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Terço - um tempo para o fazer, um tempo para o rezar!

por Teresa Power, em 02.05.14

No nosso Canto de Oração, temos terços e dezenas (dez contas para rezar a Avé-Maria) de todas as formas e feitios. Alguns foram comprados, outros foram feitos por nós, outros feitos por amigos e oferecidos. Alguns estão partidos, outros ainda inteiros. Tudo depende de quem os segura durante a oração! É que, se alguns de nós passam as contas pelos dedos com calma e cuidado, outros enrolam-nos nas mãos ou deixam-nos cair; e de vez em quando, já me apercebi de que o Francisco treina alguns gestos de "manipulação de objectos" necessários para o seu ilusionismo durante a nossa oração familiar (embora ele jure a pés juntos que nunca tal fez)!

 

Maio é o mês de Maria e, assim, o mês do terço. Se ainda não experimentaram rezar o terço em família aí em casa, Maio é um bom mês para começar! Foi realmente em Maio que, há muitos anos atrás, nós decidimos rezar o terço com as crianças, na altura apenas o Francisco e a Clarinha. A catequista do Francisco, que frequentava o primeiro ano de catequese, sugeriu aos meninos para rezarem o terço. Ao chegar a casa, o Francisco transmitiu o recado, e nós apercebemo-nos então de que talvez já fosse tempo dele se juntar à nossa oração. E assim foi! A partir daí nunca mais receámos que as crianças fossem demasiado novas para se unirem à oração do terço. Aliás, quando Nossa Senhora pediu aos pastorinhos para rezarem o terço todos os dias, a Jacinta tinha apenas sete anos! Eu confio na sua intuição materna.

 

Claro que, enquanto eles são pequeninos, não nos preocupamos com o seu grau de atenção ou com as brincadeiras que vão fazendo enquanto rezam. Queremos sobretudo que eles tenham gosto em nos acompanhar na nossa oração e a sintam como importante na sua vida, mesmo sem perceber exactamente o que nela acontece. À medida que crescem, procuramos que se concentrem nos mistérios e nas palavras que rezamos, para que a oração desça dos lábios ao coração. E assim, cheios de imperfeições e de boa vontade, lá vamos caminhando.

 

Fazer terços ou dezenas com as crianças é uma óptima forma de despertar o seu interesse por esta magnífica oração. The Catholics Next Door ensinam-nos a fazer terços com nós de uma forma muito simples e bonita. Para aprenderem com eles, através de um vídeo ou de instruções escritas e desenhos, podem clicar aqui.

A Vera e a Lurdes, duas magníficas educadoras de infância e catequistas da nossa paróquia, fizeram terços a partir de missangas com as crianças do último retiro para famílias. E quando vieram participar nesse mesmo retiro, a Rute, o Serge e os seus três filhos ofereceram a cada um dos nossos filhos uma dezena feita por eles. Fotografei todas estas dezenas para vos mostrar:

 

 

Gosto especialmente da dezena feita com botões. Temos sempre tantos botões perdidos em nossas casas! Esta é uma óptima forma de os reutilizar. A Rute fez os crucifixos a partir de um cinto de cabedal velho, que cortou e trabalhou com arte. Tirei uma foto mais de perto para vos inspirar a fazer as vossas próprias dezenas:

 

Agarrem o desafio, façam um terço ou uma dezena com as crianças, usando nós, missangas, botões ou o que quer que a vossa criatividade vos sugira, e enviem a foto para o meu mail, que eu encarrego-me de a publicar aqui no blog! Possamos todos, neste mês de Maio, honrar a nossa Mãe e Mãe de Jesus, rezando-lhe com fé e alegria. Ámen!

 

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publicado às 08:43

Maio, mês de Nossa Senhora

por Teresa Power, em 01.05.14

O António chorava desalmadamente, como acontece com alguma frequência. E eu, como também acontece com alguma frequência, fingia que não estava a ouvir.

Mas houve alguém que ouviu: a Sara. E cheia de ternura, do alto do seu ano e meio, tentou acarinhar o irmão, fazendo-lhe festinhas na cara:

 

 

Durante alguns segundos, pareceu resultar. Mas foi só o tempo de eu tirar esta fotografia, pois logo depois, o António recuperou o fôlego e recomeçou o choro. A Sara tentou então uma nova estratégia: agarrou na manga do António e puxou-o pelo braço, enquanto com a outra mãozinha apontava para mim. E na sua língua de trapos, repetia: "Mamã!" Os seus esforços foram tão engraçados, que o António quase, quase sorriu:

 

 

Quando os amigos choram no nosso ombro, quando os filhos, os alunos, os vizinhos nos pedem conselho, quando nos apercebemos da dor do nosso irmão, para quem apontamos nós? Por muito fortes que pareçamos, por muito boas ideias e bons conselhos que tenhamos, não temos grande poder para mudar o que está errado e secar as lágrimas dos irmãos. Como a Sara, somos impotentes e demasiado pequenos!

Mas como a Sara, podemos "puxá-los pela manga" e levá-los à Mãe...

Maio é o mês de Maria, a Mãe. Há muito tempo que me habituei a oferecer um terço a quem vem desabafar comigo. Sei por experiência que só a Mãe nos pode consolar!

 

 

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publicado às 08:14

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