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Pulseiras, cromos, cubos - e o fogo de Jesus

por Teresa Power, em 21.05.14

É impressionante a rapidez e eficácia com que as diferentes modas de brincadeiras infantis pegam! Cromos, cubos mágicos, pulseiras de elásticos... Um dia, os nossos filhos ouvem falar que os primos de Barcelona fazem pulseiras de elásticos; no dia seguinte, são eles que chegam a casa com a ordem: "Tens de comprar uma caixa de elásticos para eu fazer pulseiras! Toda a escola tem, menos eu!"

 

 

 

Qual é o segredo? Qual será a técnica? Acho que nem Jesus conhece... Ele também comentou:

 

"Vim trazer o fogo à Terra, e que ânsias enquanto ele não se ateia!" (Lc 12, 49)

 

Há dois mil anos que Jesus morreu por nós, há dois mil anos que os Apóstolos pregaram a sua ressurreição, e o fogo ainda não alastrou pelo globo inteiro! Muitos cristãos sentem a solidão de viverem sozinhos a fé em Jesus. Quantos de vocês já me escreveram para o mail ou deixaram um comentário a desabafar a dificuldade de viver a fé num mundo hostil! A sociedade onde nos inserimos parece madeira molhada, que nada consegue incendiar. Vale-nos o domingo, o dia da comunidade, que Jesus instituiu já a pensar na necessidade que temos de partilhar a nossa fé, a nossa alegria e a nossa esperança.

Mas às vezes precisamos de mais. Precisamos de nos contagiar uns aos outros com "modas" cristãs, aprendendo com as crianças esta capacidade fantástica de passar o "facho olímpico" de escola para escola, de terra para terra. É um pouco o que este blogue pretende fazer! Que a "moda" - com dois mil anos - de levar a Palavra de Deus à vida e a vida à Palavra de Deus possa tocar as nossas vidas e atear em nós o Fogo de Jesus!

Mas ainda temos outra forma de provocar um incêndio divino: encontrarmo-nos, vindos de vários lugares, de vários percursos de vida, de várias vivências, para juntos partilharmos o amor de Jesus. Depois, com o coração em chamas, poderemos incendiar a nossa vida e a vida de quantos nos rodeiam...

É este o desafio do retiro que vos propomos. Já se inscreveram?...

 

 

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publicado às 06:50

Um sonho lindo

por Teresa Power, em 20.05.14

Na manhã seguinte ao funeral do Tomás, o pequeno Francisco entrou de rompante no nosso quarto. Vinha com um sorriso luminoso, tão diferente das lágrimas que durante todo o dia anterior lhe marcavam as faces.

- Mamã, tive um sonho lindo! - Exclamou.

- Então? Conta!

- Foi um sonho com muitas cores. Um sonho muito verdadeiro. Parecia mesmo a sério! Tu estavas igual, eu estava igual, todos estávamos iguais, mesmo verdadeiros. Tu estavas sentada aqui, na tua cama, e tinhas o Tomás ao colo. Mas não estavas triste! Estavas a rir à gargalhada, muito, muito feliz. E o Tomás estava a bater palminhas e a rir também à gargalhada. E então eu entrei no quarto e tu disseste-me: "Olha, Francisco, o Tomás está curado! E nunca, nunca mais vai ficar doente!" E todos saltámos de alegria, e tu abraçavas-nos a todos...

Mais tarde, o Francisco repetiu o sonho ao pai e à Clarinha; depois à avó. E se lhe perguntarmos hoje como foi aquele sonho, ele repete-o da mesma forma e com a mesma clareza.

O sonho do Francisco foi muito mais do que um sonho; foi uma mensagem de Deus! O Francisco andava muito triste e não percebia bem o que se passara com o seu irmãozinho. Aquele sonho foi a forma de Deus lhe explicar, com imagens simples e acessíveis à sua mentalidade infantil, o que é o céu.

 

Vale a pena transcrever aqui o testemunho de Gianna Molla, a mãe santa que, aos 39 anos de idade, deu a vida para que a criança que trazia no ventre pudesse viver. Na véspera da sua morte, num sofrimento atroz, Gianna teve uma visão muito semelhante à do Francisco. O marido conta assim:

 

"Na quarta-feira de manhã, com uma serenidade tão suave que me parecia quase ultraterrena, Gianna disse-me: «Pietro, agora estou curada. Pietro, eu já estava do lado de lá; se tu soubesses o que vi! Um dia to direi. Mas, como nós éramos demasiado felizes, estávamos demasiado bem com os nossos meninos maravilhosos, cheios de saúde e de graça, com todas as bênçãos do Céu, mandaram-me cá para baixo para ainda sofrer, porque não é justo apresentar-se ao Senhor sem muitos sofrimentos» Foram as últimas palavras que me dirigiu." (Santa Gianna Beretta Molla, O Amor Maior, Edições Paulinas, página 168)

