páscoa para todos, todos vós! Aleluia! Aleluia!

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Festa da Fé

por Teresa Power, em 20.01.15

No sábado e no domingo passados, a nossa paróquia celebrou a sua fé numa grande festa, que envolveu pequenos e grandes.

As festas da catequese são, na nossa paróquia, vividas por toda a paróquia e todos os grupos de catequese em conjunto. Assim também a chamada Profissão de Fé, que nós celebramos com solenidade nestes dias.

No sábado, convidámos S. Sebastião, esse grande mártir cristão, numa procissão simbólica pelas ruas da aldeia, para vir celebrar connosco. Entre cânticos e mistérios do rosário, as crianças da catequese e os seus pais trouxeram o andor da sua capela até ao santuário:

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Depois, no santuário, o grupo de crianças que se prepara para a primeira comunhão - entre os quais o David - fez-nos um belíssimo ensinamento sobre o Papa Francisco. A Carla, a catequista, escreveu o texto, depois de ler muito sobre a vida do nosso querido papa, e o João, o catequista da Lúcia, vestiu-se de branco. Os meninos da primeira comunhão fizeram então uma visita imaginária ao vaticano e estavam carregados de perguntas!

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Entretanto, os grupos de catequese juvenis e de preparação para o crisma fizeram a sua reflexão numa outra capela da nossa aldeia: a capela de S. Mateus, onde se venera Santo Amaro. Também ele foi "convidado" para celebrar connosco a fé cristã! Numa caminhada pontuada com oração e cânticos, os jovens trouxeram o andor de Santo Amaro até ao santuário.

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No domingo, na missa, fizemos então a nossa profissão de fé. Os andores de S. Sebastião e de Santo Amaro recordavam-nos que vale a pena viver e morrer por Jesus:

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Depois, ao rezarmos o nosso credo, professando a nossa fé, todos acendemos as velas baptismais:

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Que significa, no mundo de hoje, professar a nossa fé? Que significa realmente dizer "Eu sou Cristão"?

Para muitas famílias das nossas paróquias, infelizmente, ainda não significa muito. Foram muitas as ausências nesta grande festa, talvez porque estava a chover, ou porque a missa foi antecipada meia hora e é difícil levantar cedo ao domingo depois de uma semana inteira de trabalho duro; ou talvez - e esta doi mais... - porque o nosso - o meu - testemunho de crentes ainda não é suficientemente contagiante.

Que significa realmente dizer "Eu sou Cristão"?

Para muitas famílias por esse mundo fora, significa arriscar a vida, como S. Sebastião; significa arriscar ser preso e viver pobre, ver os seus filhos morrer, perder a casa e os bens. Nunca é demais lembrar os milhares de irmãos nossos perseguidos e assassinados nos dias de hoje!

E para mim? Que significado tem acender a vela do meu baptismo e professar o meu Credo?

Faço-me cada vez com mais frequência esta pergunta. Serei verdadeiramente cristã, nos meus gestos, na minha forma de viver, na educação que dou aos meus filhos? Saberei realmente renunciar a cada dia ao meu conforto, aos meus interesses, à minha vaidade e ao meu amor-próprio, para seguir Aquele que deu a vida por mim?

 

"Vim trazer o fogo à terra, e que ânsias até que ele se ateie!"

(Lc 12, 50)

 

Será a chama da minha vela suficientemente forte, para atear à minha volta este fogo luminoso de amor?...

 

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Um baptismo em dia de S. Martinho

por Teresa Power, em 12.11.14

O dia de S. Martinho tem na verdade muitas festas associadas! Para além da festa de S. Martinho, que merece um post à parte, já aqui falei na festa da Ana Maria Javouhey, que foi baptizada a 11 de novembro. Pois bem, cá em casa há ainda uma outra festa: a memória do baptismo da Sara! Foi também no dia de S. Martinho que a Sara, com quase dois meses, foi baptizada. Um dia que recordamos com muito carinho!

Recordo a sensação de estar à porta da Igreja, com a minha filha ao colo, pedindo a Deus e à comunidade cristã licença para entrar... Que emoção, e que experiência profunda de fé! Faz-nos bem tomar consciência de que a fé é um dom, e de que ninguém entra na Igreja de Deus senão através dos irmãos, que nos acolhem, que nos transmitem a fé e que nos ajudam a crescer. Assim, faz-nos bem bater à porta e escutar a voz sonora da comunidade a cantar, e a voz sonora do sacerdote que nos recebe de braços abertos. Disse o Papa Francisco na sua catequese sobre o baptismo:

"O baptismo é um dom que é concedido num contexto de solicitude e de partilha fraterna. Eu não posso baptizar-me sozinho, devo pedir o baptismo a outra pessoa. É um acto de fraternidade, um acto de filiação na Igreja." (8.1.14)

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Como foi bonito, então, caminhar pela igreja dentro com a Sara nos braços, e contemplar os sorrisos nos rostos que se voltavam para nós, em jeito de acolhimento fraterno!

