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Estrangeiros

por Teresa Power, em 01.08.14

Quando chegámos a casa dos avós, a porta estava aberta.
- Olá, avó! Olá, avô! – Gritaram os meninos, correndo para dentro de casa. Ambos apareceram, muito contentes, e abraçaram os netos, que não viam há dois anos. Depois, com cautela, aproximaram-se da Sara. Não a queriam assustar!
- Meu Deus, Niall, ela é tão bonita! – Exclamou a avó, enquanto a observava. E acrescentou uma frase que eu já conheço bem: - Vê-se mesmo que é estrangeira, com a sua pele bronzeada!
Eu ri-me para mim mesma, enquanto observava a cena. E ri-me porque costumo ouvir este comentário em Portugal… mas no sentido oposto! Em Portugal, as pessoas costumam dizer sobre os meus filhos:
- Vê-se mesmo que são estrangeirinhos, com a sua pele tão branca!
Estrangeiros em Portugal, estrangeiros na Irlanda… Onde é afinal a sua pátria?


S. Paulo escreveu um longo e belíssimo capítulo na sua Carta aos Hebreus, o capítulo 11. Nele, S. Paulo chama a atenção para este pequeno, mas importantíssimo detalhe: Abraão, o fundador do povo judeu, chegou à Terra Prometida como estrangeiro, viveu nela como estrangeiro e morreu como estrangeiro. A promessa de terra não era afinal uma promessa para esta vida – ainda hoje, o povo de Abraão continua a lutar por um pedaço de terra… - mas para a eternidade. Diz S. Paulo:


“Pela fé, Abraão morou como estrangeiro na Terra Prometida, habitando em tendas, como Isaac e Jacob. Morreram na fé, sem terem obtido a realização das suas promessas. Mas vendo-as e saudando-as de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Aqueles que assim falam mostram claramente que procuram uma pátria melhor, a pátria celeste…” (Hb 11, )


Como Abraão, também nós somos estrangeiros um pouco em todo o lado… Um dia, por fim, chegaremos a Casa. Aleluia!

 

(E saber que o Céu é infinitamente mais belo que isto...)

 

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publicado às 07:05


2 comentários

De Carla a 01.08.2014 às 09:08

Que lindas fotos.... A sara na praia a ganhar cor de estrangeira....

De Cristóvão D. Sousa a 01.08.2014 às 10:11

Teresa, não posso deixar de relembrar esta parte da Carta a Diogneto:

«Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos: participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira.» [http://www.snpcultura.org/carta_a_diogneto_evangelizacao_contemporanea_a_partir_cristianismo_origens.html]

Boas Férias!

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