 

O sonho do Francisco e a visão de Gianna dão-nos uma imagem do céu muito diferente daquela que geralmente temos, com anjinhos a cantar glórias. O céu, Francisco, é uma família a rir à gargalhada! O céu é uma criança curada de todas as suas chagas! No céu, encontrarmo-nos-emos todos num amor maior, e os laços de ternura que construímos aqui serão fios de luz a ligar-nos uns aos outros e a brilhar como estrelas! No céu, diz o Apocalipse,

 

"Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor." (Ap 21, 4)

 

Se acreditamos nisto, e se eu acredito no sonho do meu filho mais velho, então o tempo que o Tomás não teve, as brincadeiras que o Tomás não brincou, os beijos, as palavras, o amor que o Tomás não conheceu, não estão perdidos para sempre. De uma forma misteriosa, que agora não entendemos, tudo será recuperado, vivido e transfigurado. Porque em Deus, tudo existe eternamente... Ah, o céu! Que maravilha, pensar de vez em quando naquilo que Deus preparou para nós...

 


 (última foto do Tomás antes de adoecer - Natal de 2005)

                              A Deus, Tomás!

 

 

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publicado às 08:33

"Não chores, se me amas"

por Teresa Power, em 19.05.14

Faz hoje oito anos que o Tomás partiu para o céu, com dezassete meses apenas.

Uma semana antes, no hospital, a Dra Alice dera-me a terrível notícia: a quimioterapia e a operação à cabeça não tinham resultado. O tumor não parava de crescer. Não havia mais nada a fazer senão esperar pela morte. Decidi então tirar de imediato o Tomás do hospital e levá-lo para casa, onde ele poderia morrer no aconchego da sua família. As enfermeiras ensinaram-nos, ao Niall e a mim, a administrar os soros e a medicação ao Tomás, e no dia 13 de Maio, a nossa pequena família teve a alegria de se reunir de novo sob o mesmo tecto - mesmo que apenas por poucos dias.

Durante aquela semana, perguntava-me com frequência: "Como será quando ele morrer? Terei medo? Serei capaz de aguentar?" Nessa noite, deitado na sua caminha de grades, o Tomás tinha estado muito inquieto, como sempre. O Niall cuidara dele a noite inteira, pois eu, grávida de cinco meses, tinha dificuldade em me levantar para o acarinhar. Mesmo assim, ainda lhe aplicara um supositório de ben-u-ron pelas cinco horas da manhã. E depois, ele acalmara. Quando acordei, por volta das sete horas, estranhei ter estado duas horas seguidas a dormir, e dirigi-me imediatamente para a sua caminha. Ele estava imóvel, de barriga para cima, com um rosto sereno. Coloquei suavemente a minha mão no seu rosto, afagando-o com jeitinho para não o acordar. Mas não havia perigo de o fazer... Nesse instante, o Francisco, com sete anos, entrou no nosso quarto e dirigiu-se também para o berço:

- Mamã, o Tomás dormiu bem? - Perguntou.

- Sim, Frankie, o Tomás está bem... - Respondi.

- Ele ainda está a dormir?

- Não, Frankie... Acho que... Parece-me que não está a respirar...

Coloquei a cabeça sobre o seu peito, para sentir a sua respiração. Depois levantei-me de novo:

- Acho que o Tomás já está no céu!

 

A morte tornou-se de repente tão simples, tão fácil, tão serena! O medo desfez-se como uma bola de sabão e os gestos que se seguiram - retirar os tubos e as agulhas, desligar as máquinas, lavar, vestir o Tomás - surgiram espontâneos. Nem as lágrimas, nem as explicações dadas aos pequeninos, nem os abraços, nem as visitas perturbaram a paz daquele momento belíssimo. Na minha mente, imaginava o alívio que o Tomás deve ter experimentado ao sentir o seu espírito elevar-se devagarinho do seu corpo ferido... Terá olhado para trás, para o pai e a mãe que dormitavam ao lado da sua caminha? Creio que sim. Mas Deus chamava-o com um amor impossível de resistir. Como a borboleta abandonando o casulo, o Tomás apressou-se a voar para os braços do Pai.

 

O corpinho do Tomás permaneceu na sua caminha, ao lado da nossa, durante todo aquele dia e durante a noite seguinte. Na manhã do dia 20, levantámo-lo finalmente do seu berço e colocámo-lo dentro de um caixão pequenino e branco, com o seu peluche. Depois fomos juntos até à igreja onde o Tomás fora baptizado, na Praia da Barra, que já estava cheia de crianças. Eram os amiguinhos do Francisco e da Clarinha que não os quiseram abandonar nesse dia tão difícil. A seu lado, vários professores, educadoras e irmãs do Colégio e do Centro Social S. José de Cluny. E a catequista do Francisco. E os nossos familiares, amigos e colegas. Em acção de graças, no fim do funeral, pedi à Isabel que lesse o texto belíssimo de Santo Agostinho, que ainda hoje trago sempre na carteira para me amparar quando tenho saudades:

 

"Se conhecesses o mistério imenso do Céu onde agora vivo, este horizonte sem fim, esta luz que tudo reveste e penetra, não chorarias, se me amas!

