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Uma praia, umas vasilhas de barro e um retiro

por Teresa Power, em 25.05.15

 

Escrito pelo Francisco:

 

No dia do retiro, eu e a Clarinha acordámos os dois com o mesmo pensamento: “Qual será a atividade que o meu pai preparou para os jovens do retiro?”. Ele arranja sempre cada uma! Nunca sabemos se vamos fazer um estandarte, uma ponte, um mosaico de arroz, uma torre de papel, um boneco de lego… e o mais surpreendente é que há sempre uma ligação entre estas atividades e a palavra de Deus. “O que será desta vez?”

Depois da missa, o Niall reuniu os jovens e, feitas as apresentações, dirigimo-nos para o mar, uma praia a 200 metros da casa do retiro. Realmente, com aquele espaço fantástico, aquele sol acolhedor, aquele bater das ondas nas rochas, a praia é o melhor sítio para fazer seja o que for! Portanto foi nas dunas, sob a sombra natural das árvores que nos rodeavam, que tivemos o nosso ensinamento da manhã, a partir do livro da minha mãe, Os Mistérios da Fé.

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O tema era… vasilhas!? Sim, começámos por meditar na passagem do Antigo Testamento que conta como uma viúva, vendo que lhe seriam tirados os filhos para se fazerem escravos se ela não pagasse uma certa quantia de dinheiro, foi ter com o profeta Eliseu a pedir ajuda. O profeta disse-lhe para pegar na única vasilha de azeite que ela tinha em casa e com ela encher todas as vasilhas que conseguisse encontrar. A mulher teve fé e assim fez. E o azeite multiplicou-se de modo a encher todas as vasilhas, que ela depois vendeu, podendo assim libertar os filhos. (2Rs 4, 1-7)

Tal como a maior parte das histórias do Antigo Testamento, esta história tem um paralelismo no Novo Testamento que nos é bem familiar: As Bodas de Caná! Foi à volta destas duas histórias, ambas envolvendo muita fé e vasilhas, que fizemos a nossa reflexão. Vimos que, tal como a viúva teve que dar o seu pouco e insignificante azeite e os criados nas Bodas de Caná tiveram que encher as talhas com a insignificante água, nós também temos que colocar os nossos dons, sofrimento, alegrias na nossa “vasilha” e oferece-la a Deus, para Deus os fazer render, valer muito mais. Por muito que façamos de bom, por muitos sacrifícios que façamos, se não oferecermos tudo a Deus, de nada nos vale. O importante é a união com Ele, que podemos viver todos os dias e lembrar na oração: "Nós, Jesus!"

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Para complementar toda esta reflexão, o meu pai sugeriu que construíssemos nós próprios as nossas vasilhas com barro (fiquei a perceber porque é que a mala que trouxemos estava tão pesada…). Acima eu disse que a praia é o melhor sítio para fazer seja o que for. Bem, eu estava errado, a praia é o pior sitio para fazer alguma coisa com barro! Foi um verdadeiro desafio, e muito divertido, fazer vasilhas de barro sem deixar a areia estragar tudo, sem deixar que a maré, que estava a subir, encharcasse os nossos sapatos…

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No final fizemos uma oração em silêncio, pedindo a Deus que fizesse as nossas “vasilhas” render.
Da parte da tarde continuámos as construções de barro e fomos passear pela praia, onde aproveitamos para rezar em voz alta, contra o vento…

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“Valeu a pena? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena!” (Fernando Pessoa)

Sim, este dia valeu mesmo a pena, como todos os retiros. Muita reflexão, muita diversão, e voltamos para casa sempre mais alegres e com uma fé maior, com as nossas "vasilhas" a transbordar!

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2 comentários

De Joana a 25.05.2015 às 12:15

Um testemunho muito bonito que me emocionou. :) Obrigada pela partilha, Francisco!

De Helena Le Blanc a 26.05.2015 às 07:07

Gostei muito da partilha! Obrigada Francisco!

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