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Pintaínhos

por Teresa Power, em 14.12.13

Hoje foi um dia de grande animação. Os meninos passaram muito tempo no galinheiro, especialmente o António, que nunca perde uma oportunidade para ajudar o pai:

 

 

A cena mais repetida foi esta:

 

 

Que há de tão atrativo dentro do galinheiro? Oram vejam:

 

 

 

Há poucas coisas mais ternurentas na natureza do que assistir em direto ao nascimento de um animal. Cá em casa, já vimos nascer duas ninhadas de cães e muitas de pintaínhos. A emoção é sempre grande! Quando os primeiros ovos começam a eclodir, as galinhas ficam muito quietas, procurando aquecer com o seu corpo os recém-nascidos. Às vezes ajudam-nos a sair do ovo, utilizando os seus bicos de mãe para escavar um buraquinho um pouco maior. E depois esperam, até os pintaínhos ganharem coragem para sair debaixo das suas penas quentes. O momento em que um biquinho muito pequeno espreita por sob as penas bem abertas da galinha é um momento fascinante, que as crianças aguardam impacientes:

 

 

E pouco a pouco, os pintaínhos começam a explorar o espaço exterior, sempre sob o olhar atento da mãe, e sem nunca se afastarem dos seus carinhos e do calor das suas penas:

 

Nas próximas três semanas, a mãe galinha será uma mãe amorosa, capaz de tudo para proteger os seus filhotes, atenta ao menor sinal de perigo, venha ele de um rato ou de uma criança. Observando atentamente a mãe e imitando tudo o que ela faz, os pintainhos aprenderão a distinguir os melhores grãos para se alimentarem, aprenderão a escavar, a apanhar minhocas e a correr para as migalhas de pão que lhes deitamos depois de todas as refeições. Afinal, como também as crianças fazem, aprendendo junto dos adultos que as amam, repetindo os seus gestos mais do que as suas palavras e correndo a refugiar-se no seu colo quando se sentem ameaçadas.

 

Um dos mais belos salmos da Bíblia diz-nos:

 

"Deus te cobrirá com as suas penas. Debaixo das suas asas encontrarás refúgio." (Sl 91/90, 4)

 

S. Lucas diz-nos que, um dia, Jesus chorou sobre Jerusalém (cf. Lc 19, 41). E S. Mateus traduziu assim as suas lágrimas:

 

"Jerusalém! Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir os teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, e tu não quiseste!" (Mt 23, 37)

 

Eu sou uma "mãe-galinha", mas Deus é-o muito mais! Sim, Deus é Pai e é Mãe, e como a galinha, tudo o que mais deseja é guardar os seus pintaínhos sob as suas asas, ajudando-os a crescer e defendendo-os dos perigos. Mas é preciso que nós queiramos ser estes pintaínhos dóceis, totalmente entregues ao seu cuidado amoroso... Se assim o fizermos, debaixo das suas asas encontraremos sempre, sempre refúgio!

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:11




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