Estou já absorvido no encanto de Deus, na sua infindável beleza.

Permanece em mim o teu amor, uma enorme ternura que nem tu consegues imaginar.

Vivo numa alegria puríssima.

Nas angústias do tempo, pensa nesta Casa onde um dia estaremos reunidos para além da morte, matando a sede na fonte inesgotável da alegria e do amor infinito.

Não chores, se verdadeiramente me amas!"

 

E S. Paulo acrescenta:

"Nem olho viu, nem ouvido ouviu, nem o coração do homem pressentiu, isso que Deus preparou para aqueles que O amam!" (1Cor 2, 9)

 

No final da missa, largámos balões...

 

Querido Tomás, tu partiste, mas não foste para longe... A cada domingo, na missa, sei que estás diante do altar, ajoelhado em adoração com uma multidão de anjos e santos, no momento em que o sacerdote consagra o pão e o vinho e Jesus Se torna presente entre nós, trazendo consigo todo o céu. Estás ao meu lado quando todos os teus irmãos se vão embora para a escola e para as suas actividades, e continuarás a meu lado quando eles saírem de casa para construírem as suas vidas. Estás ao lado do Francisco quando ele salta obstáculos com o cavalo e ao lado da Clarinha quando ela faz um mortal em ginástica artística. Sorris para os teus manos mais novos, que nunca chegaste a conhecer na Terra, mas que aguardas com expectativa no céu para uma brincadeira que não terá fim.

Tomás, reza por nós! Ámen.

 

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publicado às 07:11

Retiro

por Teresa Power, em 18.05.14

Sei que há por aí muitas famílias cheias de histórias para partilhar com a Família Power... Sei que há por aí crianças e jovens que gostam das nossas canções e dos disparates que os meninos fazem... Sei que há por aí papás e mamãs com vontade de partilhar a sua fé e de fazer uma experiência de amor e de vida divinos em família... Sei que há jovens ainda solteiros que lêem este blogue e sonham construir uma família cristã, com pontos comuns com a Família Power... E sei que há quem esteja desejoso de ver um espectáculo de ilusionismo gratuito e muito divertido, feito pelo Francisco. Sei, porque já mo disseram, para o mail ou nos comentários a este blogue.

ENTÃO DE QUE ESTÃO À ESPERA?????

No próximo sábado têm a oportunidade de fazer uma experiência única de encontro com o Senhor, em família e através da família. Também podem vir sozinhos, naturalmente! O Niall tem actividades muito divertidas pensadas para os jovens, a Vera, a São e a Lurdes têm um dia fabuloso pensado para os mais pequeninos... Os jovens mais velhos, talvez a partir dos dezoito anos, e os adultos, farão o retiro em conjunto.

ATREVAM-SE!

Pelas inscrições que já temos, vamos ter um bebé com apenas um mês a fazer o retiro... e vamos ter uma jovem de dezassete anos. Vamos ter famílias com três filhos, com dois, com um. Vamos estar lá nós.

Se sentem no vosso coração alguma coisa a dizer: "É por aqui", venham! Tirámos o dia para estar convosco... Mas acima de tudo, Jesus tirou o dia para estar convosco! O retiro não somos nós que o fazemos - é o Senhor. E podem ter a certeza que Ele já Se inscreveu!

Assim, não venham para conhecer a Família Power, pois irão ficar desiludidos. Venham para se encontrarem com o Senhor. E Ele fará maravilhas! Tenho a certeza de uma coisa: não irão regressar a casa iguais. Pois sempre que nos encontramos com o Senhor, saímos transformados. Está contado em todas as histórias do Evangelho!

VÁ LÁ, CLIQUEM AQUI E INSCREVAM-SE AGORA!

 

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publicado às 18:20

O mar

por Teresa Power, em 18.05.14

As manhãs mornas e azuis de primavera despertam em nós a vontade de brincar na praia. Enquanto não chegam as férias grandes para o podermos fazer todos os dias, saboreamos as manhãs de sábado com especial intensidade! Acordamos cedo, arrumamos o que podemos em casa - quando todos ajudam, o trabalho faz-se depressa - e antes das nove horas já estamos a caminho. Trinta quilómetros, trinta minutos nos separam do mar...