Mais um pouco, e a Sara foi finalmente baptizada. Continua o Papa Francisco a explicar, na sua catequese:

"Com o baptismo, somos imergidos naquela fonte inesgotável de vida que é a morte de Jesus, o maior acto de amor de toda a história; e graças a este amor podemos viver uma vida nova, já não à mercê do mal, do pecado e da morte, mas na comunhão com Deus e com os irmãos."

 

Lembro-me da alegria nova, pura e profunda que senti quando a água se derramou sobre a sua cabecita. Foi verdadeiramente um novo nascimento... De repente, ela já não era minha filha, já não estava dependente da minha história ou do meu pecado, mas era toda de Deus!

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Pensando em mim e na minha natural tendência para o pecado, penso também em todas as mães solteiras, abandonadas, traídas que se abeiram da Igreja de Jesus para poderem baptizar os seus bebés... Penso na alegria que devem sentir ao perceber que, a partir do baptismo, aquele bebé está liberto do peso da história dos seus pais, e renasce como filho muito amado de Deus. Que nada nem ninguém nos impeça de pedir o baptismo para os nossos bebés!

 

Envolta numa veste branca, a Sara foi para todos nós, naquela igreja, sinal do poder santificante da graça de Deus. Como diz o Apocalipse:

 

"Estes são os que vêm da grande tribulação; lavaram as suas túnicas e as branquearam no Sangue do Cordeiro." (Ap 7, 14)

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Perceber que a Sara, tão pequenina, antes de alguma vez ter sequer pecado, foi salva pelo Sangue de Jesus, é profundamente comovente. Jesus não espera que pequemos para nos salvar! Jesus nem sequer espera que sejamos capazes de Lhe agradecer! O baptismo dos bebés, ao não exigir sequer que eles se apercebam do dom que recebem, é talvez o sacramento que melhor exprime a gratuidade do amor divino.

 

Os padrinhos seguraram connosco a vela, símbolo da fé. E desde então, nunca deixaram de acompanhar a Sara na sua descoberta do amor de Deus:

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Nem eles, nem, claro, a avó, comovida como sempre fica em todos os baptismos dos seus netos! E tem razão em se comover: a simplicidade da cena de um baptismo esconde uma verdade tão profunda...

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Ontem, dois anos depois deste belo dia, fizemos festa, seguindo o conselho do nosso Papa Francisco na mesma catequese:

"É importante conhecer o dia em que fui imergido nessa corrente de salvação de Jesus. E permito-me dar-vos um conselho, que é até um dever: hoje em casa, procurai, perguntai a data do baptismo. Conhecer a data do nosso baptismo significa conhecer uma data feliz. Mas o risco de não a saber é o de perder a consciência daquilo que o Senhor fez em nós, a memória do dom que recebemos. Devemos despertar a memória do nosso baptismo."

 

Assim, ontem à noite, para grande surpresa da Sara, colocámos-lhe entre as mãos a vela do seu baptismo, de novo acesa, e cantámos a plenos pulmões, no meio de muitas palmas: "Esta luz pequenina, vou deixá-la brilhar..." Olhem bem para a cara de felicidade:

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Querida Sara, que a luz que seguras entre as mãos brilhe por toda a eternidade, e guie sempre os teus passos! Tu que foste baptizada em Cristo, estás revestida de Cristo! Aleluia! Aleluia!

 

 

 

 

 

 

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Via Sacra na aldeia

por Teresa Power, em 18.04.14

Noite de Sexta-feira Santa. Pelas ruas de Mogofores, acabamos de fazer a Via Sacra, acompanhando Jesus no seu longo caminho da cruz. Claro que a nós não custou nada... A Ele, custou a vida!

A Via Sacra pela noite na aldeia é das mais bonitas manifestações de fé que conheço. As ruas enchem-se de pequeninas velas, e às portas das casas, as famílias aguardam a passagem do Senhor. Cada estação é rezada à porta de uma casa previamente marcada, para que cada família possa preparar um pequeno altar digno deste momento solene. Entre cada estação, cantamos e rezamos, de vela na mão e coração atento...

Deixo-vos esta "foto reportagem" da beleza luminosa da nossa noite santa!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:54

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

por Teresa Power, em 05.04.14

Oração familiar. Depois de deitarmos os três mais novos, partilhamos as leituras da missa do dia com o David, a Clarinha e o Francisco. Nestes dias de quaresma, meditamos no Evangelho de S. João, onde Jesus fala da sua missão aos amigos. E lemos:

 

"As obras que o Pai Me deu para realizar, estas obras que Eu faço, dão testemunho de que o Pai Me enviou. O Pai que Me enviou também dá testemunho de Mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu rosto, nem tendes a sua palavra em vós, pois não credes Naquele que Ele enviou. Sei que não tendes o amor de Deus em vós. Eu vim em nome de meu Pai e não Me recebeis." (Jo 5, 36-38.41-42)

 

- Não percebi nada - disse o David. - Então afinal quem é Deus? É Jesus ou é o Pai?

- É Jesus, é o Pai e ainda é o Espírito Santo - Respondeu a Clarinha.

- Ah, então é por isso que nós dizemos Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?

- Sim, David.

