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Príncipes e princesas

por Teresa Power, em 27.03.14

Na oração familiar do dia 25, solenidade da Anunciação, o David rezou assim:

_ Querida Maria, não te canses de ser nossa Rainha e continua sempre a ser a Rainha do céu!

Depois reflectimos um pouco nisto de termos por Pai, o Rei do universo e por Mãe, a Rainha do céu! Afinal, não somos simples servos, ou súbditos, ou meros empregados que cumprem ordens: somos filhos de Rei e filhos de Rainha, somos portanto príncipes e princesas do Reino de Deus! Como disse o pai do filho pródigo ao filho mais velho:

"Tudo o que é meu é teu." (Lc 15, 31)

E S. Paulo acrescenta:

"Se somos filhos, somos também herdeiros. Herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo." (Rm 8, 17)

 

A cruz, onde Jesus derramou todo o seu sangue, fez-nos participar na "família de sangue" de Jesus: ali mesmo, recebemos por mãe a sua própria mãe; ali mesmo, do seu lado aberto jorrou a fonte do baptismo, que faz de nós filhos. A cruz permitiu que Deus Se ligasse a cada um de nós por laços de sangue... Somos de descendência real! Se somos pó, como afirma Génesis 3, 19,  então somos pó de estrelas, como afirmam os cientistas! Que honra! Que privilégio! E que responsabilidade...

 

"Que mais poderia Eu fazer à minha vinha, que não lhe tenha feito?" (Is 5, 4) Pergunta o Senhor através de Isaías.

Na verdade, Deus desceu tão baixo, para nos elevar tão alto...

 

A Clarinha fez duas lindas coroas: uma para a Lúcia e outra para o António. Contentes, eles lá vão brincando com elas.

Quando nos perguntarem se somos ricos (costumam perguntar por causa do número de filhos...) já sabemos o que responder: sim, somos, pois pertencemos à Família Real do Senhor!

 

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publicado às 08:57

Que desperdício!

por Teresa Power, em 05.03.14

A Clarinha tem andado muito ocupada a costurar aventais, cintos, coroas de flores e outras maravilhas, para que o traje que vai vestir nas Jornadas Culturais do Colégio fique perfeito. Cheia de entusiasmo, procurou pela casa trapos e tecidos esquecidos para cortar, coser e enfeitar. Encontrou muita coisa, mas o avental foi feito especialmente a partir de uma toalha de linho antiga, guardada num armário da garagem.

A Isabel, nossa grande amiga e madrinha da Lúcia, costuma dar uma ajuda (uma grande ajuda...) nestas coisas da costura, pois infelizmente eu não sei fazer nada com uma agulha. Ora bem, quando a Isabel viu o pano que a Clarinha tinha cortado e cosido e voltado a cortar e voltado a coser, levou as mãos à cabeça. E no seu tom brincalhão, mas falando a sério, comentou:

- Que desperdício! Já não existe linho puro assim! Tu nem imaginas a relíquia que tinhas aqui, e agora está transformada num avental para brincar... Que desperdício!

Confesso que fiquei bastante admirada. Para mim, um pano de linho não é muito diferente de um pano de qualquer outro material. Se precisar de repente de um trapo para limpar uma janela ou atar uma ferida a sangrar, não saberei distinguir entre um trapo de qualidade e um trapo sem qualidade. Desculpem-me os entendidos nestas matérias!

Depois da Isabel levar o avental para sua casa e de lhe dar "um jeitinho", cosendo-lhe um magnífico pedaço de tecido colorido e um bordado para rematar, o avental da Clarinha ficou assim:

 

 

Mas eu fiquei a pensar...

Quantas vezes desperdiço o dom de Deus?

Recebi o baptismo em bebé, que fez de mim filha do Rei do Universo, e portanto, Princesa do Reino de Deus. Comporto-me como filha de quem sou? Sou fiel às minhas promessas?

Quantas vezes comungo, ao domingo na missa, para logo me esquecer de Quem recebi no meu coração, não Lhe dedicando nem um minuto de atenção?

Quantas vezes desperdiço o tempo que Deus me oferece, sentada em frente do televisor ou entregando-me a futilidades?

Quantas vezes desperdiço as ocasiões que Deus me dá para ser melhor, para ser feliz, para ser santa?

Quantas vezes desperdiço os talentos que o Senhor me confiou?

 

A minha vida é um pano de linho do mais puro e do mais caro. Afinal, a minha salvação custou todo o sangue de Jesus! S. Pedro lembra-nos na sua carta:

 

"Não fostes resgatados da vossa conduta fútil por meio de bens perecíveis como a prata e o ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo." (1Pe 1, 18-19).

 

Fomos comprados por um alto preço! E no entanto, como aquele pano de linho antigo, às vezes deixamo-nos transformar em trapos...

 

A quaresma, que hoje começa, parece-me a mim ser o tempo ideal para recuperar a nossa beleza e a nossa glória, vivendo à altura do sonho de Deus!

 

 

 

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publicado às 08:11



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