Como não cabemos todos no monovolume (os carros de nove lugares são caríssimos, pelo que continuamos com um carro de sete, embora sejamos oito), temos de viajar em dois carros. Às vezes levamos os Walkie-talkies para podermos ir conversando inter-carros, o que torna tudo bem mais divertido (traduza-se "confuso" e "barulhento" em linguagem de adulto).

Durante a viagem, rezamos sempre o terço. Às vezes também contamos histórias da Bíblia. Depois, rimos, cantamos e conversamos. E finalmente, a praia!

 

Enquanto o David, a Lúcia e o António gritam de alegria aos pulos na água, a Sara prefere agarrar a mão do pai - afinal é a primeira vez este ano que está perante a imensidão das ondas...

 

 

 

A ginástica dá à Clarinha a sensação de voar...

A Clarinha, sempre disponível, esforça-se por ajudar a Sara a disfrutar da areia. E o Francisco? A única foto que conseguimos dele é esta... Não o estão a reconhecer, um tracinho ao longe, sobre as rochas? Dificilmente conseguiremos uma foto mais perto!

 

Por que razão gosto tanto, tanto de ir à praia com os meus filhos? Por causa dos gritinhos de alegria, das corridas na areia, das brincadeiras na água, dos castelos, da ginástica, da escalada nas rochas, das conchas. Gosto da praia de manhã, quando a areia é (quase) só nossa, e às vezes, as gaivotas ainda saltitam à beira-mar. Gosto do silêncio, quebrado apenas pelo bater das ondas. Gosto da sensação de ter, diante de mim, todo o tempo do mundo (e são apenas três as horas que ali passamos no dia, seja ao sábado, seja no verão...). Gosto desta sensação de estarmos, as crianças e os seus papás, plenamente concentrados no momento presente.

Acima de tudo, gosto de me sentir muito pequenina na imensidão da Criação, simples criatura entre as criaturas de Deus. Como o salmista, também me descubro a rezar:

 

"Quando contemplo os céus, obra das tuas mãos,

a lua e as estrelas que Tu criaste;

que é o homem para com ele te preocupares?

Quase fizeste dele um ser divino;

de glória e de honra o coroaste.

Ó Senhor, nosso Deus,

como é admirável o teu nome em toda a terra!" (Sl 8)

 

Poucas coisas nos libertam tanto do medo, da agitação, da tristeza e do cansaço como o louvor, essa oração gratuita de gratidão pelo simples facto de sermos criaturas nas mãos do Amor.

 

"Quando contemplo o mar, obra das tuas mãos,

quando contemplo os meus filhos felizes,

- obras das tuas mãos -,

quem sou eu, para comigo te preocupares?

Quase fizeste de mim um ser divino

- tal a alegria que experimento;

de felicidade me coroaste..."

 

 

 

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publicado às 08:40

Irmãos na alegria - e na dor também!

por Teresa Power, em 17.05.14

Na semana passada, quando cheguei ao Centro Social S. José de Cluny para buscar os três mais novos, a educadora do António tinha uma história para contar:

 

Nessa tarde, no refeitório à hora do lanche, a Sara demorara um pouco mais de tempo a comer o pão, e consequentemente, ficara sentadinha na sua cadeira já depois dos seus pequenos amigos terem ido brincar. Da sua mesa, o António observava a irmã, e ao vê-la sozinha na "mesa dos bebés", a inquietação começou a crescer dentro dele. Quando a educadora levou os meninos da sala do António para o recreio, o António recusou-se a brincar, pois a sua maninha estava sozinha a lanchar! E, sentado num canto, ali ficou muito triste. Passaram-se uns dez minutos, e por fim, a educadora lembrou-se de pedir à educadora da Sara que viesse por favor mostrar ao António a sua mana. A Sara, sorridente, já tinha acabado o lanche há algum tempo e estava bem mais feliz do que o António! Só então ele se decidiu ir brincar.

 

Escutando aquela história do António, pensei na imagem do Corpo Místico que S. Paulo nos dá:

 

"Pois como o corpo é só um e tem muitos membros, assim também Cristo.

Se o pé dissesse: "Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo", nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. Não pode o olho dizer à mão: "Não tenho necessidade de ti"..." (1Cor 12)

 

Seguindo esta mesma imagem, quando qualquer parte do nosso corpo está magoada, é o corpo inteiro que sofre. Um só espinho cravado no dedo mindinho é suficiente para que o mal-estar seja geral!

Se a Sara está triste, a alegria do António não pode ser completa, pois são membros de um mesmo corpo: a família.

 

No início do mês, as estradas de Portugal encheram-se de gente que caminhava até Fátima, cantando, rezando - e fazendo bolhas e feridas nos pés e nas pernas. Para quê tanto sacrifício, perguntam alguns. Deus não exige o sofrimento! Que razões apontam os cristãos para a dor desnecessária, isto é, aquela que não advém da doença, da vida, da morte, mas que é escolhida propositadamente para ser oferecida?