- Mas nós estamos sempre a dizer que só há um Deus!

- Só, porque o Pai, o Filho e o Espírito Santo são o mesmo Deus.

- Como é possível? Não entendo.

- Se entendesses Deus, Ele não seria Deus, porque seria mais pequeno que a tua inteligência - Intervi eu então.

- Vou explicar-te um bocadinho - Disse o Francisco - Vou mostrar-te como a Irmã de Religião e Moral me explicou, há uns anos atrás. Mãe, tens aí três velas?

Fui buscar, e aproveitei para trazer também a máquina fotográfica, para que vocês possam acompanhar a explicação. O Francisco deu uma vela ao David, uma à Clarinha e segurou na terceira. Depois acendeu-as e juntou as chamas, criando uma única chama: a Trindade.

 

 

É porque Deus é Trindade que o amor e a vida são o que são. Eu explico:

É porque Deus é Um, mas contém em Si mesmo três pessoas distintas, que o universo inteiro, tal qual o "conhecemos" hoje, pode ter estado contido numa partícula mais pequena do que um átomo, lá atrás, no início do tempo. Assim me contaram o Francisco e a Clarinha, que gostam imenso de Físico-Química e conversam muitas vezes, à mesa, sobre estes assuntos tão interessantes!

 

É porque Deus é Um, mas ao mesmo tempo Três, que o amor de um casal só se realiza plenamente quando esse amor gera um filho - ou, na impossibilidade de o fazer, se desdobra em gestos de amor para fora do casal, como trabalho de voluntariado. Bem, é porque Deus é Trindade, que existe o próprio amor, a relação entre humanos em que só nos realizamos plenamente na entrega aos outros!

 

E já olharam bem para a chama de cada uma das três velas? O fogo não se esgota por se repartir por várias velas, antes permanece todo em cada uma, como se só ela existisse. Cada vela tem o fogo completo, e quando unidas, a chama continua a estar completa! É porque Deus é Um e é Trino que acontece aquele fenómeno estranho na maternidade e na paternidade: amamos um filho ou amamos dez com a mesma intensidade, com a mesma exclusividade! Quando vejo mães com o legítimo receio - que já foi meu - de terem mais filhos por acharem que não vão ter tempo para eles, costumo dizer: um filho ocupa todo o nosso tempo e todo o nosso coração; dez filhos também! A chama continua individida, esteja ela repartida por uma ou por dez velas!

 

Se Deus não fosse Trindade, não havia nem universo, nem amor...

 

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publicado às 07:48

A Festa da Fé

por Teresa Power, em 20.01.14

Ontem, na nossa paróquia, foi dia da Festa da Fé. Há alguns anos que celebramos a tradicional "Profissão de Fé" com toda a comunidade, e não apenas com um grupo de catequese.Todos precisamos de renovar a nossa fé de forma solene, pelo menos uma vez por ano!

Adultos, jovens e crianças trazem para a missa a sua vela do baptismo, e enquanto rezamos o Credo, todos nos dirigimos ao altar, para acender a nossa vela no círio pascal. Não precisamos de fazer fila, antes caminhamos para o altar com o mesmo passo com que caminhamos na vida, sem ordem nem ritmo. É um momento muito bonito da missa, e o altar enche-se de gente que sobe e desce, que acende a sua vela e, com ela na mão, vai acender as dos seus filhos, dos seus pais, dos seus amigos, ou dos estranhos que, em Jesus, fazem parte da nossa família. 

 

De manhã foi uma grande atrapalhação, para conseguirmos reunir as seis velas de baptismo das crianças. Precisámos de uma pequena mochila para as transportar todas, pois algumas são bem grandes! Depois, na missa, de vela na mão, eles correram alegremente para o altar e espalharam a sua luz por todo o lado:

 

 

 

Uma família cristã define-se em primeiro lugar por ser uma família de baptizados. Nas suas catequeses de quarta-feira, o papa Francisco tem falado nos sacramentos. E recordou algo tão simples como isto: "Não é a mesma coisa um bebé ser baptizado ou não." Realmente, se fosse a mesma coisa, para quê baptizar alguém?

Fico a pensar: quantos cristãos acreditarão realmente no poder do baptismo? Quantos acreditarão que o baptismo muda tudo na nossa vida? Na vida dos nossos bebés tão pequeninos? Ao subir aos céus, Jesus ordenou aos discípulos:

 

"Ide por todo o mundo e baptizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". (Mt 28, 19-20)

 

O santo padre tem mostrado, com os seus gestos, que o baptismo não se recusa a ninguém, pois a ordem de Jesus não tem fronteiras de qualquer espécie. Todos os que são chamados à vida são chamados ao baptismo, sejam filhos de mães solteiras ou de pais que ainda não estão casados pela Igreja. Não podemos deixar de baptizar um filho porque não temos dinheiro para a festa ou porque não conseguimos reunir todos os amigos que desejamos. Não transformemos o baptismo num acontecimento social, pois ele é divino. É preciso ter pressa em pedir o baptismo para os nossos filhos! Ou então não acreditamos verdadeiramente nele...

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publicado às 11:12



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