 

Em Fátima, o Anjo de Portugal falou assim aos pastorinhos:

 

"Orai, orai muito. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.

- Como nos havemos de sacrificar?

- De tudo o que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em acto de reparação pelos pecados e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim, sobre a vossa pátria, a paz. Sobretudo, aceitai o sofrimento que o Senhor vos enviar."

(Memórias da Irmã Lúcia I, p. 57)

 

A partir desse dia, conta-nos a Lúcia, os pastorinhos aproveitavam todas as ocasiões para oferecer uma linda prenda ao Senhor: privavam-se de alimento, adiavam a água nos dias de calor, ajoelhavam nas pedras duras. 

Somos membros do mesmo corpo: a família humana, a família de Deus. E se o meu irmão sofre de fome, ou está doente, ou é agredido, ou vive no meio da guerra, ou é escravo do vício e de toda a espécie de maldade, então eu preciso de partilhar um pouquinho da sua dor. Como o António em relação à Sara, preciso de experimentar um pouquinho de desconforto para que me possa sentir solidário com quem quero amar.

 

Mas o mais belo disto tudo é a imensa generosidade de Deus: nada do que eu Lhe oferecer, nada do que eu sofrer, é em vão. Se eu entregar a Deus a dor dos meus pés caminhantes; se eu Lhe oferecer o chocolate que não comi; se eu Lhe der o copo de água que adiei, se Lhe entregar a minha dor de cabeça, a minha desilusão, o meu fracasso, a minha falta de dinheiro, a minha doença, Deus pegará carinhosamente nestas pequenas prendas e, com elas, aliviará a dor de algum irmão que não conheço. A minha pequena renúncia converter-se-á para ele em salvação. A oração e o sacrifício de três crianças pode atraír a paz sobre um país? O Anjo de Portugal assegurou-nos que sim. O que não fará a oração e o sacrifício de todo o povo cristão!

 

Que mistério imenso esconde Deus, para assim querer necessitar da nossa solidariedade espiritual? Esse mistério chama-se gratidão: como um bom pai de família, Deus quer que os seus filhos estejam ligados por laços de gratidão uns para com os outros, para assim se amarem de verdade. No céu, vou encontrar-me com todos aqueles que, pela sua oração e sacrifício - sem disso terem consciência - me permitiram conhecer e amar Jesus. Que surpresas iremos ter, ao descobrir a quem devemos a nossa felicidade! E que grande festa faremos então!

 

 

 

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publicado às 07:30

Exames e Estudo do Meio

por Teresa Power, em 16.05.14

- David, precisas de ajuda com os trabalhos de casa?

- Não! Hoje os T.P.C. não são importantes.

- Ai não? E pode-se saber porquê?

- Porque é só Estudo do Meio.

- E por que razão Estudo do Meio não é importante?

- Porque não sai no exame, claro!

 

Não pretendo discutir neste blogue a necessidade dos exames - no caso do David nem sequer é exame, mas "apenas" Prova de Aferição -, a questão da avaliação dos professores ou da avaliação dos alunos. Como professora e como mãe, sei que a avaliação é importante e que a exigência é necessária para o sucesso. Sou uma professora exigente (pelo menos tenho fama disso) e sou uma mãe exigente também.

A questão que me preocupa é bem mais profunda: traduzir a aprendizagem em notas de exame - ou em A, B, C ou D - quando se tem sete anos, que marcas irá deixar nestes pequenos aprendentes? Se aos sete anos eu estudo "o que sai no exame" e não me preocupo em estudar o que me acorda a curiosidade; se aos sete anos eu não tenho tempo para estudar como nascem as borboletas ou como crescem as sementes "porque não sai no exame"; se aos sete anos eu corro o risco de ver numa pauta pública decidido que sou uma criança burra ou uma criança inteligente; se aos sete anos, ainda mal entrado na escola, eu já vou ficar a saber o que os professores pensam das minhas capacidades mentais, que relação irei desenvolver com a escola e, sobretudo, com o conhecimento e a sabedoria?

 

David, o mais importante da vida não sai no exame. David, a matemática e o português valem a pena porque nos abrem as portas para a descoberta fantástica do universo que Deus criou; mas o Deus que criou o universo é bem mais importante! David, ter boas notas no exame é bom; mas saber os conteúdos de Estudo do Meio é igualmente bom; e conhecer as histórias da Bíblia, que todas as noites escutamos antes de dormir, é igualmente bom; e aprender a utilizar a chave de fendas e os parafusos - sim, David, este verão vais aprender, como o Francisco aprendeu com a tua idade - é igualmente bom. David, eu não quero que tenhas a nota máxima no exame - quero que tenhas a tua nota máxima, como recompensa por teres dado o teu melhor. Deus entregou-te um determinado número de talentos, e cabe-te a ti, e só a ti, fazê-los render - e tanto faz render o que, tendo recebido dois, apresenta quatro, como o que, tendo recebido cinco, apresenta dez, não é verdade?

 

Mas mais importante do que tudo, David, mais importante do que qualquer escola ou qualquer exame, é o amor.

Como S. Paulo nos ensinou:

 

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,

se não tiver amor, sou como um bronze que soa

ou um címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom da profecia

e conheça todos os mistérios e toda a ciência,

ainda que eu tenha tão grande fé

que transporte montanhas,

se não tiver amor, nada sou..." (1Cor 13, 1-2)

 

David, para tu descobrires esta imensa verdade agora, aos sete anos, e não apenas no fim da vida, quando já não te puder ser útil,  é importante que a escola promova estas palavras; é importante que o professor não se deixe esmagar pelo peso injusto de ter de provar alguma coisa a alguém, através dos teus resultados; mas acima de tudo, é importante que a tua família  te revele este amor, não se deixando contaminar pela febre dos exames.

Agora, David, prepara a mochila para amanhã e vai lá para fora brincar. O sol brilha, a terra está quente, o universo inteiro chama por ti... não ouves?

 

 

 

 

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publicado às 08:43

Nossa Senhora do Bom Conselho

por Teresa Power, em 15.05.14

Quando nos vieram visitar, os jovens do Monte Horeb e os seus fantásticos animadores, a Paula e o irmão Guillermo, do Colégio de La Salle ofereceram-nos uma belíssima imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho. A imagem é tão linda, tão linda, que não me sai do pensamento. O Niall, o Francisco e a Clarinha fartam-se de rir cada vez que me vêem parada diante dela, entronizada à entrada da nossa casa. Realmente, não consigo passar diante deste imagem de Maria com o seu Menino sem a contemplar e lhe dirigir a minha oração. Ora vejam lá se não tenho razão:

 

E agora contemplem o pormenor dos rostos... Deixem-se tocar pelo amor que circula entre Mãe e Filho:

 

Que paz, que serenidade! Jesus pressiona a sua carinha suavemente contra a face materna de Maria, ao mesmo tempo que olha para o céu, como que agradecendo ao Pai a Mãe extraordinária que Lhe deu.

 

 

E Maria, olhando para baixo, olhando para cada um de nós, desafia-nos a confiar sem limites. O nosso Salvador é o bebé que Ela segura nos braços e que a envolve em carinho; o que havemos de temer? Como podemos resistir-lhe? Como podemos ficar indiferentes a tanto amor? A ternura de Maria e de Jesus Menino é verdadeiramente inspiradora para a nossa vida familiar. Afinal, Maria é tão parecida com qualquer outra mãe, agradecida pelo dom de seu filho, e Jesus faz-me lembrar a minha Sara! Deus fez-Se realmente "Carne da nossa carne, Osso dos nossos Ossos" (Gen 2, 23), para que cada um de nós possa ser "imagem e semelhança" da Trindade (Gen 1, 26). Que mistério!

 

Esta bela imagem é uma réplica da imagem da igreja do Mosteiro de Bujedo, em Espanha. Esta escultura foi terminada em 1942 e é possivelmente a única escultura entronizada no mundo da imagem miraculosa da Virgem de Genazzano, a Mãe do Bom Conselho. Eu não conhecia a história e procurei informar-me. Meu Deus, há tantas histórias maravilhosas da nossa fé que desconhecemos! Fiquei simplesmente encantada...

A imagem original de Nossa Senhora do Bom Conselho estava exposta numa igreja da Albânia, em Scutari. Em 1467, esta cidade foi conquistada pelos turcos muçulmanos. Foi então que o milagre se deu, tendo sido testemunhado por populações inteiras tanto na Albânia, como em Itália, e reconhecido como autêntico por vários papas, entre os quais, João Paulo II: a imagem foi miraculosamente envolta em nuvens de luz e transportada da pequena igreja de Scutari para uma igreja em reconstrução em Genazzano, Itália. Esta igreja foi mais tarde elevada à condição de Basílica Menor, e nela podemos confirmar o milagre permanente desta imagem, que continua exposta à veneração dos fiéis sem que nada a suporte ou a segure à parede da igreja. As graças atribuídas a Nossa Senhora do Bom Conselho não páram de crescer!

Em 1993, João Paulo II visitou a Albânia e, como presente, ofereceu à igreja de Scutari uma réplica da imagem que de lá partira no dia 25 de abril de 1467, confirmando assim a história do milagre de Genezzano.

 

A humildade de Nossa Senhora é tão grande, que Ela conseguiu esconder-se dos nossos olhos até nas Escrituras Sagradas! De facto, os evangelhos falam muito pouco da nossa Mãe... Mas Deus tinha reservado para os cristãos este presente imenso: tornar Maria conhecida ao longo de toda a História, para que a possamos amar e, amando, receber das suas mãos imaculadas o seu Filho Jesus.

 

Agora, a imagem da Virgem do Bom Conselho está em minha casa, para que eu nunca me esqueça de a invocar, de a louvar e de a imitar... A ela entrego hoje, dia 15 de maio, as famílias do mundo inteiro, para que Maria sempre seja a sua conselheira.

 

E por falar no dia mundial das famílias... Que tal inscreverem-se no retiro de famílias? Ainda temos espaço para muitas inscrições!

 

 

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publicado às 07:07

Monte Horeb

por Teresa Power, em 14.05.14

Há alguns tempos atrás, uma leitora deste blogue contactou-nos no sentido de poder proporcionar um encontro entre a nossa família e um grupo de jovens minhotos em caminhada vocacional. Aceitámos o desafio e, no domingo, descobrimos o Monte Horeb.

A experiência Monte Horeb foi introduzida em Portugal pelos Irmãos de La Salle, em Barcelos. Durante um ano, os jovens adultos participantes são acompanhados de forma muito especial na descoberta da sua vocação. Para além de encontros mensais, fazem experiências de retiro e contactam com pessoas de diversas vocações, para melhor as conhecerem. Este ano, são sete os jovens em caminhada, e através da Paula, professora no Colégio de La Salle, tivémos o prazer de os conhecer.

 

Que grupo tão bonito! A sua alegria, simplicidade e verdade foram verdadeiramente contagiantes. Juntos, participámos na eucaristia paroquial, às 10h. A minha experiência de retiros tem-me ensinado que as pessoas mais pontuais são os que vêm de mais longe, e este domingo não foi excepção. Os nossos novos amigos minhotos chegaram à Eucaristia a tempo do ensaio de cânticos!

Depois, encontrámo-nos no parque das merendas para um alegre convívio, onde demos testemunho da nossa vocação familiar e partilhámos o ideal das Famílias de Caná. O Francisco e a Clarinha também deram o seu testemunho de adolescentes cristãos, expressando a sua alegria e a sua fé. Para mim, mãe, foi bonito escutá-los a responder com tanta simplicidade às perguntas dos jovens!

Naturalmente que não faltou uma curta sessão de ilusionismo, que nos fez a todos rir até às lágrimas. No retiro, está desde já prometida uma sessão mais longa!

Por fim, terminámos o nosso encontro rezando juntos no Santuário. Cantámos, dançámos, louvámos o Senhor em voz alta, meditámos o terço. E Deus, que faz maravilhas quando Lhe abrimos o coração e lhe oferecemos o nosso tempo, recompensou-nos generosamente com a sua alegria e a sua paz!

 

 


 

Quando nos propusémos a escrever este blogue, deixámos registada a nossa vontade de partilhar com outros cristãos a alegria da fé e do amor de Jesus. E na verdade, tem sido muito bonito ver como Deus actua através deste nosso blogue para aproximar os seus filhos uns dos outros em oração sincera. Só Ele tem poder para agir assim nos corações! 

Que este dia de oração e partilha dê frutos abundantes nestes jovens e seja também, para muitos outros jovens que nos lêem, um desafio à escuta sincera da voz do Senhor. Aliás, como Elias no monte Horeb, para onde o Senhor o desafiara a caminhar:

 

"Tendo chegado ao Horeb, Elias passou a noite numa caverna. (...) O Senhor disse-lhe então: «Sai e mantem-te neste monte; eis que o Senhor vai passar!» Nesse momento, passou por ali um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, tremeu a terra. Passou o tremor de terra e ateou-se um fogo; mas nem no fogo se encontrava o Senhor. Depois ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave. Ao ouvi-lo, Elias cobriu o rosto com um manto, saiu e pôs-se à entrada da caverna." (1Rs 19, 9-13)

 

Que as palavras trocadas e os laços nascidos através deste blogue possam ser como o murmúrio de uma brisa suave, ecoando a voz do Senhor...

 

 

 

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publicado às 07:13

A Barbie e Maria de Nazaré

por Teresa Power, em 13.05.14

A Lúcia recebeu uma Barbie na sua última festa de anos. Foi uma amiga muito querida que lha deu, e que a escolheu com carinho na loja. Assim, a prenda foi recebida com alegria e, pela primeira vez na sua curta vida, a Lúcia teve uma Barbie. Como qualquer menina de cinco anos, ficou delirante!

Acontece que a Barbie não é apenas uma boneca: a Barbie é uma antropologia. Ela foi pensada para fazer passar uma imagem bem definida de mulher. A Barbie não é uma criança, mas uma mulher adulta jovem, com o corpo delgado, o peito grande e bem desenhado, os cabelos longos e belos, o olhar sedutor. A Barbie usa saltos altos, carteira, óculos escuros e maquilhagem. A Barbie está sempre na moda. A Barbie é elegante. A Barbie é bonita. A Barbie é magra. A Barbie é uma super-modelo, desfilando nas passerelles da imaginação.

 

Durante uns tempos, a Lúcia brincou com a sua Barbie, embora nunca sabendo muito bem o que fazer com ela. Não lhe podia mudar a fralda nem dar o biberão, como ao nenuco; não podia sentá-la na "escola" e ensiná-la a desenhar, como à "Mariana", uma boneca com a aparência de uma criança de dez anos; não podia abracá-la e dormir com ela, como faz com a sua boneca de pano.

Da minha parte, nunca a proibi de brincar com a Barbie. Ela foi-lhe oferecida com carinho e quero que a Lúcia aprenda a reconhecer o afecto de quem dá, mais do que o valor do objecto em si mesmo.

Contudo, também nunca a encorajei. Sempre que brincava com a Lúcia, dizia-lhe que gostava mais de brincar com o nenuco e as outras bonecas, pois eram mais divertidas e podíamos fazer mais coisas com elas. Na verdade, que necessidade tem uma criança de cinco anos de brincar com uma boneca adulta? Como funciona, em termos psicológicos, a identificação entre as duas? Que sonhos futuros, que idealizações da vida adulta, que propostas de valores está a Barbie a oferecer nas nossas casas? Vestindo e despindo a Barbie, que pensamentos povoam a imaginação das nossas filhas? Será que a Barbie desafia as meninas a serem trabalhadoras e alegres, a serem mães de família ou a dedicarem as suas vidas a fazer os outros mais felizes? Não despoletará a Barbie frustrações inúteis por não alcançarmos um ideal de beleza inatingível - e indesejável? Olhando à nossa volta, nos recreios das nossas escolas, são cada vez mais - e cada vez mais novas - as meninas que procuram imitar o ideal de sedução da Barbie.

 

Tal como referi em relação aos livros, também em relação aos brinquedos precisamos de estar atentos ao conflito entre valores do mundo e valores cristãos. Ajudemos - sem proibir nem causar perturbação, naturalmente - as nossas crianças a escolher os brinquedos que as fazem crescer em harmonia!

A Barbie está esquecida na gaveta das bonecas e já pouco sai para brincar com a Lúcia. A novidade perdeu-se.

Ontem, a Lúcia passou a ferro as roupinhas dos seus bebés:

 

Depois, vestiu-os todos com roupas lavadas e levou-os a passear:

 

 

Abrindo a Bíblia no Livro dos Provérbios, meditei na imagem de mulher que procuro ser e que desejo que as minhas mulherzinhas venham a ser. É uma imagem muito diferente da Barbie e muito mais parecida com Maria de Nazaré. É uma imagem de mulher sábia, trabalhadora, sorridente, forte, corajosa, confiante, sem medo do trabalho, sem medo do futuro, atenta ao Senhor:

 

"Uma mulher de valor, quem a poderá encontrar? O seu preço é muito superior ao das pérolas. (...) Ela pensa num campo e adquire-o, planta uma vinha com o ganho das suas mãos. Cinge fortemente os seus rins e os seus braços têm sempre força. A sua lâmpada não se apaga durante a noite. (...)

Fortaleza e graça são os seus adornos. Sorri perante o dia de amanhã. Abre a boca com sabedoria, tem na língua instruções de bondade. Vigia o andamento da casa e não come o pão da ociosidade. Os filhos levantam-se a felicitá-la, o marido ergue-se para a elogiar." (Pr 31, 10-31)

 

Foi a Mulher forte e sábia por excelência que apareceu em Fátima, no dia treze de Maio de 1917. E com a sua sabedoria simples, ensinou três pastorinhos a rezar e a amar sem limites. A Jacinta e a Lúcia não foram "Barbies"; foram santas. A sua beleza não foi exterior, mas interior. E que beleza! Leiam as Memórias da Irmã Lúcia, I e II, as primeiras sobre as aparições, as segundas sobre a vida familiar da Lúcia... As Barbies passam. As santas iluminam o céu da humanidade como estrelas cintilantes a brilhar na noite.

Neste mês de Maio, mês de Maria, rezemos pelas nossas meninas, para que cresçam em sabedoria, graça, fortaleza e simplicidade como a nossa Mãe e modelo,  a Rainha dos Céus. Ámen!

 

E por falar em Maria: já fizeram os vossos terços artesanais? Enviem fotos para eu publicar!

 

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publicado às 06:57




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